<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398</id><updated>2012-01-28T15:55:49.825-08:00</updated><title type='text'>Arte, Teologia e Ciências Sociais</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-1916105975552431465</id><published>2012-01-26T04:03:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T16:41:48.232-08:00</updated><title type='text'>"Um bom professor vale um mundo inteiro"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se decidíssemos escolher a profissão mais importante que existe, com certeza escolheríamos aquela que é responsável por formar todas as demais profissões. Deste modo, o professor estaria no topo de uma hierarquia de importância profissional e acadêmica e não se falaria mais nisso. Seguindo essa possibilidade, uma pesquisa feita com a população dos países mais desenvolvidos do mundo chegou à conclusão de que o profissional mais importante de uma nação é mesmo o professor, por razões como a apresentada acima. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora possamos concordar com isso e embora possamos mesmo ouvir nas ruas do Brasil e do mundo que o professor é o profissional mais importante de uma nação, visto que é pela educação que se faz uma potência, como aconteceu com a Coréia do Sul, tal profissão cai cada vez mais no descrédito, e cada vez mais é tida como menor por aqui, já que os governos insistem em não enxergar o óbvio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, numa sociedade globalmente monetarizada e capitalista, onde o que conta é apenas &lt;i&gt;a força da grana que ergue e destrói coisas belas&lt;/i&gt;, como diria o poeta, é extremamente interessante notar que já é possível falar-se em lucro ou prejuízo econômico - e em milhões de dólares - para aqueles que têm ou não a sorte de encontrar um excelente professor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pesquisadores estadunidenses e europeus acabam de divulgar uma pesquisa - que durou 20 anos - onde o impacto de se encontrar um bom ou um mau professor foi mensurado em números, ou melhor, em dólares. Sim, agora, ao invés de ficar apenas na memória dos alunos, como um bom ou um mau professor, tal profissional pode ser responsabilizado, também economicamente, pela construção - ou pela destruição - de uma história de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pesquisa mostrou que uma sala que convive com um professor ruim tem uma perda de mais de 2,5 milhões de dólares, visto que deixa de ganhá-los por pura falta de preparo escolar. Na outra ponta, os alunos de uma sala geram na vida um ganho a mais de 4,5 milhões de dólares, apenas porque tiveram um bom professor, tendo a oportunidade de aproveitar cada centavo que a boa formação lhes proporcionou. Importante é ressaltar que tal pesquisa foi feita na educação de base, e não nas universidades, como sempre foi de costume. Sim, estamos falando de educação de ensino fundamental e médio!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um colega, professor universitário, sugeriu que colocássemos o salário dos professores da base no patamar de 5 mil reais mensais. Segundo ele, os profissionais se sentiriam valorizados e preparariam melhor as aulas, dando-as com prazer e dedicação, já que se sentiriam plenos do reconhecimento social que todo profissional busca e precisa ter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, o mesmo colega defendeu que isso não daria certo, pois as outras profissões reclamariam o mesmo aumento e reconhecimento, o que, sabemos, não poderia ser feito para todos. Mas, ainda insistindo, se não dá para fazer para todos, não poderíamos fazer ao menos para a profissão que forma a todos? É algo que poderia ser pensado, mas é sabido que isso empacaria em trâmites burocráticos que remeteriam à Constituição Federal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao fim e ao cabo, nosso "justo judiciário" barraria tal decisão, justificando sua ação pela inconstitucionalidade do ato, já que &lt;i&gt;todos são iguais perante a lei&lt;/i&gt;, exceto os que julgam tal lei. Afinal, salários de 600 mil reais mensais para desembargadores e outros membros do judiciário, PODE!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-1916105975552431465?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/1916105975552431465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=1916105975552431465' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1916105975552431465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1916105975552431465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2012/01/um-excelente-professor-vale-um-mundo.html' title='&quot;Um bom professor vale um mundo inteiro&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-1703454922144611417</id><published>2011-12-27T17:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T09:52:25.492-08:00</updated><title type='text'>"Paralelos teológicos"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A carta do apóstolo São Paulo aos romanos é, segundo a maioria dos especialistas, o material teológico mais rico do Novo Testamento. É mesmo bastante difícil recusar tal afirmativa, pois o material contido nesta rica epístola é de uma profundidade teológica de fazer calar qualquer teólogo, ou leigo, chegando um doutor em Teologia da PUC-Rio a afirmar que "se Gálatas é o mestrado de Paulo, Romanos, com toda certeza, é o seu doutorado".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os temas da epístola são riquíssimos e um deles salta aos olhos, já que é forte base para o pensamento cristão; a justificação pela fé, tema que perpassa alguns dos primeiros capítulos. O mais curioso é quando tal tema da justificação foca o tão falado pecado. Ao citar tal conceito, o apóstolo Paulo faz questão de submetê-lo à graça divina, conceito ainda mais difícil de se compreender. Seguindo tal linha de pensar, nosso texto pretende lançar luz sobre alguns versos que fecham o capítulo quinto e abrem o sexto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lei, pecado e graça dividem espaço neste pequeno trecho da epístola, onde se encontra o seguinte material: "&lt;i&gt;Sobreveio a lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça. Assim como o pecado reinou para a morte, assim também a graça reinaria pela justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Então que diremos? Permaneceremos no pecado, para que haja abundância da graça? De modo algum. Nós, que já morremos ao pecado, como poderíamos ainda viver nele?&lt;/i&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal texto é extremamente curioso, pois, não sendo bem lido, dá margens para uma quantidade imensa de interpretações precipitadas, sendo a principal delas a que mostra o pecado como fomentador do recebimento da graça. Assim pensando, quanto mais peco, mais recebo graça e, portanto, mais sou abençoado! É uma possibilidade de leitura, sim, mas é necessário não se apressar na hermenêutica, uma vez que o texto entraria em contradição consigo mesmo, se tal leitura &lt;i&gt;ipsis litteris &lt;/i&gt;fosse levada a cabo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que prova o que defendemos é o "de modo nenhum" que aparece no final. Assim, é necessário buscar o princípio explicativo para uma atitude de pecar que, quanto mais abundante, mais graça traz ao indivíduo pecador. Nossa proposta, então, não para em Paulo, mas lança mão de contribuição ulterior, nas letras de Santo Agostinho de Hipona.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É de Agostinho, entendemos, a conceituação de pecado que mais "ajuda" Paulo na sua construção teológica. Deste modo, ao conceituar pecado como "um erro do alvo", Agostinho contribui de forma singular para a compreensão do trecho de Romanos que nos é foco de reflexão aqui. Sendo o "errar do alvo", o pecado teria, sim, como ser fomentador do derramamento de mais graça, pois esta seria derramada para o "ajuste da direção da flecha". Deste modo, quando mais erro o alvo, mais a graça divina é derramada, no intuito de que "a mira" do pecador seja mais "afinada", fazendo-o errar cada vez menos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao invés de ser fomentador daquilo que Dietrich Bonhoeffer chama de "graça barata", o pensamento de Paulo seria não um "libera-geral" para boa parte dos cristãos, ávidos por permanecer numa velha natureza distanciada do &lt;i&gt;re-ligare&lt;/i&gt;, mas reflexo de um gesto afável de um Deus que conhece os dramas de um ser humano que busca fazer o certo, acertando o alvo, mas que, limitado em si mesmo, não enxerga um palmo à frente do nariz e nem sabe aonde o alvo estabeleceu morada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-1703454922144611417?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/1703454922144611417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=1703454922144611417' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1703454922144611417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1703454922144611417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/12/2012-o-ano-do-fim-da-historia.html' title='&quot;Paralelos teológicos&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-7554256987502078009</id><published>2011-11-23T11:30:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T06:53:59.645-08:00</updated><title type='text'>"O ateísmo, sem a religião, não sobrevive"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filósofo suíço Alain de Botton está no Brasil para lançar a sua curiosa e mais recente obra &lt;i&gt;Religião para ateus&lt;/i&gt;. Abordando temas como amizade, inveja, desejo e arte, Botton traz como sua contribuição mais interessante a atitude de sempre buscar demonstrar como os ensinamentos de filósofos como Platão, Montaigne, Nietzsche, Schopenhauer, Sêneca e Sócrates podem nos ajudar a enfrentar as aflições do dia-a-dia no mundo moderno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com tal postura, o autor entende que será possível construir um arcabouço literário que tenha o poder de substituir os textos aceitos como sagrados, destronando a religião e sugerindo autores que teriam o poder de fazer o mesmo que faz a religião, só que num ambiente laico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posicionando-se como ateu, o filósofo divide as pessoas em dois grupos: "aqueles que acreditam num conjunto de doutrinas e entram para uma comunidade religiosa, e aqueles que, com a ajuda da &lt;i&gt;CNN&lt;/i&gt; e do &lt;i&gt;Wal Mart&lt;/i&gt;, tentam dar conta de uma vida própria espiritualmente vazia". (Repito: &lt;i&gt;CNN&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Wal Mart&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;vazia&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A postura de Botton em relação à religião foge à regra geral de muitos intelectuais ateus, uma vez que este filósofo entende que as contribuições das religiões não podem deixar de fazer parte da visão de mundo de todos os povos. Neste sentido, o autor defende que é possível ser ateu e mesmo assim admirar a música sacra, os rituais religiosos e as catedrais que ocupam as milhares de cidades em todo o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sugerindo a obra de Shakespeare ao invés do Evangelho, Alain de Botton defende que é possível encontrar-se uma maneira laica de ensinar as pessoas a viver, uma vez que a religião consegue fazer isso muito bem, já que se utiliza de uma ferramenta extremamente eficaz para a fomentação de ideias, que é a repetição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assumindo que a religião é muito mais objetiva na educação das pessoas, Botton entende que seria preciso que a universidade fizesse o mesmo que as comunidades religiosas, assumindo o papel de educar para a vida, já que "a doença moderna da solidão clama por uma saída laica inspirada nas instituições religiosas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Botton não é inédito ao dizer que "o problema não é a ausência de liberdade, mas o excesso dela", mas contribui de forma inovadora ao contrariar a tese weberiana que defende a religião como fonte privilegiada de sentido para a vida, pois Alain de Botton entende que, inspiradas nas organizações religiosas, muitas instituições laicas, chamadas "Escolas da vida", poderão ensinar as pessoas a viver, devolvendo o tal &lt;i&gt;sentido &lt;/i&gt;que a chamada racionalização da vida colocou em crise, segundo a tese de Max Weber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inspirado nas muitas doutrinas de religiosos, Botton propõe que o ser humano moderno precisa abrir mão de parte do excesso de liberdade que tem, buscando assim "algo que possa ser bom para o seu viver". Para muitos que achavam que a religião morreria com a intelectualização do mundo, está aí mais um genial filósofo, de apenas 41 anos, a inspirar os ateus a afirmarem categoricamente: "Sou ateu, sim, graças a Deus!".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-7554256987502078009?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/7554256987502078009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=7554256987502078009' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7554256987502078009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7554256987502078009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/11/o-ateismo-sem-religiao-nao-sobrevive.html' title='&quot;O ateísmo, sem a religião, não sobrevive&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2300332081976971877</id><published>2011-10-20T19:04:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T11:16:03.475-07:00</updated><title type='text'>"A adoção, a decepção e a morte"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A morte de Steve Jobs, há poucos dias, conseguiu mostrar a maneira como se está construindo - e bem mal, diga-se - notícias nos dias atuais. Foi notória a tentativa de fazer com que Jobs se tornasse em algo que ele, definitivamente, não foi e não é. O fundador da segunda empresa privada mais lucrativa do mundo não é um deus, bem como não tem a relevância que a grande mídia insistiu em tentar criar. Diga-se de passagem - e com todo o respeito à genialidade de Jobs - o dono da &lt;i&gt;Apple&lt;/i&gt;, para a grande maioria das pessoas do mundo, tinha quase nada da tal relevância acriticamente criada, já que a maioria das pessoas não sonha, descabeladamente, em ter algum produto da &lt;i&gt;Apple&lt;/i&gt; para se sentir fazendo parte do mundo, uma vez que a luta é ainda pelos bens mais básicos para a sobrevivência&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;À frente da mega loja da &lt;i&gt;Apple &lt;/i&gt;em Nova York, no dia seguinte à morte do genial Jobs, apenas jornalistas; o povo, "curiosamente", tinha bem mais o que fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o jornalismo que temos hoje está cada vez menos comprometido com os fatos e com a verdade, e muito mais comprometido em criar factoides engendrados por grandes corporações de mídia, ao menos podemos usar o evento da perda de Steve Jobs para crescer com algo do seu legado que supera, e em muito, os seus excelentes &lt;i&gt;ipod´s&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;iphone´s&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;ipad´s&lt;/i&gt;. O grande legado de Jobs foram os três principais marcos de sua vida e a forma como ele os encarou, ainda que, por vezes, involuntariamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rejeitado por uma mãe jovem, que não tinha condições de criá-lo, Steve Jobs foi adotado por uma família que também não tinha a condição material para criar um menino com dignidade, embora tivesse carinho de sobra. A adoção, que chegou quase a ser desfeita, por conta de a mãe biológica ter descoberto que os pais adotivos também não tinham recursos para levar o menino à universidade, acabou por ser a primeira das melhores coisas que aconteceram na vida de Jobs.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com todo o esforço da nova família, o menino chegou ao ensino superior, mas, como o mesmo onerava demais o orçamento da casa, o jovem decidiu que não era justo que sua família gastasse as economias de toda uma vida para que ele se formasse. Abandonando a graduação, mas frequentando ainda por uns tempos algumas matérias que realmente lhe interessavam, Jobs alcançou a genialidade que nenhum banco escolar pode dar, uma vez que surge da alma que tem fome de conhecer e não tem medo de ser chamada de boba e até de rir de si mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a adoção, ao fim e ao cabo, teve um peso positivo, a grande decepção teve ainda um efeito mais benéfico. Após construir uma empresa que faturava bilhões, Steve Jobs, que não tinha uma personalidade das mais brandas, diga-se, entrou em conflito com alguns acionistas e, pasmem, foi demitido da própria empresa que criou! Se tal decepção tinha força para deprimir qualquer pessoa - e inicialmente o fez a Jobs -, tinha também potência para aguçar ainda mais a fome pelo desconhecido e pela inovação. O dono demitido criou outras empresas, que, compradas ulteriormente pela própria &lt;i&gt;Apple&lt;/i&gt;, o colocaram de volta no lugar que lhe era de direito, fazendo com que uma organização que, sem ele, esteve à beira da falência voltasse a figurar na lista das mais lucrativas do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abandonos e decepções acontecem o tempo todo em nossas vidas. Já a morte, acontece uma só vez, democratizando e igualando a todos, sem qualquer possibilidade de "jeitinho". Se Steve Jobs conseguiu, como poucos, aproveitar o abandono e a decepção, a morte o fez impotente - tal como o faz a todos -, ainda que bilhões de dólares estivessem ao seu alcance. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, fica o legado da força de vontade e da persistência de um ser humano que revolucionou a forma como as pessoas se comunicam. Todavia, fica também a lição que todos devemos aprender: a vida é frágil demais e Steve Jobs não é deus. Deus não morre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2300332081976971877?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2300332081976971877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2300332081976971877' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2300332081976971877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2300332081976971877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/10/adocao-decepcao-e-morte_20.html' title='&quot;A adoção, a decepção e a morte&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-5129735669259363682</id><published>2011-09-22T18:38:00.001-07:00</published><updated>2011-09-26T12:45:23.045-07:00</updated><title type='text'>"Desconstruindo Fukuyama"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Francis Fukuyama é um ideólogo nipo-estadunidense que, no final do século XX, trouxe à tona uma ideia hegeliana de "fim da história". Tal tese defendia que quando a humanidade atingisse um perfeito equilíbrio, sem os antagonismos que sempre a caracterizaram, a história chegaria ao fim. Tal caminho seria alcançado com o pleno desenvolvimento do liberalismo e da igualdade jurídica e, já que a história era vista, em muitas teorias, como resultado dos antagonismos existentes entre as nações, o triunfo do capitalismo sobre o socialismo faria cessar a força de tal &lt;i&gt;motor da história&lt;/i&gt;, que é como é chamado tal processo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ponto culminante para a ratificação da tese seria, segundo Fukuyama, a queda do muro de Berlim, em 1989, pois, segundo tal autor - e vários que o acompanharam na época -, a queda do muro simbolizava, também, a impossibilidade de uma alternativa ao capitalismo de mercado, coroando, com isso, a chamada democracia burguesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais de vinte anos se passaram e a queda do muro, ao invés de ter simbolizado o tal equilíbrio proposto pela tese hegeliana, lida também em Fukuyama, trouxe uma espécie de orfandade; uma sensação de que se está mesmo numa "jaula de ferro" e que não se pode mais escolher algo a se pensar ou fazer, já que não existe a possibilidade de escolha num sistema de caminho único. Ao contrário do equilíbrio prometido, poucas vezes na história da humanidade o mundo esteve tão desequilibrado e tão carente de uma alternativa que nos permita respirar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para confrontar apenas uma das teses do neoliberalismo, vivenciando e analisando a ideia de "estado mínimo", pudemos perceber que, na hora em que o mercado "confessou" sua ineficiência na resolução das crises que ele mesmo criou, o estado precisou ser "máximo", já que teve - e tem ainda - de se contorcer de todas as maneiras para conseguir salvar bancos, agências de crédito e grandes corporações capitalistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora muitos confundam socialismo com autoritarismo - tendo em vista os equívocos cometidos por alguns que se diziam "do social" -, este parece ser ainda um sistema de governo viável, sobretudo com o aperfeiçoamento do processo democrático, que, ao contrário do que apregoam alguns discursos reducionistas, é condição fundante de um governo realmente socialista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece, no entanto, que a questão agora parece ser mais de orgulho do que outra coisa, pois dificilmente alguma nação envolvida na "bolha" em que se tornou esse mundo monetarizado teria a coragem de admitir que o capitalismo se esgotou e que não se deu o perfeito equilíbrio apregoado por Hegel e Fukuyama, mas que, ao contrário, vivemos uma perda praticamente total de sentido e uma situação que beira à anomia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sabemos aonde Grécia, Espanha, Itália, Portugal  - e muitos outros que ainda virão - levarão a Europa, bem como não sabemos até quando se vai acreditar que os Estados Unidos têm condições de sair do atoleiro, pagando o que devem aos milhares de credores. Mas uma coisa é certa: se a única alternativa continuar sendo a "guerra ao terror", que todas as cabeças reflexivamente pensantes já sabem ser uma falácia de um império em ruínas, a história voltará a dar as caras, dizendo com todas as letras: "eu não posso ter fim".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-5129735669259363682?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/5129735669259363682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=5129735669259363682' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5129735669259363682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5129735669259363682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/09/desconstruindo-francis-fukuyama.html' title='&quot;Desconstruindo Fukuyama&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-5422298721052436809</id><published>2011-08-26T07:37:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T08:23:37.795-07:00</updated><title type='text'>"E o Lobão, quem diria, estava mesmo com a razão"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos anos 1990, o cantor e compositor Lobão desafiou a grande mídia e rompeu com as gravadoras, que também já tinham rompido com ele. Irritado com a baixa remuneração que as gravadoras enviavam aos músicos, Lobão decidiu lançar seus discos de forma independente, utilizando as bancas de jornal para tal. Além disso - e o que apavorou a todos na indústria fonográfica - o músico disse que apoiava a pirataria, uma vez que considerava o preço dos discos muito alto e que vivia na pele a desgraça de ser a parte que menos ganhava numa produção musical. Lobão, como sempre, foi considerado um lunático.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anos depois, em 2007, a excelente banda britânica Radiohead lançou o álbum &lt;i&gt;In Rainbows&lt;/i&gt; em versão &lt;i&gt;online&lt;/i&gt;, sem qualquer medida de proteção tecnológica, permitindo aos interessados &lt;i&gt;download&lt;/i&gt; mediante o pagamento que os usuários achassem justo. Não se sabe o quanto a banda faturou, mas a postura do Lobão acabara de ser ressuscitada. Já o menos discreto Trent Reznor divulgou que seu trabalho &lt;i&gt;Ghosts I-IV&lt;/i&gt;, também com pagamento voluntário pela &lt;i&gt;internet&lt;/i&gt;, lhe trouxera 1,6 milhão de dólares em 2008. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já tinha sido denunciado por Lobão, os músicos sempre receberam uma fração muito pequena das vendagens dos discos. Deste modo, o pagamento voluntário via &lt;i&gt;internet &lt;/i&gt;parece que veio como uma solução interessante, uma vez que não é preciso muito para que o artista ganhe com os &lt;i&gt;downloads &lt;/i&gt;o mesmo que ganhava com os direitos sobre as vendas de seus CDs. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudos mostraram que, ao longo de um período de cinco anos, 48% dos usuários desses serviços &lt;i&gt;online &lt;/i&gt;pagaram até 8 dólares por álbum, quando o preço mínimo era de 5. Todos os dados apontam para clientes pagando bem mais do que o preço mínimo estipulado pela banda, sendo que, no caso do Radiohead, a taxa mínima apenas cobria os gastos da transação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A estrutura do sistema é bastante simples, pois apoia-se na prática de evitar a obrigatoriedade estrita do pagamento. A música se torna acessível em formatos fáceis de fazer &lt;i&gt;downloads &lt;/i&gt;e o sistema de pagamento é inteiramente voluntário ou conta com mecanismos que garantem que o preço seja fruto de uma definição razoavelmente voluntária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que tais experiências são bastante novas, mas já é possível perceber que, se tal inovação não terá força para deixar um artista milionário, ao menos não empobrecerá os artistas de mais sucesso, como profetiza a indústria fonográfica. O melhor de tudo é que o músico, por esse novo sistema, pode fazer o tipo de música que quiser, sem precisar atentar para as exigências de gravadoras que nada mais fazem do que &lt;i&gt;obrigar &lt;/i&gt;um tipo de musicalidade que "está dando certo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que vemos, então, é que os pagamentos voluntários para &lt;i&gt;downloads online &lt;/i&gt;abrem um importante caminho para bons artistas, que, mesmo sem grandes gravadoras, tentam sobreviver e prosseguir com seu trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só quem perdeu feio foram as gravadoras, mas, convenhamos, quanto essa gente não embolsou quando estávamos acostumados a ouvir que bandas, duplas e artistas solo vendiam milhões de cópias, sendo que ganhavam apenas 1 real, ou menos, por cada disco?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo passou e a tecnologia provou que o lunático não era tão maluco assim. Temos sim de reconhecer; o Lobão, quem diria, estava mesmo com a razão!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza  e Graça...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-5422298721052436809?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/5422298721052436809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=5422298721052436809' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5422298721052436809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5422298721052436809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/08/e-o-lobao-quem-diria-estava-com-razao.html' title='&quot;E o Lobão, quem diria, estava mesmo com a razão&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-1723175173323742521</id><published>2011-07-20T15:33:00.000-07:00</published><updated>2011-08-26T15:41:17.443-07:00</updated><title type='text'>"Discurso sobre a servidão digital voluntária"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No século XVI, e com apenas 18 anos de idade, Etienne de La Boétie publica o &lt;i&gt;Discurso sobre a servidão voluntária&lt;/i&gt;. Nesta obra exemplar, o autor defende a liberdade e a igualdade de todos os seres humanos na dimensão política, evidencia, pela primeira vez na história, a força da opinião pública, repele todas as formas de demagogia e envereda pioneiramente por aquela que mais tarde ficaria conhecida como a &lt;i&gt;Psicologia de massas&lt;/i&gt;, apresentando a irracionalidade da servidão dos povos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se pode ver, já a partir do título provocativo do &lt;i&gt;Discurso&lt;/i&gt;, a servidão é indicada como uma espécie de vício, de doença coletiva. Mesmo assim, e com muito tempo vivido e muita ciência experimentada desde o aparecimento da obra de La Boétie, novas formas de servidão voluntária foram se apresentando. Algumas bem interessantes - e até mesmo contagiantes - como é o caso da servidão digital, tão fortemente vivenciada neste início de século XXI.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No novo modo de servidão, não é raro ouvirmos frases do tipo: "Mas você não está no &lt;i&gt;Facebook&lt;/i&gt;?!"; "Todo mundo tem &lt;i&gt;Orkut&lt;/i&gt;!"; "&lt;i&gt;Tuitei &lt;/i&gt;por horas e horas ontem"; "É só me visitar no &lt;i&gt;Myspace&lt;/i&gt;!". É como se todos tivéssemos a &lt;i&gt;obrigação &lt;/i&gt;de ter essas bugigangas digitais, que só nos afastam uns dos outros, embora sejam chamadas de "&lt;i&gt;sites &lt;/i&gt;de relacionamentos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre uma novidade e outra, vamos enveredando por um terreno que, embora pareça fácil e dominado, apresenta uma série de problemas a serem pensados. Um deles é a fragilidade das relações que passamos a vivenciar. Se criticávamos a &lt;i&gt;monetarização das relações sociais&lt;/i&gt;, com o advento da modernidade, agora somos vítimas da &lt;i&gt;virtualização &lt;/i&gt;das mesmas relações, na chamada pós-modernidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para piorar a situação que agora experimentamos, não é raro ouvirmos sobre pessoas que mandam recados para si mesmas, a fim de se sentirem importantes para alguém, ou contam os milhares de recados recebidos a fim de recalcarem a solidão que sentem, desafiando o telefone que teima em não tocar com a proposta para um papo de final de tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, triste mesmo é frequentar um espetáculo lotado de &lt;i&gt;escravos digitais&lt;/i&gt;. O que jamais se imaginava que pudesse acontecer, tristemente aconteceu; agora o sujeito não mais assiste ao espetáculo, não curte o seu conjunto ou músico favorito. O negócio é perder o &lt;i&gt;ao vivo&lt;/i&gt; e ficar como idiota segurando um celular na mão, gravando o &lt;i&gt;show &lt;/i&gt;para postar depois nessas chamadas redes sociais. O lance é provar a presença no evento com um "olhem aqui a prova; eu fui!". Na verdade, o sujeito não foi a lugar algum; não viu o seu artista favorito, pois estava preocupado em "provar" que viu! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os escravos digitais se contentam com a &lt;i&gt;imagem &lt;/i&gt;e perdem a &lt;i&gt;presença&lt;/i&gt;; se contentam com um recado virtual e perdem a potência insuperável de um encontro humano. A chamada pós-modernidade é isso: estamos nos perdendo uns dos outros e, para piorar, estamos achando isso "o máximo; a última moda"! Parafraseando a máxima de um comercial televisivo, nossa nova postura confirma que &lt;i&gt;presença não é nada; imagem é tudo!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-1723175173323742521?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/1723175173323742521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=1723175173323742521' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1723175173323742521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1723175173323742521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/07/discurso-sobre-servidao-digital.html' title='&quot;Discurso sobre a servidão digital voluntária&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-1808604559840434999</id><published>2011-06-04T14:01:00.001-07:00</published><updated>2011-06-04T19:10:58.053-07:00</updated><title type='text'>"União homoafetiva, kit anti-homofobia e democracia no Brasil"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;h3 class="post-title" style="text-align: justify; margin-top: 0.25em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 4px; padding-left: 0px; font-weight: normal; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-size: small; margin-top: 3pt; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-size:11.0pt; font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#333333;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Embora a maioria da população brasileira se diga contrária à política, a verdade é que ela é contrária a algumas figuras do cenário político parlamentar, não sabendo que, mesmo negando, está fazendo política o tempo todo, ou, pelo menos, está tomando atitudes que nada mais são do que o material empírico sobre o qual se debruçarão vários cientistas sociais e políticos neste país. E é bom que assim seja, pois, como bem disse Bertolt Brecht, “o pior analfabeto que existe é o analfabeto político”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-size: small; margin-top: 3pt; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-size:11.0pt; font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#333333;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 16px; "&gt;No fazer político da nação no atual momento, estamos todos, ao fim e ao cabo, discutindo o conceito de &lt;i&gt;democracia&lt;/i&gt;. Se democracia for &lt;i&gt;apenas&lt;/i&gt; a expressão da vontade da maioria, sabemos que muito da pauta progressista dos movimentos sociais estará fora de aplicação, pois, como é sabido, o Brasil ainda é um país extremamente conservador. Conservadorismo de centro, diga-se, pois são os extremos e as mudanças radicais o que mais incomoda a grande maioria da população. Assim, pensar em democracia, ligando tal conceito apenas ao voto universal e à vontade da maioria centrista da população, não seria a aplicação daquilo que chamamos de Estado Democrático de Direito, uma vez que, por conta de uma conceituação limitada de democracia, correríamos o risco de refutar a Constituição Federal do país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: small; margin-top: 3pt; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#333333;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Então, para se ter uma democracia que seja plena e que contemple o maior número possível de pessoas numa nação, é preciso trabalhar com as várias possibilidades de se aperfeiçoar um Estado Democrático. Uma das formas é pensar na inclusão das várias minorias, com a introdução de um viés &lt;i&gt;participativo&lt;/i&gt; e não apenas &lt;i&gt;majoritário&lt;/i&gt; na conceituação de democracia no país. Assim, ao invés de se respeitar apenas à vontade centrista de uma maioria conservadora, poder-se-ia ter uma contemplação de várias vontades minoritárias dentro da mesma nação. É o que buscam vários movimentos sociais país afora, incluindo-se aí o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-size: small; margin-top: 3pt; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#333333;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 16px; line-height: 20px; "&gt;O grande problema é que um direito não pode “matar” o outro. A união civil entre homossexuais é algo que, após aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, não se poderá refutar, uma vez que é algo da ordem da esfera privada de cada casal. A Carta Magna da nação defende a igualdade entre os cidadãos e essa postura do STF só fez ratificar isso. Contudo, a distribuição do kit anti-homofobia é algo bem mais complicado, uma vez que entra no direito de outras famílias terem ou não os seus filhos em contato com algo que &lt;i&gt;obrigatoriamente&lt;/i&gt; tem de ser aceito como &lt;i&gt;normal&lt;/i&gt;, sendo que os vídeos que comporiam o tal kit são mais uma propaganda ao homossexualismo do que um material para evitar posturas homofóbicas (tivemos acesso aos três vídeos que geraram muita controvérsia e que foram por isso vetados pela presidenta Dilma Rousseff).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-size: small; margin-top: 3pt; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 16px; line-height: 20px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 16px; line-height: 20px; "&gt;De modo análogo, proibir que uma igreja pregue o que crê, dentro de suas portas, sendo que a Carta Magna também defende liberdade de culto religioso, é algo que não pode ser aceito numa democracia que se quer participativa. Assim, para que se comece a exercitar a democracia, é preciso que se pense com o auxílio de algumas importantes ferramentas, sendo a primeira delas a busca por uma conceituação que seja comum e um marco referencial aceito por todos. Nesta direção, Montesquieu defende que “apenas uma lei pode mudar uma lei e apenas um costume pode mudar um costume; não se pode mudar uma lei com um costume e nem um costume com uma lei” (&lt;i&gt;O espírito das leis&lt;/i&gt;). &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 16px; line-height: 20px; "&gt;Tentar impor uma lei que obrigue as famílias a terem seus filhos expostos a uma educação que eles, pais, não querem, é algo que fere a democracia, pois seria tentar mudar um costume com uma lei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-size: small; margin-top: 3pt; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 16px; line-height: 20px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 16px; line-height: 20px; "&gt;Pesquisas mostram que quanto mais escolarizada é uma pessoa - e isso sem qualquer kit que se pretenda "revolucionário" -, mais facilidade ela tem de aceitar a homossexualidade da outra. Assim, chegamos à básica conclusão de que o debate que agora se estabelece, fomentando uma atenção sobre o conceito de democracia, precisa focar sua atenção maior na questão educacional da nação. Parece muito batido, mas é disso que a nação precisa. Assim, senhores e senhoras parlamentares, busquem melhorar a educação de nossas crianças; a aceitação das diferenças virá a reboque.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-size: small; margin-top: 3pt; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 16px; line-height: 20px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman', serif; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-1808604559840434999?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/1808604559840434999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=1808604559840434999' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1808604559840434999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1808604559840434999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/06/uniao-homoafetiva-o-kit-anti-homofobia.html' title='&quot;União homoafetiva, kit anti-homofobia e democracia no Brasil&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2962520790259585126</id><published>2011-05-02T09:01:00.000-07:00</published><updated>2011-05-02T20:08:33.861-07:00</updated><title type='text'>"Osama Bin Laden is dead!! Really?!"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os estadunidenses são o povo mais crédulo que já se viu. Sabido é que algo assim tem o seu lado bom, mas tem vezes que isso chega a fazer doer a alma, de tão ruim e malévolo que é. Acreditar que mataram o Bin Laden, e que o corpo foi jogado ao mar, sem prova alguma, ficando apenas um exame de DNA, que tem de &lt;i&gt;obrigatoriamente &lt;/i&gt;dar positivo, é, no mínimo, a ingenuidade do milênio! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;Se tivessem mesmo matado o sujeito, teriam feito como fizeram com o Che Guevara e com o Saddam Hussein; mostrariam o rosto como prova e troféu! Afinal, Osama Bin Laden é a pessoa mais procurada do mundo! Alguém em sã consciência jogaria no mar a prova de um feito histórico dessa magnitude?!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;A crise econômica e de credibilidade dos EUA faz com que eles precisem de guerras e invasões descabidas a países ricos em petróleo. Assim também, a reeleição de Barack Obama, para dar certo, precisa que ele tenha um "fato político bombástico" a oferecer. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Pode ser que Osama Bin Laden até já estivesse morto há tempos, sendo que seria preciso usar isso no momento "mais adequado". Nenhum país é o &lt;i&gt;hegemon &lt;/i&gt;por acaso, é óbvio. Que força teria falar da morte do Osama em plena eleição do Obama, por exemplo? Seria jogar "carta boa" fora! Portanto, ou ele já estava morto e os caras, espertos como quando assassinaram o próprio presidente deles, o John Kennedy, guardaram a notícia, ou ainda está vivinho da silva e fez acordo para "desaparecer para sempre", como o &lt;i&gt;acordão &lt;/i&gt;que fizeram para a Al Qaeda escapar dos EUA em pleno dia da derrubada das torres gêmeas! Talvez seja esta uma hipótese bem remota, pois um dia ele desejaria aparecer para calar os EUA acerca de sua "morte inventada" e aquele país não teria mais lugar de crédito no mundo, de tão avacalhado que seria. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Mais acertada, pois, parece ser a primeira opção; Osama já estava morto e eles precisavam do momento certo para publicizar isso, a fim de que valesse alguma coisa, como agora valerá ao Obama, "o libertador da América", a reeleição, mesmo tendo perdido a grande maioria nas cadeiras legislativas! &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Os alienados de plantão (eterno plantão, parece-nos) "caem na pilha" dessa história inventada, mas quem lê algumas importantes coisinhas já consegue exercitar um pouco mais o cérebro, chegando até a colorir o coração de vermelho. Aqui em casa, por exemplo, "notícia" deste naipe não rola mais, pois a &lt;i&gt;apatia &lt;/i&gt;que gerava &lt;i&gt;alienação &lt;/i&gt;foi mortificada pelos livros e pela crítica leitura da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ps: Como o texto aqui já tinha "profetizado", o exame de DNA deu POSITIVO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ps II: Benazir Bhutto, que tinha anunciado que Bin Laden estava morto, já em 2007, foi também morta. Agradeço a excelente e oportuna contribuição do meu grande amigo Willen. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; font-size: small; "&gt;http://english.pravda.ru/world/asia/15-01-2008/103426-benazir_bhutto_osama-0/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2962520790259585126?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2962520790259585126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2962520790259585126' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2962520790259585126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2962520790259585126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/05/osama-bin-laden-is-dead-really.html' title='&quot;Osama Bin Laden is dead!! Really?!&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-6460240431240677460</id><published>2011-04-08T17:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T15:07:39.168-07:00</updated><title type='text'>"Enquanto calei, envelheceram-se os meus ossos dentro de mim"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelos jornais de outros países, o acontecido não seria característica do Brasil, mas dos Estados Unidos. Sempre foi típico na América de lá - talvez pela grande facilidade de acesso a armas de fogo - o triste fato de adolescentes e jovens entrarem armados em colégios, matando, pelos motivos mais variados e aparentemente "banais", grupos inteiros de pessoas indefesas. Se não era algo a acontecer por aqui, agora aconteceu, infelizmente. Já tinha ocorrido em um cinema paulistano há alguns anos, mas a incitação da violência por um filme e o desequilíbrio emocional de um jovem "justificavam" aquela tragédia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso atual, no entanto, ao se falar com várias pessoas que conviviam com o jovem Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, é impossível encontrar vestígios de violência ou algo que pudesse denegrir a imagem dócil do rapaz. Porém, a vida do jovem que ontem assassinou brutal e covardemente 12 crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro Realengo, no Rio de Janeiro, era uma bomba-relógio prestes a explodir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a contribuição de Sigmund Freud é contestada por muitos, não se pode, por outro lado, negar a imensa influência que perdas e complexos da infância geram em cada um de nós, sobretudo em se tratando de religião e sexualidade, que - muito curiosamente - sempre aparecem em casos como o ocorrido ontem no Rio de Janeiro. Há indícios de que o mesmo aconteceu no massacre da Escola Columbine, nos Estados Unidos, sobre o qual também tratamos aqui (ver &lt;i&gt;"Uma década de tiros em Columbine"&lt;/i&gt;, postado em abril de 2009, e ver o filme &lt;i&gt;"Elefante"&lt;/i&gt;, de Gus Van Sant). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O jovem Wellington era solitário e casto. Pelas informações de todos os que o conheceram, nunca andava acompanhado de amigos ou namorada. Carregava consigo um silêncio surdo e impenetrável e uma forte carga religiosa, expressa na singularidade da mistura - pelos relatos deixados por ele no bilhete que nos ficou de espólio - de islamismo e religiões evangélicas. No que tange à sexualidade, parece mesmo que o jovem nunca a explorou com alguém, pelo menos não voluntariamente; se involuntariamente, não ficou dito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sexo e religião; talvez as partes mais sensíveis da caixa-preta que é o ser humano. Nada na dimensão humana consegue fazer matar e morrer tanto quanto esses dois construtos, sobretudo se vierem jungidos a humilhações de qualquer natureza. Assim, estaremos sempre vítimas de nossa própria doença, pois, embora a maioria não tenha provocado, a presença desses dois "fantasmas" será sempre uma realidade. Não é difícil encontrarmos pessoas que, por conta de algum abuso de ordem sexual ou de influência religiosa equivocada, por menores que tenham sido, são verdadeiras "bombas caladas". Mas ninguém cala para sempre, a não ser que não se incomode com o envelhecer de ossos dentro de si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O salmo bíblico de número 32, no versículo 3, traz uma sentença bastante apropriada para esse momento: "Enquanto calei, envelheceram-se os meus ossos dentro de mim, por conta do meu gemido de dia e de noite". Sabemos que, infelizmente, dentro e fora de boas famílias e até de boas e sérias igrejas, são muitas as pessoas que calam e guardam dentro de si os ossos que envelheceram e que adoecem de morte e para a morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que neste momento de dor e lágrimas, os meninos, meninas, homens e mulheres do Brasil possam encontrar refúgio, ouvido e ombro amigo para que consigam se "desarmar de si mesmos". Que o Senhor Jesus tenha piedade de Wellington Menezes, de sua família - que tristemente ficou à distância, não percebendo os pedidos de socorro de um jovem solitário e carente de afeto e amor -, das famílias enlutadas e das indefesas crianças, que tristemente perdemos sem razão aparente. Estamos em luto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-6460240431240677460?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/6460240431240677460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=6460240431240677460' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/6460240431240677460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/6460240431240677460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/04/enquanto-calei-envelheceram-se-os-meus.html' title='&quot;Enquanto calei, envelheceram-se os meus ossos dentro de mim&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-146020754619548364</id><published>2011-03-28T05:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T15:08:25.533-07:00</updated><title type='text'>"Barack Obama e os primeiros presos políticos do governo Dilma"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, enfim, eis que o presidente da maior potência bélica e econômica do mundo apareceu no Brasil. Não foi o primeiro a fazê-lo, mas, por ser Barack Hussein Obama, a tal visita vinha eivada de significados. Aos que se lembram da máxima de sua campanha para a presidência dos Estados Unidos da América do Norte, o famoso "Yes, we can", tê-lo aqui seria a grande oportunidade de entrar em contato com aquilo que &lt;i&gt;podemos &lt;/i&gt;e com aquilo que, definitivamente, &lt;i&gt;não podemos&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na campanha eleitoral estadunidense o mundo ficou surpreso; parecia que, enfim, teríamos um &lt;i&gt;hegemon &lt;/i&gt;presidido por alguém que olhava para questões preteridas pelos EUA há tempos. Na cabeça ingênua de gente comum que acompanha o sistema político internacional, o absurdo chamado Guantánamo seria enfim fechado, o sistema de saúde estadunidense ganharia possibilidades de atender aos pobres (o sistema lá é pior do que o nosso SUS, acredite), o embargo criminoso e ideológico contra Cuba seria revisto e a campanha bélica ganharia um tom menos bárbaro, começando com a retirada de tropas usurpadoras de um Iraque que verdadeiramente não tinha armas químicas e que foi invadido sem o consentimento da ONU (órgão que já não se sabe mais para o quê serve). Não veio esse homem ao Brasil, no entanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De promessa de campanha eleitoral, apenas a equiparação de salários entre os homens e as mulheres que exercerem a mesma função, algo que para uma potência econômica era mais do que obrigação. No mais, o Obama que nos visitou foi a personificação da decepção, visto que em pouco - ou nada - se diferencia do &lt;i&gt;brucutu &lt;/i&gt;chamado George Bush. Triste, mas real.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De nossa parte, periferia do sistema econômico mundial, cabia o de sempre: se pouco politizados, "babar ovo" para o "superior e avançado"; se muito politizados, protestar contra a forma menosprezadora com que ainda nos tratam e contra mais uma guerra em busca de petróleo e dominação, que é a invasão da Líbia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o pior de tudo estaria por vir. O que assistimos nos dias daquela visita nos assustou. Assim como Obama é uma decepção, tivemos de lamentar a postura de nossa presidenta Dilma Rousseff. Numa atitude subserviente ao presidente do &lt;i&gt;hegemon &lt;/i&gt;da vez, Dilma foi conivente com a prisão de vários companheiros de luta contra a dominação e a visão belicista da história. Foram vários os estudantes que tiveram suas cabeças raspadas, suas roupas retiradas e suas vidas aprisionadas em celas comuns, durante o tempo em que Obama esteve no Brasil. Afinal, para a presidenta, outrora presa e torturada pelo mesmo sistema estadunidense - responsável pelas ditaduras em toda a América Latina, incluindo a vergonhosa que tomou nosso país -, não foi problema fazer com os estudantes do Rio de Janeiro o que fizeram com ela anos atrás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por terem protestado contra a visão belicista estadunidense, nossos companheiros tiveram de sofrer, ironia do destino, o mesmo que nossa presidenta sofreu, só que agora com tudo consentido pela própria presidenta! O que vemos, pois, é que quem é torturado não esquece jamais. Ou entra em parafuso, lutando como louco para sobreviver aos fantasmas que tais abusos trazem, ou aprendem as nefastas técnicas para utilizá-las tempos depois. A última opção, tristemente, aconteceu com nossa Dilma Rousseff, a quem também dei meu voto, pois, como os estadunidenses, acreditei na farsa de que, &lt;i&gt;sim, nós podemos&lt;/i&gt;.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num mundo individualista e baseado na força de &lt;i&gt;Mamon&lt;/i&gt;, o deus dinheiro, &lt;i&gt;nós não podemos&lt;/i&gt; e, definitivamente, não temos muita força nem para apoiar o movimento &lt;i&gt;Tortura Nunca Mais&lt;/i&gt;, pois aqui, tristemente, e tal como nos Estados Unidos, &lt;i&gt;tortura nunca é demais&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-146020754619548364?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/146020754619548364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=146020754619548364' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/146020754619548364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/146020754619548364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/03/barack-obama-e-os-primeiros-presos.html' title='&quot;Barack Obama e os primeiros presos políticos do governo Dilma&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3868773077217160810</id><published>2011-02-19T06:39:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T14:25:29.399-08:00</updated><title type='text'>"Samba da morena das ladeiras de Minas"</title><content type='html'>Quem é essa, que surge tão bela, subindo a ladeira&lt;br /&gt;Que prosa, que versa, sorri tão faceira&lt;br /&gt;Num jeito tão meigo que faz encantar?&lt;br /&gt;Mesmo longe e sem conhecer a ditosa Mangueira&lt;br /&gt;Ela é uma menina de Estação Primeira&lt;br /&gt;E malandro e mané dizem que é pra casar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda que o seu encanto transmute o meu pranto&lt;br /&gt;Que o seu gingado traga o acalanto&lt;br /&gt;Que todo sambista quer numa mulher&lt;br /&gt;Ela insiste que este é momento de sorriso franco&lt;br /&gt;Não tá dando mole e nem parece tanto&lt;br /&gt;Insiste pro mundo que faz o que quer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Morena das ladeiras de Minas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que preciosas deu finas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E enricou o país&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tem pena, não seja indiferente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Devolve o sorriso que tirou da gente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Samba aqui de novo pra um moço feliz (bis)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que surgiu um cara sem nada com isso&lt;br /&gt;Na agulha tem bala, o tal de Vinícius&lt;br /&gt;Virou o juízo que ela já tinha&lt;br /&gt;Sem esforço, fez que ela deixasse o que possuía&lt;br /&gt;Família, estudos e um amor que doía&lt;br /&gt;E nem é poeta, se diz "poetinha"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no dia em que ela souber sobre o bem que me faz&lt;br /&gt;Mudará sua rota e é bem capaz&lt;br /&gt;De cruzar sete mares e vir me pedir&lt;br /&gt;E eu, menino, que de jeito bobo não tenho nem cara&lt;br /&gt;Far-me-ei difícil, meio jóia rara&lt;br /&gt;E só direi "sim" depois que ela insistir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3868773077217160810?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3868773077217160810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3868773077217160810' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3868773077217160810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3868773077217160810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/02/samba-da-morena-das-ladeiras-de-minas.html' title='&quot;Samba da morena das ladeiras de Minas&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3959582373137400792</id><published>2011-02-07T11:50:00.000-08:00</published><updated>2011-08-07T15:10:01.930-07:00</updated><title type='text'>"Democracia, sim, mas não de verdade, pode ser?"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crise política que se instalou no Egito oferece-nos um material emblemático, uma vez que é uma crise para a qual o &lt;em&gt;remédio&lt;/em&gt; que serviu sempre não serviria; a democracia no Egito é, segundo os Estados Unidos da América do Norte, "uma incógnita e um perigo", pois não significaria algo tão positivo, como sempre significou para os da "terra da liberdade".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A bem da verdade, o ditador Hosni Mubarak está no poder há trinta anos, sem qualquer intervenção que vise democratizar sua nação. Por que razão isso acontece no Egito, já que o país de Barack Obama, o grande "gestor do mundo", sempre "incentivou" a questão democrática? Embora pareça em princípio, não é difícil de se entender tal paradoxo e responder tal questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é sabido, o Egito é um país que abriga um grande número de muçulmanos, tendo muitos extremistas entre eles. Assim, na cabeça dos gestores das políticas internacionais dos Estados Unidos, dar voz e vez para que a vontade do povo se estabeleça é um risco que não se deve correr. Por essa razão, seria melhor manter Mubarak no poder, como aliás fizeram nos últimos trinta anos. Afinal, Hosni Mubarak pode ter todos os defeitos de um ditador, mas uma coisa é certa: conseguiu se manter no poder e evitar que o Egito, com a sua multidão de islâmicos, se tornasse um reduto de apoio a líderes adversários de Israel, Arábia Saudita e Estados Unidos, como é o caso do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com Mubarak, os Estados Unidos tinham um aliado que, se não era dos mais amigáveis, ao menos não permitia que os piores inimigos tomassem o poder, desafiando, apoiados por uma legião de extremistas das mais variadas facções, a terra de Hilary Clinton.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, o Egito agora está em polvorosa e o povo pede democracia. Mas não pode, segundo a cúpula de poder estadunidense. Não é possível ter democracia, pois, se a vontade da maioria prevalecer no Egito, é bem provável que seja uma vontade a desagradar os maiores patrocinadores de subidas e quedas de ditadores ao redor do mundo; os Estados Unidos da América.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, a democracia é o melhor sistema de governo, desde que a maioria de uma população não pense de forma diferente daquela externalizada pelo &lt;em&gt;hegemon&lt;/em&gt; da vez. É mais ou menos assim: "Se vocês pensarem como a gente, aceitando todos os nossos argumentos, a democracia serve para vocês. Se isso não acontecer, mais trinta anos de ditadura Mubarak será melhor, pois a nós só fez o bem".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os Estados Unidos a democracia é como a liberdade de imprensa; pode até existir para os outros, mas, se surgirem uns &lt;em&gt;wikileaks&lt;/em&gt; da vida, eles prendem os responsáveis, mandando esses "estupradores" para um duradouro apodrecimento na masmorra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3959582373137400792?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3959582373137400792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3959582373137400792' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3959582373137400792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3959582373137400792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/02/democracia-sim-mas-nao-de-verdade-valeu.html' title='&quot;Democracia, sim, mas não de verdade, pode ser?&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8651130152029757736</id><published>2011-01-16T11:47:00.001-08:00</published><updated>2011-06-04T15:30:25.825-07:00</updated><title type='text'>"Pacificação no Complexo: coisa pra alemão ver"</title><content type='html'>Um dos mais fortes debates em pauta hoje no Brasil diz respeito a um modelo de controle para a grande mídia. Se para os donos dos meios comunicação isso soa logo como censura, apontando para um passado de ditadura que todos pretendem esquecer, para um grupo cada vez maior o controle social da imprensa é algo urgente e de grande relevância. Em um outro texto neste espaço já discutimos o que achamos que deveria ser colocado após a queda da chamada &lt;em&gt;Lei de Imprensa&lt;/em&gt;, mas nada foi ainda pensado e o debate se acalora.&lt;br /&gt;Um bom episódio para se justificar uma lei que controle socialmente a imprensa é a ocupação do chamado &lt;em&gt;Complexo do Alemão&lt;/em&gt;, conjunto de comunidades carentes na zona norte do Rio de Janeiro, espaço há muito dominado pelo tráfico de drogas e agora ocupado "pacificamente" pela força conjunta das polícias civil e militar, com o apoio federal do exército e da marinha do país.&lt;br /&gt;Nossas aspas para o &lt;em&gt;pacificamente&lt;/em&gt; se justificam, pois, ao contrário do que apregoa o jornalismo nada imparcial da &lt;em&gt;Rede Globo&lt;/em&gt;, não houve pacificação, não há o heroísmo policial que foi apregoado e o que se vê é um processo de criminalização da pobreza e uma quebra de todo e qualquer tipo de direito constitucional que uma família pobre pode ter. Não foi apregoado e não é mostrado, mas os direitos humanos passaram longe do que aconteceu na invasão do &lt;em&gt;Alemão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Assim como comprava os "direitos de exclusividade" para entrar onde outra emissora não poderia quando da &lt;em&gt;Copa do Mundo de 2006&lt;/em&gt;, ganhando uma proeminência não lealmente conquistada - se é que isso é possível em se tratando de telejornalismo -, a Globo repetiu o feito no maior complexo de comunidades carentes do Rio de Janeiro; câmeras a postos, esperando um massacre a qualquer momento no chamado "dia histórico para o Rio de Janeiro". Foi um &lt;em&gt;show&lt;/em&gt; midiático nunca dantes visto no país com uma curiosa e tentadora promessa repetida, após ser dita por um policial: "Está tudo calmo, mas é uma calmaria preocupante; poderemos ter o confronto a qualquer momento. Eles estão aqui e vamos pegá-los a qualquer custo e a qualquer momento, vasculhando casa por casa". Era o &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt; ao vivo: "Não saiam e não desliguem a televisão, pois vai ter tiro, &lt;em&gt;fiquem tranquilos&lt;/em&gt;; vai ter o que se ver". Mas, graças a Deus, os tiros não aconteceram. Pelo menos não como a Globo queria, embora muitos tenham morrido ali.&lt;br /&gt;Se os tiros esperados com ávida ansiedade global não vieram, muitas outras coisas aconteceram, infelizmente, embora não tenham sido noticiadas. O &lt;em&gt;grande acordo&lt;/em&gt; dava exclusividade de transmissão, com direito a escolta do Estado brasileiro aos repórteres globais, mas impedia e impede que se fale mal dos governantes e que se mostre &lt;em&gt;o que realmente aconteceu&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Alguns policiais vieram de fora da cidade do Rio de Janeiro e, mesmo sem que possamos identificá-los por nomes agora, disseram frases como: "Nunca vi tanta corrupção na minha vida; era uma penca de policiais descendo os morros cheios de ouro e pacotes de dinheiro nas mãos". Um nosso amigo, tenente do exército, disse: "Cara, teve bandido saindo livre, escoltado pela própria polícia!".&lt;br /&gt;Enquanto os maiores bandidos saíam na boa e até com a ajuda policial, as casas eram invadidas, os pobres eram desrespeitados (o chamado &lt;em&gt;esculacho&lt;/em&gt;) em todos os seus direitos, inclusive com episódios de abuso contra trabalhadores e mulheres, sendo que a totalmente parcial mídia global mostrava um esgoto por onde os grandes traficantes (não) teriam fugido do &lt;em&gt;Complexo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Para um grande número de pessoas em todo o país a polícia carioca foi e é heroica, pois a Rede Globo insistiu em exibir gestos desesperados de moradores que tratavam os policiais como herois a libertá-los de anos e anos de opressão do tráfico. Contudo, a vida já voltou ao "normal" no &lt;em&gt;Complexo&lt;/em&gt; e a libertação não houve. Não haverá, infelizmente. Não há real interesse.&lt;br /&gt;Como diziam os grandes Marx e Engels, em &lt;em&gt;A ideologia alemã&lt;/em&gt;, "quem detém os meios materiais, detém também os meios intelectuais e espalham a informação como lhes for conveniente, no intuito de fazer com que se pense que essa opinião de um pequeno grupo é a opinião de todos". Assim, são muitos - quase todos - os que pensam que o &lt;em&gt;Alemão&lt;/em&gt; está pacificado, não sabendo que há um número considerável de desaparecidos, e pensando que enfim temos um governo e um sistema policial honestos. O que temos, na verdade, é uma máquina de repressão praticamente invencível e um conluio de poder de fazer inveja aos mais vorazes demônios invisíveis.&lt;br /&gt;Se haverá uma resposta para isso, não sabemos, mas temos ainda a esperança de que uma mudança na estrutura social brasileira se dê, a fim de que possamos ver nossa gente vivendo com dignidade e pacificamente, mas com paz e voz, pois, como diria &lt;em&gt;O Rappa&lt;/em&gt;, "paz sem voz, não é paz, é medo". Enquanto não houver a paz e a voz - numa mídia que a sociedade unida tenha a capacidade de controlar, refutando a nada verdadeira voz Global -, não haverá pacificação real. Haverá apenas a pacificação que já há hoje no &lt;em&gt;Complexo&lt;/em&gt;:&lt;em&gt; &lt;/em&gt;para alemão ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8651130152029757736?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8651130152029757736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8651130152029757736' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8651130152029757736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8651130152029757736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2011/01/pacificacao-no-complexo-coisa-pra.html' title='&quot;Pacificação no Complexo: coisa pra alemão ver&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-7587616626588373974</id><published>2010-12-21T14:14:00.001-08:00</published><updated>2010-12-22T13:14:57.505-08:00</updated><title type='text'>"Wikileaks pessoa-física, por favor".</title><content type='html'>São muitos os assuntos que deveriam ser lembrados numa retrospectiva do ano que já está em seu final. Todavia, nenhum acontecimento foi tão importante e bombástico quanto as revelações do sítio eletrônico &lt;em&gt;Wikileaks&lt;/em&gt;, criado pelo australiano Julian Assange.&lt;br /&gt;Este &lt;em&gt;site&lt;/em&gt;, que se interessa por assuntos sigilosos da política internacional e seus representantes, é o responsável pelo imenso estrago que manchou ainda mais a reputação dos Estados Unidos da América, país que sempre se pretendeu "o berço da democracia e da liberdade individual e de imprensa".&lt;br /&gt;Sem querer exagerar, mas já o fazendo, entendemos que as revelações do &lt;em&gt;Wikileaks&lt;/em&gt; poderiam ser consideradas as mais adequadas razões para a explosão de uma nova guerra em escala mundial. Isso porque as revelações daquele &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; confirmam o que até aqui foi considerada apenas como uma "teoria da conspiração" ou como o despeito de um bando de "comunistas enrustidos".&lt;br /&gt;Pelo &lt;em&gt;Wikileaks&lt;/em&gt;, confirmamos de forma documentada tudo aquilo que só acessávamos pelos discursos de alguns pensadores considerados "dinossauros de uma política vermelha". Prova disso é que o &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; de Assange nos colocou diante de uma política estadunidense que não mede esforços para provar o improvável; se uma investigação não confirma a existência de armas químicas no Iraque, por exemplo, pior para a investigação e para os investigadores, pois basta que um helicóptero dos Estados Unidos mate mais alguns civis - entre jornalistas, intelectuais e pacifistas - para que uma &lt;em&gt;teoria do medo&lt;/em&gt; se estabeleça e referende uma invasão criminosa e mentirosa em terras que deveriam ser soberanas no Oriente Médio.&lt;br /&gt;Também descobrimos pelo &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; de Assange que a soberania dos povos só existe no papel, pois os Estados Unidos é que ditam as regras sobre o que é importante para o sustento &lt;em&gt;deles&lt;/em&gt; tanto no Brasil quanto no resto do mundo. Aquilo de que eles disserem "é nosso" acaba sendo considerado como ponto estratégico &lt;em&gt;deles&lt;/em&gt; e nem se fala mais nisso.&lt;br /&gt;O mais curioso é que o &lt;em&gt;Wikileaks &lt;/em&gt;também nos fez entender que este é um planeta a serviço de &lt;em&gt;Mamon&lt;/em&gt;, pois a força da grana falou tão alto que acabou por patrocinar a soltura de um terrorista pela Grã-Bretanha para que o seu país de origem, a Líbia, não cancelasse um acordo sobre petróleo e gás com a terra da rainha. Como vemos, quem manda é o dinheiro e não qualquer senso de justiça ou verdade.&lt;br /&gt;Com tudo isso revelado pelo &lt;em&gt;Wikileaks&lt;/em&gt;, é claro que não se poderia esperar algo diferente do que já aconteceu; Julian Assange está preso, acusado de estupro na Suécia, país onde o sexo sem proteção de preservativo é um tipo leve de estupro. Se não fosse dono da "pedra no sapato" em que se tornou o &lt;em&gt;Wikileaks&lt;/em&gt;, estaria soltinho soltinho. Mas, como se tornou a "mosca na sopa", terá de amargar quatro anos de reclusão, se condenado. Mas o bom nisso tudo é que &lt;em&gt;não se consegue prender ideias&lt;/em&gt;. Prendem Assange, mas suas ideias voam cada vez mais longe, ainda que os Estados Unidos tenham retirado seu &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do ar, obrigando-o a ganhar hospedagem na França, na Suíça e na Alemanha.&lt;br /&gt;Se não podemos mensurar os ganhos e os estragos que o sítio de Assange ainda trará, ao menos podemos nos inspirar na belíssima ideia, sonhando com um &lt;em&gt;Wikileaks&lt;/em&gt; pessoa-física. Por este sistema, ficaríamos sabendo o que as pessoas realmente pensam sobre nós, sem as máscaras sociais que teimam em esconder uma humanidade adoecida pela mentira e pela falsidade.&lt;br /&gt;Pensemos no grande ganho: descobriríamos na hora quem são os falsos profetas e nossas igrejas ficariam prontas para o ensino e a prática do bom, do justo e do melhor do mundo! Em termos ainda mais práticos, com um &lt;em&gt;Wikileaks&lt;/em&gt; pessoa-física conseguiríamos ler os "telegramas secretos" do Marco Feliciano, do Silas Malafaia, do Jabes de Alencar, do Manoel Ferreira, do Edir Macedo, do RR Soares, do Waldomiro Santiago, do Miguel Ângelo e de tantos outros! Já pensaram no ganho que isso traria para a igreja cristã e para a humanidade como um todo?&lt;br /&gt;Com um &lt;em&gt;Wikileaks&lt;/em&gt; pessoa-física correríamos um risco que se mostra um tanto quanto interessante: a igreja evangélica e as convenções de suas denominações correriam o maravilhoso risco de se tornarem cristãs!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-7587616626588373974?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/7587616626588373974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=7587616626588373974' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7587616626588373974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7587616626588373974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/12/wikileaks-pessoa-fisica-por-favor.html' title='&quot;Wikileaks pessoa-física, por favor&quot;.'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-9120959734904858095</id><published>2010-11-20T16:46:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T19:22:47.573-08:00</updated><title type='text'>"Cristianismo: a melhor possibilidade de se atualizar Marx"</title><content type='html'>Concordando ou não com o seu posicionamento ideológico, todos sabemos que é inegável a enorme importância da contribuição de Karl Marx para o pensamento crítico contemporâneo nas mais diversas áreas do conhecimento. Tanto na Economia quanto na Filosofia, na História e nas Ciências Sociais, as ideias marxianas conseguem ainda encontrar espaço privilegiado nos debates acadêmicos e em outras rodas em que se interessam por pensar o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; do sistema capitalista selvagem em que nos metemos. Em épocas de crises econômicas, como a que atingiu o mundo em 2009, isso fica ainda mais evidenciado e a obra de Marx é acessada até vorazmente.&lt;br /&gt;No entanto, excetuando-se aquela que seria conhecida como a &lt;em&gt;Teologia da Libertação&lt;/em&gt;, a única esfera onde o tal pensamento marxiano sempre pareceu não encontrar muita aceitação foi a esfera religiosa. Talvez por culpa do próprio Marx, que - não atentando para o forte poder da religião na mobilização das massas contra a opressão do Estado e do capitalismo e  para o &lt;em&gt;poder de sociação&lt;/em&gt; de algumas denominações religiosas em relação a grupos socialmente excluídos - taxou a religião como simplesmente "o ópio do povo", pois algo que só faria alienar os grupos de explorados, que não lutariam contra os seus dominadores, por conta de algo que seria para Marx um "posicionamento castrador" inerente à religiosidade.&lt;br /&gt;Com a mesma ideologia de Karl Marx, mas com um olhar mais atento para as religiões e sua inegável contribuição na luta contra a opressão, Friedrich Engels, Rosa Luxemburgo e António Gramsci apresentaram textos onde a religiosidade fugia à afirmativa em princípio bastante reducionista que Marx legou à humanidade. A religião veio então a ser apresentada como algo para além de um simples "anestésico" para os dramas de uma humanidade permeada por desigualdades de toda natureza.&lt;br /&gt;Ao arriscarem uma comparação entre o comunismo e o cristianismo primitivo, tais autores conseguiram fazer a aproximação que Marx não conseguira e possibilitaram, por esse gesto bastante solidário e delicado, uma abertura que fomentaria o pensamento marxiano como praticamente sinônimo do cristianismo &lt;em&gt;strictu sensu&lt;/em&gt;. Se num âmbito mais &lt;em&gt;latu&lt;/em&gt; o cristianismo passou nos últimos anos a ser uma faceta religiosa do capitalismo alienador - vide a "Teologia da Prosperidade" neopentecostal -, o tal cristianismo &lt;em&gt;strictu sensu&lt;/em&gt;, o chamado cristianismo primitivo, conseguiu ser exatamente o que Karl Marx apregoaria como sonho para uma humanidade realmente humana, pois comunista: todos teriam tudo em comum e não haveria quem escravizasse os outros, numa hierarquização opressora, pois todos lutariam &lt;em&gt;pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Embora países ocidentais hegemônicos tenham fomentado uma luta entre o bem e o mal, taxando o comunismo de mal, já que eles, os hegemônicos capitalistas, seriam "do bem", a lógica do individualismo e da luta de todos contra todos no sistema de acumulação e de propriedade privada dos meios de produção só fez gerar algo que nunca esteve tão distante da &lt;em&gt;cosmovisão&lt;/em&gt; do Cristo. Portanto, se a tal apelação para a esfera espiritual pudesse ser acessada para a justificativa de algo que é totalmente terreno, o capitalismo estaria muito mais distante do ideal cristão do que o comunismo, pois este último seria na verdade a própria expressão da ética do Cristo: &lt;em&gt;para cada um conforme a sua necessidade e de cada um conforme a sua capacidade&lt;/em&gt;. Os que podem mais, contribuem mais e o que necessitam mais, recebem mais. Nada mais cristão.&lt;br /&gt;O que vemos, pois, é que, embora possa parecer contraditória e totalmente descabida, a máxima que dá título a este escrito consegue se fazer justificar. Afinal, se o verdadeiro cristianismo é uma religião ao redor de uma mesa, onde todos podem ter o mesmo pedaço de pão, se tornando &lt;em&gt;cumpanis&lt;/em&gt; - do latim, "com quem você come o pão" -, quem melhor do que os comunistas para nos ensinar o abrasileiramento da palavra &lt;em&gt;companheiro&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-9120959734904858095?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/9120959734904858095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=9120959734904858095' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/9120959734904858095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/9120959734904858095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/11/cristianismo-melhor-possibilidade-de-se.html' title='&quot;Cristianismo: a melhor possibilidade de se atualizar Marx&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-874474985956952900</id><published>2010-10-27T06:51:00.000-07:00</published><updated>2010-10-29T19:27:46.527-07:00</updated><title type='text'>"A Reforma Protestante e o imenso equívoco evangélico"</title><content type='html'>Está chegando aquele que deveria ser o dia mais importante para o segmento religioso evangélico, embora não seja nem lembrado como um dia de festa. Dia 31 de outubro é comemorado o dia em que o monge Martinho Lutero pregou as suas 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg, na Alemanha, protestando contra os desmandos da Igreja Católica do século XVI.&lt;br /&gt;Embora seja um dia em que se deveria festejar com toda sorte de comemorações, o dia que fecha o mês de outubro, mesmo entre os ditos protestantes, só consegue ser um dia de importação de cultura estadunidense, para que o chamado "dia das bruxas" traga suas brincadeiras, escondendo a potência do evento que mexeu radicalmente com as estruturas sociais do Ocidente, contribuindo também para instaurar a chamada &lt;em&gt;Modernidade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A pergunta que fica, porém, é: Por que a Reforma não tem nem de longe o efeito que deveria ter no segmento evangélico brasileiro? Simples; porque o povo evangélico brasileiro não é protestante. Ao contrário do que se pensa, os evangélicos são mais católicos do que em última instância pensam ser. Para provar tal tese, além de mostrar que o dia 31 de outubro não será dia de festa - a não ser por razões eleitorais, visto que teremos eleições presidenciais - intento descrever em poucas linhas as diferenças e semelhanças entre ser protestante e &lt;em&gt;pensar&lt;/em&gt; ser protestante.&lt;br /&gt;O tripé da Reforma, como é sabido, é a junção do &lt;em&gt;sola fide&lt;/em&gt; com o &lt;em&gt;sola gratia&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;sola scriptura&lt;/em&gt;. Isto é, salvação somente pela fé, somente por graça e somente através das Escrituras Sagradas. E, para radicalizar ainda mais a situação, Lutero, bebendo na sabedoria aristotélica, apregoa o chamado "sacerdócio universal de todo crente". Isso sim foi considerado &lt;em&gt;protestar&lt;/em&gt; no século XVI, pois a universalização do sacerdócio traria, sem titubeios, a queda da hierarquia da cúria romana.&lt;br /&gt;O problema é: será que os cristãos entendem a dimensão de tais propostas luteranas? Penso que não e até entendo, pois o próprio Lutero tentou voltar atrás, uma vez que percebeu que ser protestante era algo para muito além do que ele mesmo sonhara em princípio. Mas a coisa já estava feita e não tinha mais como o monge revoltado voltar atrás, exceto construindo um protestantismo com fortes bases católicas, como foi mesmo o que veio a acontecer, descontentando outros reformadores, como Calvino, Melanchton e Zwinglio.&lt;br /&gt;Analisando com cuidado as implicações das máximas que permearam o nascimento do protestantismo, percebemos que o catolicismo medieval ainda é forte nas nossas relações de evangélicos. Embora seja uma tese para gerar debates até acalorados, ninguém pode negar que somos mais dependentes da hierarquia sacerdotal do que nunca. Afinal, até na hora de exercermos nossa cidadania delegamos nossas decisões democráticas aos líderes - muitas vezes mal intencionados - de nossas comunidades de fé. A postura do pastor Silas Malafaia, tentando colocar "cabresto" no voto de milhares de evangélicos assembleianos - e conseguindo inicialmente até algum sucesso - é uma prova cabal disso. A postura de milhares - quiçá milhões - de evangélicos que sacralizam a voz do pastor como se fosse a própria voz de Deus, mesmo quando o pastor fala uma série de besteiras refutadas pela Teologia, pela Exegese, pela História e pela Arqueologia, é outra prova dessa permanência nas "trevas" do catolicismo retrógrado medieval.&lt;br /&gt;Mas ser protestante é outra coisa; é saber que é a fé em Deus - e não a fé nas correntes intermináveis das igrejas evangélicas - que tem o poder de derramar a graça que redime. É saber que é a graça deste mesmo Deus, entregando Jesus para todos - e não as falsas promessas pastorais, que só são compreendidas numa &lt;em&gt;confissão positiva&lt;/em&gt; adoecida - que realmente salva o ser humano. É saber que é Bíblia - e não a leitura interesseira que muitos líderes fazem dela - que realmente alimenta e edifica os indivíduos, assemelhando-os ao Cristo que a todos recebe sem distinção. É saber que sou eu - e não um pastor aproveitador qualquer - que tenho o poder de ser sacerdote de mim mesmo diante de Deus. Isso é que é, &lt;em&gt;stricto sensu&lt;/em&gt;, o protestantismo.&lt;br /&gt;Era isso que Martinho Lutero queria em princípio e que devemos querer agora. Afinal, a Bíblia é protesto e profecia, enquanto denúncia social, pura. Sem entendermos isso, não nos restará nada além de, no domingo próximo, comemorarmos mais uma eleição, convidando o vizinho evangélico para uma festa de &lt;em&gt;halloween&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-874474985956952900?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/874474985956952900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=874474985956952900' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/874474985956952900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/874474985956952900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/10/reforma-protestante-e-o-imenso-equivoco.html' title='&quot;A Reforma Protestante e o imenso equívoco evangélico&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-9084154646333563066</id><published>2010-09-25T17:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-05T16:17:58.331-07:00</updated><title type='text'>"A infelicidade do voto de cabresto evangélico"</title><content type='html'>Eu era ainda um pré-adolescente quando pela primeira vez na vida ouvi falar de política no púlpito de uma igreja evangélica. A mim, que ainda não votava, isso nem deveria ter atingido tanto, mas confesso que o estado de medo pregado por aquele pastor me fez pensar que tudo aquilo era verdade.&lt;br /&gt;Pelas palavras do missionário estadunidense que pastoreava nossa comunidade, se o candidato socialista ganhasse a eleição, vencendo Fernando Collor, nossas igrejas seriam fechadas, os cristãos seriam perseguidos e não haveria mais a liberdade de adorarmos ao nosso Senhor neste país. Aquilo me meteu medo e me fez odiar o tal homem barbudo que tinha um apelido demasiado curioso: Lula.&lt;br /&gt;Mas aconteceu de o sujeito de barba ganhar eleições, depois de perder três vezes, sendo que as igrejas não foram fechadas, os cristãos não sofreram perseguição do Estado e ninguém impediu nossos cultos.&lt;br /&gt;Com o tempo cresci, aprendi muitas coisas, me tornei cientista político e votei várias vezes, vendo aquele discurso, que não poderia ser chamado de outra coisa a não ser "terrorismo eleitoral religioso", desaparecer por uns anos. Pelo menos até a fala da "namoradinha do Brasil", a atriz Regina Duarte, que apareceu numa propaganda eleitoral se dizendo "com medo da eleição do Lula". Mas era parte de uma classe artística de direita e não algo de cunho religioso. Não me atingiu tanto, pois.&lt;br /&gt;A religião viria a se mostrar bastante forte tempos depois, com uma eleição para o Senado Federal. Numa que já parecia peleja ganha, a candidata Jandira Feghali, do PC do B, perdeu uma eleição na véspera - tinha a vitória garantida por pesquisas até dois dias antes do pleito - para Francisco Dornelles, do PP, que utilizou-se de um &lt;em&gt;fato social&lt;/em&gt; importantíssimo - a religião - para fazer o mesmo terrorismo que meu pastor fizera anos antes. Se Jandira fosse eleita, dizia um comunicado que Dornelles pagou para ser distribuído pelas igrejas do interior do Estado do Rio de Janeiro, o aborto seria liberado, teríamos uma "pouca vergonha com casamentos gays" e a liberdade de fé seria cerceada. Aquela eleição, já tida como ganha, se tornou uma derrota histórica para a candidata do PC do B. Sim, a religião se provava detentora de uma força descomunal.&lt;br /&gt;As eleições que se aproximam também têm conseguido se valer do fator &lt;em&gt;religião&lt;/em&gt;. Um pastor evangélico, se dizendo "defensor da moral e dos bons valores cristãos", decidiu espalhar um vídeo onde diz que o voto no PT será um voto pela liberação do aborto, pela união civil de homossexuais e pela provocação da ira de Deus, que visitaria nosso país com grande furor divino, pois ficaria irritado com a iniquidade do povo. O vídeo fez e faz sucesso e não são poucos os apoiadores de tal mensagem, pessoas que fazem de tudo para que aquele comunicado chegue "a todos os evangélicos e pessoas de bem do país". Mas a empreitada parece repetir as mentiras do passado.&lt;br /&gt;É importantíssimo dizer que a questão versa sobre o &lt;em&gt;Programa Nacional de Direitos Humanos&lt;/em&gt; (PNDH3), que, para muito além de assuntos como as discussões acerca do aborto e união civil de homossexuais, é uma empreitada pela instauração de direitos humanos de toda natureza.&lt;br /&gt;Importante também lembrar que a luta dos homossexuais pela união civil de pessoas do mesmo sexo não é algo partidário, mas uma busca de um movimento social como qualquer outro. Incomoda alguns mais conservadores e isso já era de se esperar, todavia, essa luta, pelo que vemos e entendemos de movimentos sociais, não deixará de existir se um ou outro partido tomar o poder. Se qualquer um de nós perguntar aos homossexuais se eles deixariam de lutar por esse objetivo a depender do partido que venha a vencer as eleições, a resposta será um categórico NÃO. Portanto, falar que um partido no governo seria algo a fomentar isso, não é verdade, pois o pleito de homossexuais estará em pauta de luta ganhe o partido que ganhar.&lt;br /&gt;Do mesmo modo, a luta das mulheres, sobretudo as do movimento feminista, pelo direito ao aborto não será deixada de lado por causa deste ou daquele partido vencedor da eleição.&lt;br /&gt;Outra questão curiosa é o fato de que a ira de Deus - que foi "profetizada" para o caso de o país se deixar levar por uma eleição num partido como o PT - não se acendeu sobre a nação por conta de um grupo de pastores, participantes do mensalão do DEM, em Brasília, que, após ganharem propina por seus serviços ao governador Arruda, oraram para agradecer a Deus pelo crime! Interessantíssimo lembrar que nenhum dos pastores que agora fazem "terrorismo eleitoral religioso" lembrou de falar de "iniquidade" ou "ira divina" naquela ocasião. Seria porque eram pastores roubando e isso poderia ser por Deus desculpado? Claro que não. As razões parecem ser outras e bem mais profundas.&lt;br /&gt;A verdade nua e crua é que os pastores que propagam esse alarde nada mais fazem do que impedir um processo democrático, obrigando suas ovelhas a votarem num candidato, e fazendo valer o que a história do país apresenta como "voto de cabresto". Votos que saem de verdadeiros "currais eleitorais" em que acabaram, infelizmente, por se tornar as nossas igrejas ditas protestantes.&lt;br /&gt;Não, nossas igrejas em sua maioria não são protestantes; são evangélicas e só. Mas ser evangélico hoje em dia não significa muita coisa. Qualquer elemento mal intencionado vende discos aos borbotões - e com músicas de péssima qualidade, diga-se - com o rótulo bastante vendável de "evangélico". Por conta disso, envergonhado de me dizer evangélico, passei a optar pela nomenclatura &lt;em&gt;protestante&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Infelizmente, nossas igrejas estão abarrotadas de gente facilmente manipulável. Todas ávidas por votar sem qualquer liberdade, desde que seja no "candidato do pastor". Infelizmente, também, nossa liberdade protestante foi cerceada por evangélicos que retornaram às práticas medievais, nada mais fazendo do que adoecer o povo com alienações de toda natureza. Mas protestantismo não é isso, sabemos. Ou, pelo menos, deveríamos saber e ensinar.&lt;br /&gt;Ser protestante e bom pastor de fato, profetizando a verdade e a justiça divinas, é ensinar ao povo sobre as razões que fizeram o Eike Batista nascer bilionário (pesquisem a história do pai dele, Eliezer Batista, presidente da &lt;em&gt;Vale do Rio Doce&lt;/em&gt; quando esta ainda era uma empresa estatal), é fazer o povo entender a razão de o banqueiro Daniel Dantas não ser preso jamais, é contar a história de escravismo nas fazendas de Francisco Mendes, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ensinando ao povo sobre as razões que levam o mesmo Mendes a votar contra a &lt;em&gt;Lei da Ficha Limpa&lt;/em&gt;. Fora disso, não há justiça; não há profecia. Há alienação e mentira travestidas de verdade revelada, mas que se mostram falácias as mais grosseiras.&lt;br /&gt;Oxalá Deus nos escute a oração, dando ao nosso povo pastores segundo o Seu coração e fazendo com que nossa gente queira ser vocacionada àquilo para o que Ele mesmo nos chamou; a verdadeira liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-9084154646333563066?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/9084154646333563066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=9084154646333563066' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/9084154646333563066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/9084154646333563066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/09/infelicidade-do-voto-de-cabresto.html' title='&quot;A infelicidade do voto de cabresto evangélico&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-7622672725597051589</id><published>2010-09-03T17:18:00.000-07:00</published><updated>2010-09-03T17:55:33.213-07:00</updated><title type='text'>"A amizade e a humanidade que vêm antes do milagre"</title><content type='html'>O Evangelho de João é de fato de uma beleza incomum. Nele encontramos situações que nos movem a uma postura cada vez mais humanista e cada vez mais chegada ao que Deus espera realmente dos homens e mulheres nesta vida. Um dos textos mais conhecidos deste Evangelho é o da morte e ressurreição de Lázaro, um amigo de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto que vem antes do milagre, porém, começando pelo versículo 22 do capítulo 10, Jesus está passeando pelo templo, quando é interpelado por líderes religiosos que o queriam pegar noutra de suas tradicionais "armadilhas". Jesus afirma categoricamente que de fato é o Cristo, o filho de Deus, e que faz tudo o que Deus faz, pois foi enviado para isso mesmo. Os religiosos judeus - que Jesus diz que não são suas ovelhas, pois não aceitam a sua palavra - encontram então razão para fazerem o que adoravam fazer e, pegando em pedras, obrigam Jesus a fugir da localidade, para que a morte não o encontrasse, através de pedras, antes do tempo da inadiável e fatal crucificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, já um tanto distante da Judéia, o mestre de Nazaré fica sabendo que seu grande amigo Lázaro, que estivera doente, morrera e, movido por uma &lt;em&gt;divina humanidade&lt;/em&gt;, decide que deve voltar e fazer algo pela família. Todavia, o mestre é repreendido pelos seus discípulos, uma vez que ainda havia bem pouco tempo que ele tinha fugido da morte na mesma Judéia. Apesar de esta narrativa não nos dar informações de natureza emocional tão claramente, é possível inferir que a postura de Jesus é a de um amigo fiel que, sabendo que queridos seus estão precisando de ajuda - pois mesmo estando Lázaro já morto, havia ainda algo a se fazer por aquela família enlutada e por todos os que o veriam em ação surpreendente -, decide que sua vida pode sim ser colocada em grande risco, pois nada supera o amor que uma verdadeira amizade oferece. E é tão verdadeira essa compaixão de Jesus, que Tomé, ao perceber o amor e o brilho no olhar do mestre, diz aos outros discípulos: "Vamos nós também, para morrermos com ele!" (João 11:16). Poucos falam do Tomé deste episódio, mas precisamos nos lembrar da tão rica postura de um grande discípulo, pois nenhum outro pensou do mesmo modo que aquele que, também &lt;em&gt;humanamente&lt;/em&gt;, duvidaria tempos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos em que a amizade verdadeira está cada vez mais escassa e quando o "um milhão de amigos" não passa de um número fictício em páginas de relacionamentos literalmente &lt;em&gt;virtuais&lt;/em&gt;, é bom acessarmos um texto onde duas pessoas - Jesus e Tomé - se dispõem a colocar a própria vida em risco por causa de um amigo &lt;em&gt;real&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O grande chamariz da narrativa em questão é a ressurreição do homem que já estava sepultado havia quatro dias. No entanto, o foco poderia ser outro, pois, ao invés de apenas um, que até já estava morto, poderia ter sido uma chacina de pelo menos mais 13! Tudo por causa de algo que parece, infelizmente, estar já &lt;em&gt;démodé&lt;/em&gt;; a verdadeira amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-7622672725597051589?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/7622672725597051589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=7622672725597051589' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7622672725597051589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7622672725597051589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/09/amizade-e-humanidade-que-vem-antes-do.html' title='&quot;A amizade e a humanidade que vêm antes do milagre&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3366705950825466881</id><published>2010-08-02T08:59:00.000-07:00</published><updated>2010-08-02T19:02:54.085-07:00</updated><title type='text'>"Instalações poéticas"</title><content type='html'>"As estações e os cafezais"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era como um lapso de memória&lt;br /&gt;Que em trazendo potência, alma, história&lt;br /&gt;Irradiava um breu de luz&lt;br /&gt;E dos tomados velhos vícios, desesperanças, desperdícios&lt;br /&gt;Caos, silêncios de interstícios, já obrigava à cura o pus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em pressa, luta, correria&lt;br /&gt;Ao transmutar descrença pia, desrespeitando a agonia&lt;br /&gt;Nada mais quis do que inventar&lt;br /&gt;Só fez da Mata, alma bela&lt;br /&gt;Correr por mares, vilas, vielas&lt;br /&gt;Sendo usurpadas já em Vilelas&lt;br /&gt;Por transformar o mar em A-mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E num pulsar mais que ingente&lt;br /&gt;Ao desnudar o incorrente&lt;br /&gt;Para animar alma nascente em plantações primaveris&lt;br /&gt;Mudou em vida a morte crua&lt;br /&gt;Inspirou gritos, choro em rua&lt;br /&gt;E apaixonando uma alma nua&lt;br /&gt;Pra eternidade pôs raiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3366705950825466881?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3366705950825466881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3366705950825466881' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3366705950825466881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3366705950825466881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/08/instalacoes-poeticas.html' title='&quot;Instalações poéticas&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3711207109530669383</id><published>2010-07-20T10:10:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T05:58:30.551-07:00</updated><title type='text'>"Edir Macedo e a musicalidade teopoética de Vander Lee"</title><content type='html'>Estava lotado o Maracanã. Nem na apresentação de Frank Sinatra o público tinha sido tão grande, disseram muitos, e parece que com razão. Mas a &lt;em&gt;Rede Globo&lt;/em&gt; ignorou completamente o evento, não citou qualquer número e nenhuma nota foi dada, pois havia uma briga - e ainda há - com a &lt;em&gt;Rede Record&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Edir Macedo dirigia uma "reunião de milagres" e convocava todos os que usavam qualquer tipo de auxílio para viver - óculos, muletas, cadeiras de rodas, aparelhos de audição etc. - a abandonarem aqueles objetos todos e a receberem a &lt;em&gt;cura&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A sagacidade de uma repórter fez com que perguntasse àquele líder espiritual a razão de ele incentivar as pessoas a jogarem fora os seus óculos, se ele mesmo continuava com os dele. Edir Macedo não titubeou e respondeu: "É que eu não tenho a fé deles".&lt;br /&gt;Lembrei-me deste episódio ouvindo &lt;em&gt;Sonhos e pernas&lt;/em&gt;, do cantor e compositor mineiro Vander Lee. Tal como &lt;em&gt;Aonde Deus possa me ouvir&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Alma nua&lt;/em&gt;, essa canção me traz algo de teológico. Algo de &lt;em&gt;teopoético&lt;/em&gt;, eu diria.&lt;br /&gt;Pensando na temática do discipulado, defendo que o testemunho de vida deve fugir à tese de Macedo, pois não é bom &lt;em&gt;apenas falar&lt;/em&gt; do que se deve crer, mas é imprescindível que se &lt;em&gt;viva a fé&lt;/em&gt; professada. Bom mesmo é ter o peito para dizer: "Quer aprender de Jesus, olhe para a minha vida". Parece bastante radical, mas se mostra muito mais correto e mais bíblico, uma vez que o grande apóstolo S. Paulo convidou aos que o seguiam, sem qualquer crise: "Sede imitadores meus, assim como eu o sou de Cristo".&lt;br /&gt;Penso que, ao contrário do que queria Edir Macedo, é hora de fazer mais do que falar o que os outros devem fazer e, seguindo a &lt;em&gt;teopoética&lt;/em&gt; de Vander Lee, ratificar &lt;em&gt;Sonhos e pernas&lt;/em&gt;: "Olhe, não venha me mostrar o que você não vê; não venha me provar o que você não crê. Não tente se enganar". Vemos por esta frase que, ao contrário do que muitos pensam, não é aos outros que se consegue enganar em termos de fé, quando se faz o que fizeram e fazem muitos dos nossos líderes espirituais. Parece-me que é o grande Macedo que engana-se a si mesmo quando faz o que faz. Manda olharem, mas ele mesmo não vê. Tenta explicar, mas ele mesmo não crê. Afinal, foi ele mesmo que disse "não tenho a fé deles".&lt;br /&gt;Apesar da lógica neopentecostal do Edir, baseada no "você pode tudo", ainda fico com a oração do nosso músico mineiro: "Ó, meu Pai, dá-me o direito de dizer coisas sem sentido; de não ter que ser perfeito, pretérito, sujeito, artigo definido".&lt;br /&gt;Que possamos nós, os que devemos ser curadores d´almas, nos deixar envolver pela &lt;em&gt;teopoética&lt;/em&gt;, como a apresentada por Vander Lee, deixando também que as pessoas não se &lt;em&gt;obriguem&lt;/em&gt; à cura e ao impossível, mas que possam viver o milagre de ser gente, com todas as implicações - para o bem e para o mal - que isso sempre traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3711207109530669383?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3711207109530669383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3711207109530669383' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3711207109530669383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3711207109530669383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/07/musicalidade-teopoetica-de-vander-lee.html' title='&quot;Edir Macedo e a musicalidade teopoética de Vander Lee&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2502466989127545668</id><published>2010-06-25T18:25:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T14:35:12.173-07:00</updated><title type='text'>"Três anos de blog: enfim, acho que já tenho leitura!"</title><content type='html'>Eu era ainda um graduando em Ciências Sociais quando ouvi de um grande professor meu, doutor em Literatura por uma importante universidade, que ele aprendera a ler apenas no mestrado e a escrever somente no doutorado. Confesso que achei um tremendo exagero, pois na minha cabeça eu já sabia ler e escrever até mesmo antes daquela graduação.&lt;br /&gt;Afinal, quando criança eu já tinha ajudado um senhor a pegar o ônibus certo, pois ele dissera que "sempre pegava o ônibus errado porque não tinha leitura"; era analfabeto.&lt;br /&gt;O tempo passou e eu, que no final da formação em Ciências Sociais comecei com esse negócio de &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, cheguei a três anos ininterruptos de postagens. Foram três anos onde &lt;em&gt;me&lt;/em&gt; &lt;em&gt;obriguei&lt;/em&gt; a escrever pelo menos um texto por mês. Consegui nestes escritos passar pelas três formações que Deus me deu a oportunidade de ter - e que dão nome ao &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; -, discutindo temas que a elas são bastante caros. Tentei escrever da melhor maneira possível sobre as áreas das Artes Cênicas, da Teologia e das Ciências Sociais. Todavia, preciso reconhecer; o grande Luíz Carlos tinha mesmo toda razão.&lt;br /&gt;Preparando aulas para meus alunos que agora se graduam, enquanto eu rumo para o doutorado, percebi que, enfim, aprendi a ler. Textos que outrora me eram extremamente áridos são agora bastante acessíveis. Tudo ficou mesmo muito mais fácil. Depois do mestrado, eu, tal como o amigo Luíz Carlos, aprendi a ler e me sinto já &lt;em&gt;alfabetizado&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;Do mesmo modo, se achava que já sabia escrever quando da graduação, percebi pelos escritos deste espaço que só agora estou aprendendo a fazê-lo de fato. Foi só olhar para os vários textos postados e perceber que uma agradável evolução aconteceu, fazendo-me dar um passo a mais no feliz casamento com a &lt;em&gt;Última flor do Lácio&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Muitos me diziam e ainda dizem que para aprender a escrever é preciso ler muito, mas não é verdade, embora ajude. Para se aprender a escrever é preciso &lt;em&gt;escrever&lt;/em&gt;. Só se aprende a escrever &lt;em&gt;escrevendo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Tenho certeza de que em alguns anos poderei reler tudo isso e afirmar com a alegria do moço que agora sou; "Enfim, acho que aprendi a escrever!". Que o Senhor seja louvado lá, quando eu bem souber escrever, como é cá, quando &lt;em&gt;já tenho leitura&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2502466989127545668?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2502466989127545668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2502466989127545668' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2502466989127545668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2502466989127545668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/06/religiao-racismo-e-etnicidade.html' title='&quot;Três anos de blog: enfim, acho que já tenho leitura!&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-4975260949301650218</id><published>2010-05-23T06:05:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T11:07:38.001-07:00</updated><title type='text'>"El secreto de sus ojos"</title><content type='html'>Sempre após a festa do &lt;em&gt;Oscar&lt;/em&gt; é possível se ter uma noção de qual é o melhor filme do ano. Em geral, a película que ganha o prêmio de melhor filme estrangeiro é o melhor trabalho do ano, pois os estadunidenses não dão esse título a uma película que não seja produzida por seus patrícios. Para eles, o melhor filme terá sempre de ser o que das ideias deles saiu e ponto final.&lt;br /&gt;Mas os bons cinéfilos sabem o que fazer assim que a festa termina; torcer para que o melhor filme estrangeiro chegue logo por essas terras, pois trata-se quase sempre do melhor trabalho cinematográfico do ano, sendo bem poucos os anos em que essa tese não se confirma.&lt;br /&gt;Esse ano não foi diferente; o argentino &lt;em&gt;"O segredo dos seus olhos"&lt;/em&gt; é disparado o melhor trabalho de cinema feito no ano passado. Com todas as honras, a película de Juan José Campanella é o melhor filme do ano e, nos dizeres de um cinéfilo de marca maior, é IMPAGÁVEL.&lt;br /&gt;Desde &lt;em&gt;"Clube da lua"&lt;/em&gt; que o ator Ricardo Darín entrou para o panteão daqueles intérpretes inesquecíveis. No 'quase romance' que vive com a personagem interpretada por Soledad Villamil, o Benjamín Espósito de Darín é mais um daqueles papeis que valem o ingresso e o incontido choro no final.&lt;br /&gt;Guillermo Francella é outro que faz do filme algo de uma preciosidade de fazer calar. A música é perfeita, como sempre no cinema argentino, e a turbulenta e extremamente romântica Buenos Aires dos anos 1970 é trazida com uma minuciosidade, uma potência, uma poesia de fazer embasbacar.&lt;br /&gt;A trama conta a história da tentativa do investigador de polícia Benjamín Espósito de escrever uma novela, sendo que nada nela será inventado, já que a pretenção é narrar algo de que ele mesmo foi protagonista anos antes. Tratar-se-á de uma história de amor, vivida em meio à investigação de um estupro seguido de assassinato, em que Espósito trabalhou, tendo o grande amigo, interpretado por Francella, como parceiro leal e amoroso, algo demonstrado sempre e até o fim de uma vida.&lt;br /&gt;Espósito não consegue contar a própria história, pois ela é dividida com uma bela mulher casada, por quem ele sempre nutriu a razão de ser da novela que teima em não sair. O romance só será possível de ser concluído se o tal objeto de desejo vier a participar de maneira a fazê-lo, Espósito, compreender suas escolhas, ações, decisões e equívocos do passado. A busca não é, pois, por narrar, mas por compreender o passado e as escolhas feitas nele, a fim de que um amor que tinha tudo para acontecer explique a razão de nunca ter sido.&lt;br /&gt;Só a partir do momento em que Benjamín Espósito decidir enfrentar a si mesmo, conseguirá atingir aquilo que deveria ter sido atingido 25 anos antes em sua história: encarar a mulher que ama, tendo a coragem de dizer a ela esse segredo guardado por 25 anos na fala, mas falado a cada novo dia na tradução, teimosamente não lida, do &lt;em&gt;segredo dos seus olhos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Correndo de forma paralela, a saga vivida pelas personagens de Pablo Rago e Javier Godino, viúvo e assassino, respectivamente, de uma mulher belíssima, ganham ares de tentativa de se explicar a verdadeira essência humana; a paixão que nos move a matar e a morrer, mostrando o pior e o melhor que cada um pode fazer, numa luta apaixonada de todos contra todos.&lt;br /&gt;É por paixão que o assassino estupra e mata e é por paixão que o viúvo guarda uma vingança que nem o mais atento cinéfilo poderia imaginar, exceto se atentar desde o início da trama para o "método do paradigma indiciário", utilizado pela personagem de Francella.&lt;br /&gt;Tal como o cego &lt;em&gt;Tirésias&lt;/em&gt;, do clássico &lt;em&gt;"Édipo Rei"&lt;/em&gt;, o alcoólatra que Guillermo Francella vive consegue interpretar cada indício e sempre enxergar respostas, exatamente aonde os olhos pensam esconder segredos. Nada parece escapar à visão de alguém que é deixado à margem daquilo que o mundo sempre anunciará como "normal".&lt;br /&gt;O final é um soco no estômago. Por isso, esqueça todo o resto e, por você mesmo, vá ao cinema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-4975260949301650218?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/4975260949301650218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=4975260949301650218' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4975260949301650218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4975260949301650218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/05/el-secreto-de-sus-ojos.html' title='&quot;El secreto de sus ojos&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-5102100791629728616</id><published>2010-04-19T07:26:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T08:50:28.743-07:00</updated><title type='text'>“As grandes tragédias e o poder de isentar os verdadeiros culpados”</title><content type='html'>As épocas em que vivenciamos momentos dramáticos conseguem mostrar um poder ambivalente. Para o bem e para o mal, tais momentos trazem sempre possibilidades de reflexão e mudanças. Todavia, é curioso como quase sempre as oportunidades de se mudarem as estruturas nos escapam. E é essa a nossa grande infelicidade.&lt;br /&gt;As tragédias do Morro do Bumba, do Morro do Céu e de outras encostas perigosas de Niterói e adjacências trazem à tona a reflexão sobre a tese que dá razão a este escrito; mais uma vez nos escapará a oportunidade de discutir e refletir acerca de um dos maiores males que o nosso tempo experimenta: a desigualdade social, que no caso de Niterói se mostra muito fortemente na especulação imobiliária e na impossibilidade de se cooperar para a instauração de um projeto de habitação popular decente.&lt;br /&gt;De todas as coisas que foram ditas acerca das tragédias que vitimaram nossa cidade, a mais curiosa foi a frase que já parecia pronta nas bocas de um grande número de pessoas: “Mas por que será que essa gente vai construir suas casas justamente em cima do lixão?!”. O grande problema dessa mal-dita frase é que ela acaba por culpabilizar ainda mais àqueles que já perderam seus entes queridos – em alguns casos, famílias inteiras – juntos de todo o bem material que possuíam, e não sendo nenhum pouco fácil de recuperar, dadas as condições econômicas cada vez mais acachapantes da estrutura capitalista.&lt;br /&gt;Por isso, embora pudéssemos citar grandes teóricos das Ciências Sociais, escolhemos trazer à tona a frase do eterno carnavalesco Joãozinho Trinta: “Quem gosta de pobreza é intelectual, pobre gosta é de &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt;”. É esta a frase que deveria ser entendida por grande parte da nossa sociedade, que ainda acha que os moradores dos locais citados acima gostam de morar no lixo e o fazem por opção. Se sairmos a perguntar, encontraremos pobres querendo morar apenas em Icaraí, São Francisco, Charitas e outros bairros nobres de nossa bela cidade. A pobreza não é, pois, o sonho dos mais explorados e socialmente esquecidos.&lt;br /&gt;Aos intelectuais – exceto os “orgânicos”, na teorização de Antonio Gramsci, pois são militantes e ativamente participantes dos dramas dos mais desvalidos – parece mesmo caber apenas continuar a viver da possibilidade de &lt;em&gt;só&lt;/em&gt; &lt;em&gt;teorizar&lt;/em&gt; acerca da pobreza alheia.&lt;br /&gt;O que parece ser ainda pior neste drama todo é a impossibilidade de se falar nos verdadeiros culpados. Ter um governador que, se dizendo emocionado, defende que “não é hora de procurar culpados” é mesmo uma contradição. O &lt;em&gt;argumento da emoção&lt;/em&gt; parece ter força para isentar quem precisa ser punido! Mas como não procurar os culpados e saber das razões de suas culpas, se outras tragédias poderão vir justamente por conta do mesmo drama social?&lt;br /&gt;Sim, há um culpado; em um outro governo foi feito um estudo que condenava a área que ulteriormente viria a ser urbanizada pelo governo atual, que não deu a menor atenção ao laudo científico deixado pelo governo opositor. Será que não há culpados aí?&lt;br /&gt;Ainda querendo culpar os mais pobres, alguém disse que foi feito um convite para que muitas famílias se mudassem para uma localidade muito distante, a fim de que pudessem estar em segurança, mas muitas não quiseram. Acontece que morar longe do trabalho é outro problema, já que &lt;em&gt;os mais ricos não gostam de contratar gente que mora longe&lt;/em&gt;. Poucos falam acerca disso, mas não são poucos os que perdem as possibilidades de se empregarem, visto que moram em localidades muito distantes e &lt;em&gt;gastariam muito tempo e dinheiro de transporte para chegarem ao trabalho&lt;/em&gt;. É o famoso “morar mal”. Quem mora longe dos ricos mora mal, tanto quanto quem mora perto, mas nas encostas. É um drama a ser discutido e resolvido ainda.&lt;br /&gt;Para tornar ainda mais trágico o texto aqui apresentado, é lamentável ver pastores (e não são poucos) que abrem a Bíblia e encontram razões para acabar com o resto de esperança dos mais empobrecidos, ao lerem "interpretando"- e culpabilizando novamente os já des-graçados dessa estrutura desigual - textos como: “&lt;em&gt;O que constrói sua casa sobre fundamento não sólido sofrerá com as enchentes&lt;/em&gt; e é isso o que os pobres estão fazendo”. Este texto nada tem a ver com construção material e a Palavra de Deus tem coisas belíssimas a serem lidas neste momento e a servirem de consolo a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-5102100791629728616?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/5102100791629728616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=5102100791629728616' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5102100791629728616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5102100791629728616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/04/as-grandes-tragedias-e-o-poder-de.html' title='“As grandes tragédias e o poder de isentar os verdadeiros culpados”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8270297090277369501</id><published>2010-04-02T08:04:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T12:44:13.865-07:00</updated><title type='text'>“Freud, AIDS e religião; tudo junto, numa articulação por Romanos”</title><content type='html'>Uma das questões mais intrigantes na vivência da religiosidade cristã – e talvez também de muitas outras vivências religiosas, das quais temos menos conhecimento – sempre foi a razão para que uma pessoa fosse desligada de uma determinada comunidade de fé. Por anos e anos o único motivo que justificava um desligamento era, por incrível que hoje possa parecer nos grandes centros, a gravidez fora do casamento. Em geral então, os adolescentes e jovens eram as maiores vítimas deste doloroso processo. Embora a crença cristã não faça diferenciação entre um pecado e outro, ainda não se tornou pública uma exclusão por causa de fofoca, inveja ou outro pecado “mais brando”, o que parece ser sim uma contradição.&lt;br /&gt;A leitura da obra de Sigmund Freud, pai da psicanálise, talvez ajude a explicar porque o sexo e as questões inerentes à sexualidade sempre conseguiram ter tanta força entre os religiosos, sejam eles cristãos ou outros.&lt;br /&gt;Freud entende que o básico da existência humana está ligado aos traumas e perdas na primeira infância e às pulsões sexuais que, em maior ou menor medida, são &lt;em&gt;recalcadas&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;sublimadas&lt;/em&gt; para que uma vivência “mais decente” se dê no mundo da vida. Deste modo, as fases genital e de descoberta da sexualidade, que tanto assustam a alguns adultos, por conta de mostrarem que o ser humano vai “cedo demais” aos lugares onde só se deveria ir na vida adulta, foram um importante foco de estudos do pai da psicanálise.&lt;br /&gt;A força da questão sexual também é apresentada na Bíblia. A carta do apóstolo Paulo aos romanos mostra algo que nos faz pensar nisto que já foi apresentado como obra e tese de Sigmund Freud em finais do século XIX e início do XX; a sexualidade é mesmo foco de importância capital também no livro sagrado dos cristãos. Tanto assim é, que o primeiro capítulo de &lt;em&gt;Aos romanos&lt;/em&gt; mostra que a forma que Deus usou para apresentar a sua decepção com um grupo de pessoas desobedientes foi a “entrega destes às suas próprias paixões sexuais, deixando surgir até relações entre mulheres e mulheres e homens e homens”. A homossexualidade estava, pois, posta para a crítica ulterior.&lt;br /&gt;Nos anos 1980, quando a AIDS chegou, desconhecida e assustadora, o texto de &lt;em&gt;Romanos&lt;/em&gt; foi utilizado por vários segmentos religiosos para transformar os &lt;em&gt;gays&lt;/em&gt; em uma "maldição do século", responsáveis diretos pela mão de Deus que estava então “pesando sobre a humanidade”. Não foram poucos os que ligaram a doença até então implacável ao texto do primeiro capítulo de &lt;em&gt;Romanos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Hoje, embora um participante de um destes chamados &lt;em&gt;shows&lt;/em&gt; de “realidade” tenha afirmado que "a AIDS é coisa só de &lt;em&gt;gays&lt;/em&gt;”, é sabido que a doença é coisa de muita gente séria, que contraiu o vírus desde o nascimento, por exemplo, e também de gente desprevenida e com parcerias sexuais irresponsáveis. Nos anos 1980, os &lt;em&gt;gays&lt;/em&gt; foram entendidos como “o grande mal” por conta do desconhecimento em relação à nova doença e por conta do número de parceiros que em geral tinham. Contudo, já é sabido que, sendo homo ou sendo heterossexual, o número de parceiros e a irresponsabilidade continuam a ser os elementos básicos a se culpar.&lt;br /&gt;Enfim, o que a nossa leitura hoje da Bíblia mostra é que Freud tem sim razão, pois, entregues aos seus próprios desejos e paixões, os seres humanos investem logo num ponto que para Freud e para Paulo é um ponto nevrálgico: a sexualidade, com todas as possibilidades que ela oferece, agradando ou não ao chamado caráter divino.&lt;br /&gt;É bom lembrar, no entanto, que o foco desta parte de &lt;em&gt;Romanos&lt;/em&gt; é a idolatria. É por causa da troca de Javé por outros deuses, adeptos do culto ao corpo e da fertilidade sexual, que o tal “abandono de Deus” se deu. Mas aí o assunto já ficaria longo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8270297090277369501?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8270297090277369501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8270297090277369501' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8270297090277369501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8270297090277369501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/04/freud-aids-e-religiao-tudo-junto-numa.html' title='“Freud, AIDS e religião; tudo junto, numa articulação por Romanos”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-9099425180350099719</id><published>2010-03-14T19:24:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T09:35:31.051-07:00</updated><title type='text'>“Caminhos da espiritualidade”</title><content type='html'>O terceiro capítulo do Evangelho segundo São João talvez seja o trecho mais conhecido da Bíblia. Isso porque nele está contido o versículo chamado de &lt;em&gt;Bíblia-mirim&lt;/em&gt;, João 3:16, onde se lê: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.&lt;br /&gt;O que foge à atenção, no entanto, é que o contexto para que tal máxima surgisse era também deveras interessante. Este curioso capítulo bíblico conta a história do encontro entre dois sábios rabinos: Nicodemos, um fariseu, doutor da lei mosaica e chamado de “príncipe dos judeus”, e Jesus, um filho de carpinteiro que ganhava notoriedade por conta de uma série de sinais miraculosos que fazia e por palavras de teor extremamente revolucionário para aquele momento histórico.&lt;br /&gt;O texto diz que tal encontro se deu à noite por opção do próprio Nicodemos. A leitura sempre apresentada é que a escolha do horário dizia respeito a um possível medo ou vergonha da parte de Nicodemos, visto que ele era um rabino reconhecido socialmente e procurava encontrar-se com um rabino marginal ao sistema, o que viria a depreciá-lo com certeza.&lt;br /&gt;Todavia, é possível uma leitura um tanto diferenciada, contemplando o gesto do “príncipe dos judeus” como algo que se deve seguir. É importante levar em conta que as visitações noturnas não eram comuns naquele tempo, visto que a possibilidade de saques e assaltos era uma constante. Assim, pensar que Nicodemos &lt;em&gt;subverte uma ordem social&lt;/em&gt; para ter um tempo a sós com Jesus pode trazer a um mais atento leitor um ligeiro contentamento.&lt;br /&gt;O texto segue mostrando as razões da busca de Nicodemos; tal rabino queria saber como Jesus fazia o que fazia, onde tinha aprendido palavras tão sábias, visto que não havia frequentado as escolas teológicas mais conhecidas da época (a de Hilel e a de Shamai) e como adquirira aquela postura carismática de fazer inveja a qualquer grande líder. A chegada de Nicodemos, portanto, enfatiza aquilo que ele via de &lt;em&gt;místico&lt;/em&gt; em Jesus. Seguindo esse pensar, é também importante ver que Nicodemos &lt;em&gt;humildemente reconhece&lt;/em&gt; Jesus como “mestre vindo da parte de Deus, pois ninguém faz o que Jesus faz se Deus não estiver com ele”.&lt;br /&gt;Ao entender as razões de Nicodemos, Jesus lança mão de uma frase que vai inquietar tal rabino por um longo tempo: “Quem não nascer de novo, da água e do Espírito, não pode ver o reino dos céus”. Na cabeça de um intelectual, doutor de sua época, isso não fazia o menor sentido, pois, como o próprio Nicodemos diz: “É impossível para um ser humano voltar ao ventre materno e nascer novamente”. A ciência realmente negaria isso em qualquer tempo.&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;nascimento espiritual&lt;/em&gt; continua mesmo a inquietar gerações. Mesmo com a “profecia” iluminista de que o século XX apresentaria o fim absoluto da religiosidade, foi possível ver que o inverso se deu, num processo sociologicamente chamado de &lt;em&gt;reencantamento do mundo&lt;/em&gt;. Ao contrário do que se previa, os seres humanos nunca buscaram tanto uma esfera “encantada”, uma dimensão espiritualizada, como nos séculos XX e XXI.&lt;br /&gt;Jesus continua a inquietar e a ser fonte de respostas para quaisquer pessoas. No entanto, para que um contato mais estreito com ele se dê e para que o coração de um ser humano possa ser realmente preenchido pela presença &lt;em&gt;oceânica&lt;/em&gt; do Cristo, é preciso que uma &lt;em&gt;subversão da ordem social&lt;/em&gt; se dê. É preciso também que uma &lt;em&gt;humildade de reconhecer&lt;/em&gt; Jesus, um líder ainda marginalizado pelo conhecimento científico, se estabeleça, e que a busca não seja &lt;em&gt;apenas por conta de sinais maravilhosos&lt;/em&gt; ou o carisma que ele tem, mas por causa da &lt;em&gt;revolução do pensar&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;mudança de mentalidade&lt;/em&gt; – para muito melhor, diga-se – que ele consegue provocar em qualquer pessoa.&lt;br /&gt;Fazendo isso, qualquer um pode experimentar o verdadeiro gozo do espírito e uma paz que o mundo não oferece, pois nunca a conheceu. Só assim será possível descansar realmente em Deus, aquietar o espírito e, consequentemente, &lt;em&gt;nascer de novo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-9099425180350099719?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/9099425180350099719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=9099425180350099719' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/9099425180350099719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/9099425180350099719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/03/caminhos-da-espiritualidade.html' title='“Caminhos da espiritualidade”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-7183717259317828666</id><published>2010-02-04T14:46:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T16:38:22.438-08:00</updated><title type='text'>“Na era dos direitos, alguns não têm direitos”</title><content type='html'>É chato ficar batendo na mesma tecla sempre, pois fatalmente corre-se o risco de se parecer um fomentador do chamado "patrulhamento ideológico", o que este espaço nunca pretendeu referendar. Contudo, é importante trazer à tona - e mais uma vez, pois nesta página já há três textos sobre a temática - a questão do direito dos homossexuais e dos que deles se distinguem. Sendo várias as razões para que tal tema volte a figurar este espaço, citaremos algumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No dia 31 de julho de 2009, o Conselho Federal de Psicologia decidiu aplicar censura pública à psicóloga carioca Rozângela Alves Justino, que oferecia terapia a pessoas homossexuais que a procuravam em busca de ajuda para largar o homossexualismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No dia 5 de agosto de 2009, a cantora Cláudia Leitte foi chamada de homofóbica por ter declarado que gostaria que seu filho recém-nascido fosse heterossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em janeiro de 2010, o programa da Rede Globo &lt;em&gt;Big Brother Brasil&lt;/em&gt; escolheu três homossexuais declarados para participarem do jogo e entre suas atividades, que alguns entendem como “um papel social relevante para vencer-se a discriminação”, está o tomar banho de sol e piscina nus, sem qualquer preocupação com o horário em que pessoas de todas as idades assistem tevê, e ensinar como se faz sexo oral, tanto em homens como em mulheres, também sem qualquer preocupação com o público que lhes dá atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No dia 4 de fevereiro de 2010, o senador Eduardo Suplicy acionou o Senado Federal, no intuito de enquadrar o general Raimundo Nonato de Cerqueira Filho, candidato ao Superior Tribunal Militar, que tinha declarado no dia anterior - falando sobre a postura pública de um homossexual - que em sua &lt;em&gt;opinião particular&lt;/em&gt;, "a vida militar se reveste de características que podem não se enquadrar em quem tem esse tipo de comportamento”. O general afirmou ainda, corroborando a fala do almirante Álvaro Luiz Pinto, que a questão não seria o homossexualismo em si, mas uma “postura que pudesse aparecer” e o fazer (o militar homossexual comandante) ter dificuldades em comandar, já que os liderados não obedeceriam, uma vez que ele, o general, teve conhecimento de que em vários exércitos isso se dera. Se não aparecesse a “postura”, não teria qualquer problema, segundo suas palavras, que se equipararam com as do almirante Álvaro Pinto: “Não tenho nada contra, desde que mantenham a dignidade da farda, do cargo e do trabalho. Se ele mantiver a sua dignidade, sem problema nenhum. Se for ferindo a ética, aí eu não seria a favor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos dos sérios riscos em se escrever o que agora escrevemos, todavia, o que sempre se procurou aqui foi que a luta pela liberdade de expressão se desse, inclusive para aqueles que de forma bem particular se colocam no mundo social. A Constituição Federal garante isso a todos.&lt;br /&gt;Assim, não vemos problemas em mostrar nossa insatisfação com a postura de &lt;em&gt;patrulhamento ideológico&lt;/em&gt; imposto, que tem feito com que quem não pensa consoante àquilo que se estabeleceu como “politicamente correto” não seja bem aceito.&lt;br /&gt;Os homossexuais têm os seus direitos, mas quem não é também tem o direito de rechaçar posturas como as que a Rede Globo vem mostrando como “a última moda”.&lt;br /&gt;Se a Rede Globo e os &lt;em&gt;patrulhadores de plantão&lt;/em&gt; não puderem respeitar os direitos alheios, não poderão pleitear direito algum, visto que o que se tem apresentado é a ratificação de uma postura contra todo o preceito democrático. Se a coisa continuar como está, viveremos não uma democracia plena, mas um pleno estágio infernal do “politicamente correto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-7183717259317828666?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/7183717259317828666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=7183717259317828666' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7183717259317828666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7183717259317828666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/02/na-era-dos-direitos-alguns-nao-tem.html' title='“Na era dos direitos, alguns não têm direitos”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-1442033811353081370</id><published>2010-01-01T08:13:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T14:59:34.934-08:00</updated><title type='text'>“Paralelos teológicos”</title><content type='html'>Karl Barth foi um teólogo nascido na Basiléia, na Suíça, sendo um dos maiores de que se tem notícia na história da Teologia, visto ter trazido contribuições demasiado importantes para o debate e reflexão acadêmicos pelo viés da &lt;em&gt;Teologia Dialética&lt;/em&gt; e da chamada &lt;em&gt;Neo-ortodoxia protestante&lt;/em&gt; (corrente de pensamento que tanto me encantou nos meus cinco anos de academia teológica).&lt;br /&gt;É de Barth a matriz para o chamado “pensamento universalista”. Segundo tal pensar, &lt;em&gt;grosso modo&lt;/em&gt;, o amor de Deus é tão intenso e incomensurável, que não haveria a menor possibilidade de o Mal subsistir, quando do momento da manifestação plena de tal amor. É como se, na presença do amor magnificente de Deus, o mal fosse de todo aniquilado e o inferno saqueado e destruído.&lt;br /&gt;Lembrei-me de Barth e de meus anos de academia teológica ao acessar o livro bíblico de &lt;em&gt;Jonas&lt;/em&gt; e ao lançar mão de uma “frase universalista” em um meu cartão de visitas.&lt;br /&gt;Relendo o livro do “profeta menor” Jonas, certifiquei-me mais uma vez de que se trata de um &lt;em&gt;libelo contra a segregação étnica&lt;/em&gt; e pela universalização do acesso ao Deus criador. É interessante notar que a pregação de Jonas, que acabou por converter os grandes pecadores de Nínive (na época, uma “cidade cuja maldade já tinha chegado aos céus”), longe de ter felicitado o profeta, o desencantou em demasia, pois o mesmo estava &lt;em&gt;nenhum pouco interessado&lt;/em&gt; em que outra etnia, que não a sua, alcançasse a misericórdia do Deus de toda a criação.&lt;br /&gt;A visão &lt;em&gt;exclusivista&lt;/em&gt; de Jonas, no meu modesto entender, nada mais é do que uma versão judaica antiga da atual visão exclusivista de vários segmentos religiosos, evangélicos dentre eles. Tal visão acabou por fazer do povo judeu um grupo perseguido, odiado e segregado por outros e até por si mesmo. O mesmo parece estar acontecendo com todo o grupo que, de forma segregadora e intolerante, se posiciona como uma nação “fora do mundo”.&lt;br /&gt;A frase de cunho “universalista” que postei em meu cartão de visitas diz: “&lt;em&gt;A derrota cabal do Mal será que, ao abrir as portas do inferno, ele o encontrará vazio, por causa da Cruz de Cristo&lt;/em&gt;”. Assim como a conversão dos ninivitas, que tanto irritou ao profeta Jonas, por conta de seu exclusivismo segregador, minha frase também irritou ou, no mínimo, chocou um bom número de pessoas cristãs “piedosas”.&lt;br /&gt;“Mas, pastor, assim não vai ter inferno, poxa!”. “Então, vai ser todo mundo salvo, pastor?!”.&lt;br /&gt;Não nego a existência do céu e do inferno, embora pouco eu possa falar sobre eles. Todavia, o que assusta não é o fato de a Bíblia os fazer existentes – ainda que tenham tido as mais variadas leituras no decorrer dos anos – mas o fato de que o inferno &lt;em&gt;precisa&lt;/em&gt; existir; &lt;em&gt;tem&lt;/em&gt; de ter gente lá!&lt;br /&gt;Para o profeta Jonas, os ninivitas &lt;em&gt;não poderiam&lt;/em&gt; se converter a Deus. Eles teriam &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt; de ser destruídos e queimados vivos! Da mesma maneira, a frase de cunho &lt;em&gt;utópico cristão&lt;/em&gt; que postei acabou por ser lida como um “libera geral” não-punitivo. E isso, tristemente, desencantou.&lt;br /&gt;A simpatia à &lt;em&gt;Neo-ortodoxia protestante&lt;/em&gt; me fez olhar com bons olhos para a &lt;em&gt;visão universalista&lt;/em&gt; de um amor que aniquila todo o mal e instaura o bem para sempre e para todos, mas isso tem um alto preço, é óbvio. Noutra época, levaria à fogueira!&lt;br /&gt;Ainda assim, e no nível da provocação, pergunto: a vontade de Deus poderia &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; ser feita? Diz a Bíblia que “a vontade de Deus é que todos se salvem” e que essa mesma “vontade de Deus é boa, perfeita e agradável”. A questão mais provocadora e que não calará, pois, é: Para você, é bom, perfeito e agradável que a maioria da &lt;em&gt;imagem e semelhança de Deus&lt;/em&gt; queime eternamente num espaço de flagelo e dor incessantes?&lt;br /&gt;Não radicalizei, refutando as ideias bíblicas de céu e inferno, mas gostaria que, ao menos, minha frase universalista fosse lida como uma &lt;em&gt;utopia cristã&lt;/em&gt; a ser buscada, ainda que &lt;em&gt;utopia&lt;/em&gt;. Pode até ser que não aconteça, mas minha vontade também é que todos se salvem.&lt;br /&gt;FELIZ 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-1442033811353081370?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/1442033811353081370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=1442033811353081370' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1442033811353081370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1442033811353081370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2010/01/paralelos-teologicos.html' title='“Paralelos teológicos”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-1722278619467330473</id><published>2009-12-09T15:22:00.000-08:00</published><updated>2009-12-12T12:49:43.597-08:00</updated><title type='text'>“Enunciados do Enem, textos longos e livros grossos”</title><content type='html'>Interessa-me muito o noticiário sobre a avaliação anual que o governo federal promove para o ingresso em universidades, pois dela depende a inserção de muitos brasileiros pobres – com um contingente bem significativo de negros e negras – no ensino superior deste país.&lt;br /&gt;Das notícias referentes ao “evento Enem”, porém, a que mais me chamou a atenção não foi a do roubo do primeiro lote de provas, meses atrás, mas a da reclamação dos candidatos, quando afirmaram, após as provas, que “os enunciados eram muito longos e cansativos”.&lt;br /&gt;Para um país onde as instituições de ensino em sua maioria estão acostumadas a uma &lt;em&gt;educação bancária&lt;/em&gt;, seguindo o conceito de Paulo Freire, é triste perceber que os educandos não estão acostumados a outra coisa, senão ao “senta aí que eu te ensino, pois eu sou professor e você é só um a-luno” (o hífen é proposital).&lt;br /&gt;A educação, portanto, acaba por ser algo onde os educandos se preocupam muito em ter a resposta curta e “na ponta da língua” – incutida &lt;em&gt;bancariamente&lt;/em&gt; pelo professor –, mas não ter espaço algum para uma reflexão em profundidade. Ainda tenho em memória algumas “respostas prontas e certas” de tempos passados: “Quem descobriu o Brasil?”. “Pedro Álvares Cabral” (na época não havia controvérsia). “O que é matéria?” “É tudo o que existe e ocupa lugar no espaço” (também não havia controvérsia) etc. Eu estava certo?&lt;br /&gt;Parece que sim, pois fui sempre aprovado e consegui chegar ao ensino universitário assim. Mas a coisa precisou mudar. Confesso, porém, que “a coisa” só mudou na universidade, por conta da escolha por uma carreira onde a crítica é imprescindível. Se assim não fosse, não sei, não.&lt;br /&gt;Mas voltando ao tema do presente texto (e preciso terminá-lo antes do meu “normal de linhas”, para não ter “problemas”), muitos dos meus alunos reclamaram que “os textos do deste &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; são muito longos, passando de 15 linhas!”.&lt;br /&gt;Adicionado a isso, ouvi de alguns outros: “Professor, indica livros finos, pois livro grosso ninguém merece!”. Ao fim e ao cabo, não sei se choro, lançando cinzas sobre a cabeça, ou se tento “angariar novos leitores”, escrevendo textos que não ultrapassem 15 linhas.&lt;br /&gt;Ih, “infelizmente”, já passei de 15 linhas; só me resta mesmo vestir panos de saco, jogar cinzas na cabeça e chorar profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-1722278619467330473?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/1722278619467330473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=1722278619467330473' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1722278619467330473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1722278619467330473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/12/enunciados-do-enem-textos-longos-e.html' title='“Enunciados do Enem, textos longos e livros grossos”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8446483833319107449</id><published>2009-11-10T13:47:00.000-08:00</published><updated>2010-01-02T07:31:57.740-08:00</updated><title type='text'>“O caso Uniban e a imbecilidade de uma nação”</title><content type='html'>Ela apareceu em importantes programas de televisão, é capa de várias publicações país afora, deu entrevistas para emissoras de rádio, é tema de muitos artigos em jornais e revistas e dizem até que existe já uma sondagem das revistas masculinas &lt;em&gt;Playboy&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Sexy&lt;/em&gt;, a fim de que ela possa posar nua já no próximo número (tem de ser jogo rápido, pois a “notícia” sempre esfria).&lt;br /&gt;A estudante Geisy Arruda, 20, expulsa e readmitida – por pressão de várias partes – na &lt;em&gt;Uniban&lt;/em&gt;, alcançou os tão sonhados “15 minutos de fama” (já passaram de 15, claro, mas o construto é esse).&lt;br /&gt;As informações são desencontradas. Aliás, como sempre por terras &lt;em&gt;tupiniquins&lt;/em&gt;. Todavia, é interessante pensar nesse fato pelo que de realmente bom ele pode oferecer. Sim, existe algo bom nisso tudo. O acontecimento mostra, antes de tudo, como somos imbecis.&lt;br /&gt;É claro que não foi o uso de uma simples minissaia que fez com que a jovem fosse hostilizada pelos colegas e expulsa depois do tumulto. Afinal, é possível ver o uso do mesmo tipo de vestido em outras jovens da mesma universidade. Não foi o que dizem ter sido. Na verdade, num país em que a maioria acredita piamente nas informações de seus meios de comunicação e manipulação de massas, da &lt;em&gt;verdade&lt;/em&gt; e do &lt;em&gt;fato&lt;/em&gt; quase sempre resta pouca coisa. Às vezes, não resta.&lt;br /&gt;Tentando fazer um cálculo “por baixo”, é possível somar uma boa quantidade de dinheiro arrolado na “jogada”; para cada programa de televisão, o &lt;em&gt;cachê&lt;/em&gt; de uma “notícia bombástica do momento” não sai por menos de 5 mil reais. Somada às entrevistas a rádios, jornais e revistas, essa grana pode se tornar bem interessante. Se uma das duas, a &lt;em&gt;Playboy&lt;/em&gt; ou a &lt;em&gt;Sexy,&lt;/em&gt; efetivar o convite, parece que pode rolar a bagatela de 300 mil reais, sem contar o 1 realzinho por cada revista vendida, que é um &lt;em&gt;plus&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O advogado também fica feliz, pois está ganhando a notoriedade e a visibilidade nunca dantes experimentadas. No final das contas, todo mundo sai feliz (a Luciana Gimenez que o diga).&lt;br /&gt;Mas pode ser que seja melhor do que falar do Iraque e do Afeganistão invadidos, não é mesmo? Melhor do que ser franco e verdadeiro, noticiando o roubo governamental de aposentados e pensionistas pelo &lt;em&gt;fator previdenciário&lt;/em&gt;, certo? Melhor do que falar de uma tal de Maria Paraguaçu e da luta quilombola contra um racismo humilhante, correto? Melhor do que falar do que o José Serra faz com a mordaça nos funcionários públicos paulistas, não? Melhor do que continuar a falar naquela tal de reforma agrária, correto? Melhor do que insistir que o problema do país continua a ser educacional, certo? ERRADO! Está, sim, tudo errado.&lt;br /&gt;Só que, apesar de tudo, e assim como a Elisa Lucinda, eu vou falar é dessas coisas outras. Mais e mais. E não vou falar de Geisy Arruda, pois dela não se precisa falar mais, visto que isso não acrescentará em nada. Vou falar é do resto e, se me perdoam o uso de uma &lt;em&gt;sentença forte&lt;/em&gt; (mas apenas para homenagear a grande poeta Elisa Lucinda) falarei de tudo o mais, “só de sacanagem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Não, eu não estou falando palavrão. Vale a pena ler o poema &lt;em&gt;Só de sacanagem&lt;/em&gt;. Acredite, é muito melhor do que qualquer “notícia bomba” que rola por aí nessas mídias manipuladas e manipuladoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8446483833319107449?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8446483833319107449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8446483833319107449' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8446483833319107449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8446483833319107449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/11/geisy-arruda-e-imbecilidade-de-uma.html' title='“O caso Uniban e a imbecilidade de uma nação”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8309649233540856333</id><published>2009-10-16T16:06:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T18:21:03.470-07:00</updated><title type='text'>“Afinal, para quê serve Deus na terra?"</title><content type='html'>Três frases bastante fortes são atribuídas ao grande escritor russo Fiodor Dostoievski; à primeira delas - que também é atribuída a Blaise Pascal e a outros pensadores - poderíamos chamar de uma frase &lt;em&gt;crédula&lt;/em&gt;: “Todo ser humano tem dentro de si um vazio que é do tamanho de Deus” (a ideia de preenchimento do indivíduo estaria aqui proclamada).&lt;br /&gt;As duas outras sentenças, no entanto, parecem poder receber o rótulo de &lt;em&gt;incrédulas&lt;/em&gt;: “Se Deus não existe, tudo é permitido” e “Para mim não há nada de mais elevado que a ideia da inexistência de Deus; o homem inventou Deus para poder viver sem se matar”.&lt;br /&gt;Baseados nestas sentenças, podemos admitir uma possibilidade de sempre ser positiva a presença de Deus na terra. Ele estaria aqui como um &lt;em&gt;ethos&lt;/em&gt; sagrado a mostrar um parâmetro de conduta. Sendo crido, como algo íntimo e pessoal, ou mesmo sendo entendido como “invenção”, Deus seria uma peça fundamental para a refutação da tese &lt;em&gt;hobbesiana&lt;/em&gt; de “guerra de todos contra todos”. Deus, ou a ideia dele, seria, portanto, a referência a não deixar que nos matemos uns aos outros; serviria como uma regra de conduta mínima, buscando um caráter respeitador entre os humanos.&lt;br /&gt;Deus existe na terra, então, para benefício do próprio ser humano. Os que creem nele como verdade sentida, vivenciada, e como respondedor de orações, nada perdem e usufruem, segundo seus próprios depoimentos, de uma paz que só conhece quem o entende existente. Os que creem apenas numa ideia dele, como parâmetro de respeitabilidade entre os homens e mulheres, nada perdem também, pois conseguem viver num mundo onde ainda se faz possível a evitação do “ninguém é de ninguém”. Neste pensar, ninguém perde com Deus.&lt;br /&gt;O único a perder com a ideia de Deus seria, então, aquele que zomba dela. Só o indivíduo que refuta tal ideia, mesmo sem refletir nos ganhos dela oriundos, sai perdendo. Só aqueles que buscam a refutação simples, no intuito nada nobre de fomentação de atitudes hostis entre iguais, perdem com isso.&lt;br /&gt;A grande questão, portanto, não seria &lt;em&gt;Para quê serve Deus na terra?&lt;/em&gt;, mas &lt;em&gt;POR QUE NÃO DEUS NA TERRA?&lt;/em&gt; Qual seria o malefício causado pela presença crida ou pela ideia de Deus, baseado nos argumentos acima expostos?&lt;br /&gt;É sabido que ideias errôneas na questão hermenêutica foram trazidas à tona por muitos homens e mulheres de pensamentos belicistas. Todavia, é também inspirador saber que a ideia de um &lt;em&gt;Emanuel&lt;/em&gt; (Deus conosco), representada na figuração da encarnação do &lt;em&gt;Verbo&lt;/em&gt; da vida, um jovem chamado Jesus, traria uma interpretação outra, refutando a lógica belicista de antes e incutindo amor e perdão em cada gesto humano. A partir da hermenêutica do Cristo, Deus seria a nossa referência. Deus serve na terra para referenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto escrito para ser resposta a um ateu, que fez a pergunta &lt;em&gt;Afinal, para quê serve Deus na terra?&lt;/em&gt;, no fórum da &lt;em&gt;Sepal&lt;/em&gt;. Foi-me feita a encomenda de uma resposta. Outros autores também estão enviando suas contribuições, e elas poderão ser vistas num único espaço, no blog de um meu grande amigo. &lt;a href="http://www.nelsonlellis.blogspot.com/"&gt;http://www.nelsonlellis.blogspot.com/&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8309649233540856333?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8309649233540856333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8309649233540856333' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8309649233540856333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8309649233540856333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/10/afinal-para-que-serve-deus-na-terra.html' title='“Afinal, para quê serve Deus na terra?&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-4685423852048283352</id><published>2009-10-01T13:24:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T13:43:24.628-07:00</updated><title type='text'>“Opinião pública, tiro certeiro e aplausos”</title><content type='html'>O debate acerca da existência ou não de uma opinião pública se faz bastante relevante a cada novo episódio traumático que nos chega. Não é raro lermos e ouvirmos que “a opinião pública está farta disso”; “a opinião pública não aceita mais aquilo”, e assim por diante.&lt;br /&gt;Segundo o pensamento de Patrick Champagne, no entanto, o que se chama de &lt;em&gt;opinião pública&lt;/em&gt; nada mais é do que uma opinião que foi &lt;em&gt;tornada&lt;/em&gt; pública; uma opinião &lt;em&gt;publicada&lt;/em&gt;. Algo que Champagne chamou – na sua excelente obra &lt;em&gt;Formar opinião&lt;/em&gt; – de “opinião de uma elite social que frequenta as academias e os salões literários (...) uma máquina de guerra ideológica improvisada (...) uma ideologia profissional. É a opinião manifestada a respeito da política por grupos sociais restritos, cuja profissão é produzir opiniões, e que procuram entrar no jogo político, modificando-o e transfigurando suas opiniões de elites letradas em opinião universal, intemporal e anônima com valor na política”.  &lt;br /&gt;A partir dessa ideia de Champagne, intentamos pensar o episódio mais comentado em vários dos debates nos círculos acadêmicos brasileiros nos últimos dias: os aplausos para o policial militar que acertou na semana próxima passada um tiro na testa de um sequestrador, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;As perguntas que ficam são: O povo gosta mesmo de violência? A tortura contra os chamados bandidos é tolerada e até incentivada pela chamada opinião pública? Vale tudo na busca de segurança pública e individual? Segundo o apresentador de tevê Wagner Montes, sim. Nós, na contramão, acreditamos que não.&lt;br /&gt;Pesquisas acerca das percepções da violência mostram que um mesmo grupo pode responder de forma radicalmente oposta a uma mesma questão. Especialistas em segurança pública mostraram que até a ideia favorável à pena de morte é rechaçada, a depender da forma como o réu é apresentado. Quando é apresentado como &lt;em&gt;indivíduo&lt;/em&gt; com família; mãe, pai ou filhos pequenos, é tido como um “igual” e, portanto, “merece uma outra oportunidade”, que seria uma pena menos radical. Se for “só um número” e o foco estiver &lt;em&gt;apenas&lt;/em&gt; na ação perpetrada por ele, tudo muda e até se radicaliza.&lt;br /&gt;Outros fatores que devem ser levados em consideração são o “calor do momento” e o “efeito de multidão”, tão estudado por Gustave LeBon em &lt;em&gt;Psicologia das multidões&lt;/em&gt;. Não é difícil entender que no calor do momento é fácil tomar uma atitude que não se tomaria após um breve tempo para reflexão. Contribuindo de maneira mais teorizada, com seu conceito de &lt;em&gt;efeito de multidão&lt;/em&gt;, LeBon afirma que “os indivíduos em meio a uma multidão são capazes de ações deveras irracionais, que não cometeriam se estivessem sozinhos”.&lt;br /&gt;Podemos ver, portanto, que a pressa na atitude de matar só fez contribuir mais para a aquisição social de novos órfãos e nova viúva. Entendemos que poderia chegar-se a uma negociação e evitar mais uma dissolução familiar, geradora de outras no futuro.&lt;br /&gt;O que falta aos sensacionalistas de plantão é um pouco de sensibilidade e coragem para assumirem os riscos de se dizer que a solução não está na bala, mas no investimento em educação, associação e saúde para um sem número de “vítimas que fazem e farão vítimas”. Quem é tratado como bicho hoje, dificilmente tratará os seus iguais como gente amanhã. O mundo &lt;em&gt;hobbesiano&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;todos contra todos&lt;/em&gt;, sendo &lt;em&gt;um o lobo do outro&lt;/em&gt;, parece estar incentivado. Mas, e os aplausos? Não teria o povo gostado do grande espetáculo de horror tijucano? Não, o povo não gostou, definitivamente. Os aplausos não são os da opinião pública, são os da opinião &lt;em&gt;tornada&lt;/em&gt; pública. O povo, na verdade, chora. Chora sem consolo. Chora de desesperança. Chora de &lt;em&gt;desvontade&lt;/em&gt; de fazer algo. Chora de impotência. Ovelhas sem pastoreio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-4685423852048283352?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/4685423852048283352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=4685423852048283352' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4685423852048283352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4685423852048283352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/10/opiniao-publica-tiro-certeiro-e.html' title='“Opinião pública, tiro certeiro e aplausos”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-803364490150715454</id><published>2009-09-04T18:39:00.000-07:00</published><updated>2010-02-09T15:06:58.312-08:00</updated><title type='text'>“A neurociência e o novo modelo de manipulação”</title><content type='html'>A obra-prima do escritor inglês Aldous Huxley, o romance "Brave New World", (&lt;em&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/em&gt;), foi escrita durante quatro meses no ano de 1931. Os temas de tal obra remontam grande parte das preocupações ideológicas do autor, como a liberdade individual em detrimento do autoritarismo do Estado. Assim como outro inglês, George Orwell, com o seu também excelente “Nineteen Eighty-Four” (&lt;em&gt;1984&lt;/em&gt;), o texto de Huxley nos veio à mente após o acesso a um pequeno jornal da academia de psicologia.&lt;br /&gt;Percebe-se, dando razão ao pensamento do sociólogo francês Pierre Bourdieu, que, quando já se pensava que se era “dono de si” e responsável pelas próprias escolhas, eis que o “mundo admirável” de Orwell e Huxley bate às portas. Não existe essa &lt;em&gt;autonomia individual&lt;/em&gt; que se pensava. Bourdieu, no precioso &lt;em&gt;A profissão de sociólogo&lt;/em&gt;, já defendia tal tese.&lt;br /&gt;É sabido que uma nova ciência se colocou a serviço da humanidade. A Neurociência, sem dúvida, veio mesmo para revolucionar. Muito com ela se irá aprender, assim como sempre aconteceu com as descobertas que mudaram o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; das sociedades.&lt;br /&gt;O motivo deste escrito, no entanto, não é construir uma apologia à nova possibilidade de conhecimento. Ao contrário, pretende-se aqui mostrar os perigos da descoberta que chega.&lt;br /&gt;Segundo a pesquisadora Judy Illes, diretora do Núcleo Nacional de Neuroética, da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, a nova ciência abriu espaço para o chamado &lt;em&gt;neuromarketing&lt;/em&gt;. O &lt;em&gt;neuromarketing&lt;/em&gt; utiliza-se da Neurociência para estudar as respostas que os consumidores dão a certos estímulos do marketing e da propaganda.&lt;br /&gt;O que mais nos chamou a atenção na pesquisa é que o &lt;em&gt;neuromarketing&lt;/em&gt; mostrou que as imagens de produtos líderes de mercado, como o &lt;em&gt;iPod&lt;/em&gt;, estimulam a mesma parte do cérebro que é ativada pelos símbolos religiosos! A pesquisa mostrou ainda que os alertas mostrados nos maços de cigarro nada mais fazem do que estimular o desejo, embora os fumantes afirmem o contrário. A &lt;em&gt;autonomia&lt;/em&gt;, trazendo mais uma vez Bourdieu, não existe mesmo.&lt;br /&gt;Assim, não seria mais o &lt;em&gt;Estado Autoritário&lt;/em&gt; (preocupação de Huxley e Orwell), mas o &lt;em&gt;Mercado Totalitário&lt;/em&gt; o que nos obrigaria a querer o que não queremos ou não precisamos.&lt;br /&gt;Seria um desserviço escrevermos tal texto, no entanto, se não enfatizássemos que as mais afetadas nessa história de horror são as nossas crianças. As crianças e as pessoas presas aos mais variados vícios seriam as maiores vítimas do &lt;em&gt;neuromarketing&lt;/em&gt;, como nem poderia deixar de ser. O grande problema é que as preocupações com o &lt;em&gt;neuromarketing&lt;/em&gt; são apenas das empresas e conglomerados capitalistas, que não têm outro sonho, senão apelar para tudo o que faça com que se consuma mais e mais, mesmo que não se queira e nem se possa ou precise.&lt;br /&gt;É esperar uma ética para o prosseguimento de tais pesquisas, ou apenas sentar, exaustos, lançando cinza e poeira sobre a cabeça, num mundo que de &lt;em&gt;admirável&lt;/em&gt; tem quase nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-803364490150715454?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/803364490150715454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=803364490150715454' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/803364490150715454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/803364490150715454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/09/neurociencia-e-o-novo-modelo-de.html' title='“A neurociência e o novo modelo de manipulação”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-7765289815529177138</id><published>2009-08-13T14:38:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T14:43:40.468-07:00</updated><title type='text'>“O seu direito não pode matar o meu”</title><content type='html'>Na semana passada, a cantora Claudia Leitte foi acusada de homofobia, por conta de uma declaração acerca de Davi, seu filho recém-nascido. Ao ser questionada sobre o que achava de seu filho vir a se tornar &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt; no futuro, a cantora baiana afirmou: “olha, eu adoro os &lt;em&gt;gays&lt;/em&gt;, mas quero que o meu filho seja macho”. A frase não soou bem aos ouvidos de grupos defensores dos direitos dos homossexuais e Claudia Leitte precisou desfazer o “mal entendido”, brincando até que se considera uma “traveca”.&lt;br /&gt;Na mesma semana, o humorista Danilo Gentili foi acusado de racismo, pois comparou os jogadores negros de futebol com um gorila de filme, o &lt;em&gt;King Kong&lt;/em&gt;, que, segundo Gentili, “acha que é futebolista, pois ao se dar bem na vida, logo arruma uma loira”.&lt;br /&gt;Ao se pensar nas possíveis posturas homofóbica e racista de um e outro desses artistas, é preciso que se diga que eles manifestaram uma &lt;em&gt;opinião pessoal&lt;/em&gt;. No entanto, e para não perder público e vendagem entre seus semelhantes brasileiros, um e outro precisaram se retratar, refutando a homofobia e o racismo, respectivamente.&lt;br /&gt;Outro texto já foi escrito neste espaço (&lt;em&gt;Do direito e da coragem de ser&lt;/em&gt;) para tratar da temática, mas é fundamental que uma atualização do debate se dê. Assim, o que gostaríamos de propor é que uma &lt;em&gt;inversão de valores&lt;/em&gt; está se dando, mesmo que não seja percebida por muitos. Não se trata, porém, da “inversão” que muitos enxergam por acharem que “no passado não era assim e era melhor”. Trata-se de outro tipo de inversão.&lt;br /&gt;A inversão que aqui se quer problematizar é a dos direitos civis, políticos e sociais adquiridos com o passar dos tempos. Direitos que foram conquistados a duras penas e até com perdas de vidas. Falamos aqui de uma inversão que propõe novos direitos, rechaçando outros, já antes estabelecidos. Não estamos propondo que o novo está errado e que “no passado era tudo mais belo e muito melhor”. O que estamos criticando é a versão "pós-moderna" do chamado &lt;em&gt;pensamento único&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O “demônio” que se estabeleceu nos debates de direitos atualmente não é, ao fim e ao cabo, o da homofobia ou o do racismo, mas sim, o monstro do "politicamente correto".&lt;br /&gt;Hoje, é &lt;em&gt;politicamente correto&lt;/em&gt; falar que se “adora um preto ou uma preta”, mas é &lt;em&gt;expressamente proibido&lt;/em&gt; dizer que se “prefere uma mulher branca ou um homem branco para namorar”. É também bonito e até &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt; dizer: “a sexualidade do meu filho ou da minha filha, mesmo querendo ser &lt;em&gt;gays&lt;/em&gt;, é coisa para eles escolherem, pois a vida é deles”, mas será considerada uma “postura homofóbica e retrógrada” afirmar: “eu gostaria que meu filho fosse macho”, como o fez Claudia Leitte.&lt;br /&gt;No final das contas, os questionamentos que se colocam para o debate são: Posso preferir uma pessoa branca? Posso preferir uma pessoa preta? Posso preferir ser homossexual? Posso preferir ser heterossexual? Tenho eu o direito de concordar que o homem nasceu para a mulher e a mulher para o homem, ou o "politicamente correto" me obriga a pensar como você? Ainda tenho direitos, ou o seu direito vai matar o meu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-7765289815529177138?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/7765289815529177138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=7765289815529177138' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7765289815529177138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7765289815529177138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/08/o-seu-direito-nao-pode-matar-o-meu.html' title='“O seu direito não pode matar o meu”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-4430274524961434724</id><published>2009-07-18T08:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-18T16:54:47.742-07:00</updated><title type='text'>“A morte do diploma, o Twitter e o fim dos jornalistas sem crítica”</title><content type='html'>No último dia 30 de abril foi revogada a Lei de Imprensa, nº 5.250, de 1967. Já no mês passado, o Superior Tribunal Federal extinguiu a obrigatoriedade do diploma específico para o exercício da função de jornalista no Brasil. Várias empresas de comunicação vibraram, entendendo nisso tudo a “vitória da liberdade de expressão”. Mas será mesmo?&lt;br /&gt;Embora pareçam ser muito positivas, as duas decisões da justiça brasileira precisam ser problematizadas e olhadas por um viés mais crítico. Isso porque, ao derrubarem a Lei 5.250, não só os cidadãos ficaram totalmente vulneráveis aos desmandos dos meios de comunicação, como esses mesmos meios ficaram sujeitos a intervenções jurídicas de toda natureza. Prova disso é que a justiça do Rio de Janeiro acaba de proibir o jornalista José Simão, do jornal &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;, de citar o nome da modelo e atriz Juliana Paes. Se o jornalista desobedecer, terá de pagar 10 mil reais por cada citação do nome da atriz. Ao brincar que a atriz “não é nada casta”, comparando-a à sua personagem indiana na novela, o jornalista foi enquadrado por um juiz carioca. José Simão se sentiu, segundo suas próprias palavras, “vítima de vergonhosa censura”. A atriz e o jornalista se dizem extremamente ofendidos. A razão, com quem estaria?&lt;br /&gt;Embora fosse fruto de um período ditatorial, a Lei de Imprensa tinha uma função e poderia nos dar agora uma resposta. Não poderá mais. Os fãs da atriz ficam com ela, os leitores do jornalista ficam com ele, e ninguém fica satisfeito, pois não há mesmo como ficar. E a justiça, já chamada de morosa por muitos, acaba por ter de solucionar querelas como essa.&lt;br /&gt;A ausência de uma lei que regulamente a imprensa e defenda cidadão e jornalismo, provavelmente vai fazer falta. Não sei, porém, se o mesmo se dará com o diploma de jornalista, embora me preocupem algumas ações já tomadas desde que a obrigatoriedade caiu. Já existem, por exemplo, instituições oferecendo cursos rápidos de jornalismo pela bagatela de 40 reais (um curso completo, não a mensalidade!).&lt;br /&gt;Por outro lado, agora temos o &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt;, uma nova maneira de comunicação que está “acabando de matar os jornalistas”. Vários assuntos já estão vindo ao nosso conhecimento sem terem a imprensa como intermediária. Parlamentares britânicos já se utilizam do novo sistema de comunicação para dar uma satisfação aos seus eleitores, e até para oferecer números de certas votações (tudo sem passar pela imprensa). Ficamos sabendo da demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo pela própria “mão dele”. Ficamos sabendo que o Palmeiras não acertou com o técnico Muricy Ramalho também pelo &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt; do presidente do clube, e “sem imprensa no meio”. Positivo ou negativo? É de se pensar bem.&lt;br /&gt;No caso do diploma, tendo a &lt;em&gt;relativizar&lt;/em&gt; a questão, pois conheço jornalistas antigos, sem qualquer formação na área, que dão um &lt;em&gt;baile&lt;/em&gt; em boa parte dos jovens jornalistas diplomados, que são praticamente &lt;em&gt;analfabetos funcionais&lt;/em&gt;, e não sabem nem escrever em língua portuguesa (os revisores sabem do que falo). Não vou, pois, “exigir” diploma dos velhinhos.&lt;br /&gt;Com o tal &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt;, e com todo mundo podendo ser jornalista e escrever sobre tudo e todos, e sem qualquer lei para regulamentar, o jornalismo será uma nova profissão. Continuaremos a ter muitos &lt;em&gt;analfabetos diplomados&lt;/em&gt; a invadir nossas vidas com asneiras e sensacionalismos, é claro, mas confesso que me agradará mais, visto que agora será preciso crítica mesmo, pois não se tratará mais de uma simples busca pela informação – uma vez que já a teremos antes mesmo do oferecimento dos &lt;em&gt;analfabetos funcionais&lt;/em&gt; da imprensa –, mas da busca por uma informação depurada e criticada. Pelo menos eu espero assim, como sociólogo que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-4430274524961434724?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/4430274524961434724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=4430274524961434724' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4430274524961434724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4430274524961434724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/07/morte-do-diploma-o-twitter-e-o-fim-dos.html' title='“A morte do diploma, o Twitter e o fim dos jornalistas sem crítica”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-1642190955930860877</id><published>2009-07-06T16:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-21T15:38:01.197-07:00</updated><title type='text'>“A ditadura que pode e a ditadura que não pode”</title><content type='html'>Honduras está em polvorosa. Pessoas estão morrendo e o clima está cada vez mais beirando a uma guerra civil. O motivo, penso que todos os que leem jornais ou assistem a um simples telejornal sabem; o presidente Manuel Zelaya foi derrubado do poder no último domingo (28 de junho), em uma ação orquestrada pela Justiça e pelo Congresso, e executada por militares, que o expulsaram para a Costa Rica. O chamado golpe foi realizado horas antes do início de um referendo popular sobre uma reforma na Constituição, o que tinha sido declarado ilegal pelo Parlamento e pela Corte Suprema.&lt;br /&gt;Depois de ouvir as palavras de vários chefes de Estado – dentre eles; Barack Obama, Nicolas Sarkozy e até o brasileiro Lula – e de órgãos internacionais acerca do fato, decidi inteirar-me do acontecido, pois só assim eu poderia me posicionar perante os meus oito fiéis leitores deste espaço.&lt;br /&gt;Na curiosidade que sempre me foi inerente, acessei a Constituição de Honduras. Lá, encontra-se um artigo deveras esclarecedor, o 239, que assim diz: &lt;em&gt;"o cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser Presidente ou Designado. Aquele que ofender esta disposição ou propuser sua reforma, bem como aqueles que a apoiem direta ou indiretamente, terão cessados de imediato o desempenho de seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de toda função pública"&lt;/em&gt;. A Carta chega a ser ainda mais categórica quando afirma no Artigo 4º: &lt;em&gt;“A alternância no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A postura de vários líderes me parecia, depois dessa leitura, uma falácia sem precedentes. Falácia contra a tão defendida “democracia”, diga-se. Pela Carta Constitucional hondurenha, não é possível reeleição e nem tentativa de reforma da Constituição Federal. Se isso viesse a acontecer, a deposição deveria ser mesmo imediata. E foi o que aconteceu.&lt;br /&gt;A única coisa que faria rir (?) nesse episódio é o fato de Estados Unidos e Venezuela estarem do mesmo lado. Sim, tanto Obama quanto Chaves acreditam que Zelaya deve voltar ao poder, tentar se reeleger e mexer com o que é, lembrando Antônio Rogério Magri, um ex-ministro brasileiro, “imexível”; a Constituição Democrática de Honduras. Não se deve esquecer, também, que a ação foi uma &lt;em&gt;decisão&lt;/em&gt; do Congresso e da Suprema Corte daquele país, baseados na Carta, e apenas com &lt;em&gt;execução&lt;/em&gt; pelo exército, convocado para tal. Não foi, portanto, uma postura como aquelas patrocinadas pelos Estados Unidos, quando os congressos e os parlamentos nacionais eram dissolvidos!&lt;br /&gt;O que se vê, portanto, é que esse "golpe" não vale; “&lt;em&gt;não pode&lt;/em&gt;”, como diz uma comediante brasileira. Já se for como os vários golpes militares financiados pelos Estados Unidos em toda a América Latina, com dissoluções de parlamentos, muitos desaparecimentos, torturas e mortes das mais cruéis, “&lt;em&gt;pode&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Por outro lado, se acertaram na decisão baseada na Carta Magna hondurenha, erraram feio na execução. É claro que não se poderia expulsar Zelaya do próprio país e nem retirá-lo de madrugada sob a mira de grosso calibre. Tal atitude, não tem como não afirmar isso, tem característica de golpe, sim, e, sendo golpe, sou contra. Todavia, é preciso entender que democracia também se faz com alternância no poder. Assim, se a formação da Constituição Hondurenha levou em consideração a voz da população e dos grupos sociais, através de seus representantes democraticamente eleitos, seria preciso não "golpear", mas cumprir a Constituição dando direito de resposta e defesa a Zelaya, o que não aconteceu. Mas a Constituição tem sim de valer.&lt;br /&gt;É preciso enfatizar, por nosso lado, que a Carta brasileira é "pró-forma", visto que vivemos de emendas e medidas provisórias. Ao fim e ao cabo, a Constituição Brasileira é um remendo só.&lt;br /&gt;Sem respeitar os documentos democraticamente elaborados, a "volta dos que não foram" estará sempre às portas. O desmonte do estado previdência, perpetrado pela era FHC, está aí para comprovar. Se não fosse possível mexer na Constituição do Brasil, o pensamento neoliberal não teria feito o estrago que fez. Ou o "estrago FHC" foi algo democrático? Coisa para se pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: O texto que aqui estaria seria uma homenagem ao grande artista que foi Michael Jackson. Como a política ainda me “puxa mais”, fica uma singela homenagem ao maior artista que pude ver em minha ainda pequena vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jackson&lt;/em&gt; tantos problemas. &lt;em&gt;Jackson&lt;/em&gt; tantos dilemas.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jackson&lt;/em&gt; visões tão pequenas; só vencidas a piracemas.&lt;br /&gt;Que &lt;em&gt;caminhes direto na lua&lt;/em&gt;, traduzindo ainda em poemas&lt;br /&gt;O encantar que se há de multiplicar, em nossas inesquecíveis cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jackson&lt;/em&gt; tantos inconformados&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; que contribuamos para a &lt;em&gt;cura&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-1642190955930860877?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/1642190955930860877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=1642190955930860877' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1642190955930860877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1642190955930860877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/07/ditadura-que-pode-e-ditadura-que-nao.html' title='“A ditadura que pode e a ditadura que não pode”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2844565251822607294</id><published>2009-06-12T05:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T06:07:01.809-07:00</updated><title type='text'>“Caminhos da espiritualidade”</title><content type='html'>No capítulo 5 do Evangelho de São Lucas, os versos de 27 a 32 contam uma história deveras curiosa. Trata-se do chamamento de Levi, um &lt;em&gt;publicano&lt;/em&gt;, que tinha a função de coletar impostos do povo de Israel para o império romano. Naquele contexto, Roma imperava sem concorrentes, tendo dentre os judeus alguns que lhes prestavam serviços, assumindo por conta disso um dos postos mais elevados que uma pessoa poderia alcançar, trabalhando para o imperador. Conta o texto que o Senhor Jesus passa em frente ao posto de coleta de impostos, onde Levi estava, e diz um singelo “segue-me”. O texto mostra que Levi, abandonando o seu posto e afazeres, segue-o, sem titubear um instante sequer.&lt;br /&gt;O chamado de Levi é curioso porque ele não precisava atender ao que Jesus disse. Levi não era o que se poderia chamar de uma pessoa necessitada; não dependia do auxílio do Estado com qualquer política de assistência social. Pelo contrário, possuía um cargo dos mais invejados, sendo um funcionário público muito bem sucedido. Do mesmo modo, Levi não era uma pessoa iletrada, pois não seria convocado por Roma se não tivesse uma boa formação e muita informação. Esse não foi, pois, o atendimento de uma pessoa ignorante. Também mostra o texto que esse publicano não era um doente, buscando um curandeiro que lhe pudesse dar esperança, pois a saúde de Levi estava intacta. Por que então Levi, ouvindo apenas um “segue-me”, resolve atender Jesus, abandonando toda uma excelente vida?&lt;br /&gt;Ao analisarmos o contexto cultural da época, dominado pela sabedoria filosófica grega, vemos que o argumento de Jesus era demasiado fraco e frágil para convencer quem quer que fosse. Ninguém deixaria um excelente posto público, uma posição social invejável até nos dias de hoje – haja vista a quantidade enorme de pessoas que têm no emprego público seu maior objetivo de vida – para seguir uma pessoa que saíra de uma cidadela que nenhuma importância tinha para a sua época. Mas Levi atendeu, e isso torna o texto bastante enigmático.&lt;br /&gt;Mais enigmática ainda é a postura ulterior de tal publicano, convidando muita gente e fazendo uma grande festa em sua casa para Jesus. Na tal festividade, muitos fariseus e outros mestres da Lei disseram que Jesus estava “comendo com pecadores e gente de má fama”, mas o Senhor os surpreendeu, dizendo: “Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes; eu não vim para chamar os bons, mas para chamar os pecadores, a fim de que se arrependam de seus pecados”.&lt;br /&gt;Aceitar o chamamento de Jesus não é, pois, coisa para pessoas que não têm o que fazer; Levi era extremamente ocupado. Não é também coisa para pessoas que, não tendo a atenção do Estado, precisam de uma assistência de quem quer que seja; Levi era muito bem sucedido. Atender Jesus não é, tampouco, coisa só para pessoas iletradas ou que tenham uma grave doença, necessitando que um santo milagreiro lhes imponha as mãos e lhes faça o que a medicina não conseguiu; Levi era bem formado e muito saudável, pelo que o texto narra. Aceitar Jesus é, antes de tudo, coisa para pecadores. Coisa para quem reconhece que já errou muito nessa vida.&lt;br /&gt;Todavia, se a força argumentativa de Jesus não se mostrou convincente nesse singelo “segue-me”, o que teria convencido um alto funcionário a largar tudo e seguir o Mestre? &lt;em&gt;O olhar&lt;/em&gt;. Sim, acredito que o olhar de Jesus em direção a Levi o fez abandonar tudo e seguir o chamado. Essa é minha tese. Foi, sim, um simples olhar.&lt;br /&gt;Embora o cargo de Levi fosse muito invejado, é bom lembrar que um publicano, cobrador de impostos para Roma, era tido pelos judeus como um “traidor da pátria”, uma vez que usurpava o próprio povo, em prol de um império cruel e sanguinário. É de se imaginar que, ao pagarem seus impostos, os cidadãos do povo o encaravam com todo ódio possível. Talvez até esboçassem gestos e feições desagradáveis, após entregarem, contrariados, mais uma porção de seus rendimentos nas mãos de uma pessoa que se colocava &lt;em&gt;contra a própria nação&lt;/em&gt;. Os publicanos eram, pois, odiados. Eram detestados e tratados como escórias, embora fossem da elite de sua época. O povo não os perdoava por conta de seus feitos.&lt;br /&gt;Mas quando Jesus encarou Levi, olhou-o com um olhar de amor. Olhou-o como ninguém mais em Israel conseguira fazer. Não olhou para seus “defeitos”, mas fitou-o como que dizendo: &lt;em&gt;Não importa o que você fez. Não importa o que pensam ou o que falam de ti, eu vim para que você tenha vida, e vida em abundância. Vim carregar o seu fardo que pesa, Levi. Vim para lhe dar a minha paz, que é muito mais do que a ausência de guerras e conflitos, pois é uma paz que esse mundo não conhece. Por tudo isso, segue-me, rapaz!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;É com esse mesmo olhar que Jesus olha também para cada um hoje. O argumento parece demasiado frágil; apenas um “segue-me”, mas o olhar ainda é o mesmo. O olhar ainda é &lt;em&gt;aquele&lt;/em&gt;. Seria essa a hora de atender, ou será melhor seguir ocupado demais com títulos, histórias, problemas e muitos outros afazeres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2844565251822607294?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2844565251822607294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2844565251822607294' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2844565251822607294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2844565251822607294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/06/caminhos-da-espiritualidade.html' title='“Caminhos da espiritualidade”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-5667660983396375254</id><published>2009-06-04T15:25:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T18:33:24.920-07:00</updated><title type='text'>“Um pensamento de Karl Marx e a atual Fórmula 1”</title><content type='html'>É muito aceitável que uma das frases mais felizes da obra de Karl Marx seja: &lt;em&gt;De cada um, conforme sua capacidade; para cada um, conforme suas necessidades&lt;/em&gt;. Essa frase, que li pela última vez no excelente livro &lt;em&gt;Ensaio sobre a cegueira&lt;/em&gt;, de José Saramago, ajuda muito a pensar o imbróglio em que se meteu a categoria automobilística mais importante do esporte mundial. Ajuda a explicar também o sistema de &lt;em&gt;políticas de ações afirmativas&lt;/em&gt; (sistema de cotas), mas o assunto hoje é mesmo o esporte e as grandes corridas.&lt;br /&gt;É incrível como tomou grande proporção a decisão da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) de fixar um máximo orçamentário de R$ 129 milhões/temporada (descontados os gastos com marketing, motores e salários dos pilotos) para cada equipe de &lt;em&gt;Fórmula 1&lt;/em&gt;. Os grandes times acham o valor “muito baixo” e querem uma diminuição gradual dos orçamentos. Tal imbróglio quase invalidou o campeonato do ano de 2010, gerando uma discussão que nos traz à mente os construtos &lt;em&gt;igualdade&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;liberdade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Não é de hoje que a Ciência Política mostra como se faz difícil a convivência de tais construtos teóricos na prática social. É sabido que, se todos têm &lt;em&gt;liberdade&lt;/em&gt; de fazer o que quiserem de suas vidas e posses, alguém ficará com menos e a &lt;em&gt;igualdade&lt;/em&gt; não existirá, pois os talentos são bem diferenciados. Ficaria ratificada a desigualdade “naturalmente” aceitável, por conta dos dons individuais.&lt;br /&gt;A FIA quer cortar a liberdade que as equipes têm de investir o que quiserem e puderem, para que uma competitividade maior se estabeleça nessa categoria. Porém, as grandes equipes não aceitam, pois as equipes que ficarem dentro do orçamento poderão ter vantagens que as grandes não teriam, visto que os grandes times continuariam gastando tudo o que quiserem.&lt;br /&gt;Num mundo onde &lt;em&gt;quem tem mais, vence sempre&lt;/em&gt;, me pareceu bem &lt;em&gt;marxiana&lt;/em&gt; a proposta da Federação. Assim como no &lt;em&gt;sistema de cotas&lt;/em&gt;, quem pode menos tem de ter vantagens, pois não dá para concorrer &lt;em&gt;de igual para igual&lt;/em&gt; com quem tem o incalculável para gastar.&lt;br /&gt;Os comentários e argumentos sobre “dois regulamentos” me parecem bem frágeis, uma vez que não se fala que &lt;em&gt;já existem&lt;/em&gt; dois regulamentos; quem tem dinheiro vai vencer e pronto! Foi assim que a &lt;em&gt;Ferrari&lt;/em&gt; gastou mundos e fundos e conquistou tudo o que podia. Assim também aconteceu com a &lt;em&gt;McLaren&lt;/em&gt;. Até aqui, porém, ninguém achava que um tinha mais do que os outros! As pessoas acham ridículas as decisões da FIA, mas não acham inaceitável uma equipe pequena ficar &lt;em&gt;ad infinitum&lt;/em&gt; como coadjuvante de um campeonato com chances de conquista para duas equipes apenas!&lt;br /&gt;Se sou a favor de uma igualdade de direitos na &lt;em&gt;Fórmula 1&lt;/em&gt;? Sim, como não seria? Sou por uma igualdade na &lt;em&gt;Fórmula 1&lt;/em&gt;, no ingresso nas universidades públicas, nas condições de educação e saúde de todos etc. No meu modesto opinar, quem tem menos precisa ter condições de competir, sim. Só são contrários a isso aqueles que a vida inteira foram beneficiados por esse estado de coisas desigual que vivemos, no mundo que “optou” por um neoliberalismo macabro e diabólico.&lt;br /&gt;Preterindo a &lt;em&gt;liberdade&lt;/em&gt; e buscando uma &lt;em&gt;igualdade&lt;/em&gt; de condições, conseguir-se-á o que Marx apregoava outrora; cada um oferecerá conforme a sua capacidade e receberá consoante a sua necessidade. Pode estar fora de moda e parecer muito utópico, mas, não se poderia dizer que a FIA está quase conseguindo “ressuscitar” o velho barbudo?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-5667660983396375254?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/5667660983396375254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=5667660983396375254' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5667660983396375254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5667660983396375254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/06/teoria-de-karl-marx-e-formula-1.html' title='“Um pensamento de Karl Marx e a atual Fórmula 1”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8304890513418750480</id><published>2009-05-16T12:01:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T16:31:33.260-07:00</updated><title type='text'>“A crise e a gripe midiaticamente inventadas”</title><content type='html'>Há pouco mais de seis meses estourou a &lt;em&gt;bolha&lt;/em&gt; de uma crise econômica comparada à que apavorou o mundo a partir do final dos anos 1920. A quebra da principal bolsa de valores dos Estados Unidos da América do Norte, em 1929, foi relembrada e uma nova onda de pavor tomou conta dos cidadãos de muitas nações do planeta.&lt;br /&gt;Poucos meses depois dessa péssima notícia, uma gripe, surgida no México, começa também a apavorar as nações, de forma a fazer com que quase nos esqueçamos da tal crise econômica semelhante àquela que tragicamente marcou os anos 1930.&lt;br /&gt;A intenção não é transformar o presente texto numa “teoria da conspiração”, mas ajudar na reflexão de alguns acontecimentos que têm ganhado foco nos meios de comunicação de massa, em detrimento de outros que, pelo que podemos entender, não estão mais tão “na moda” assim.&lt;br /&gt;A tese aqui defendida não diz respeito à negação da existência de uma grave crise no sistema econômico mundial, nem tampouco à ignorância da presença de uma gripe que tem de fato uma força que deve preocupar aos órgãos gestores ligados à saúde. Todavia, é importante focar outros elementos e pensar acerca das motivações primeiras de várias das informações que nos visitam dia após dia, sem aquilo que quero chamar de “filtro crítico”.&lt;br /&gt;A crise no sistema financeiro, sabido é, colocou muitos grandes investidores num patamar antes não pensado, gerando “novos pobres”. Fábricas fecharam, bancos quebraram - juntamente com agências que tinham a incumbência de prever os riscos de uma crise! - e uma onda de demissões em massa tomou conta das empresas estadunidenses e de outras, em várias partes desse planeta interconectado. No campo das bolsas de valores, as ações de vários segmentos foram praticamente à bancarrota, incluam-se aí as dos grandes laboratórios farmacêuticos.&lt;br /&gt;Quando a crise chegou ao Brasil, várias empresas começaram a acreditar em sua força e demitiram aos borbotões. Grandes fábricas de automóveis fecharam imediatamente postos de trabalho, demitindo efetivos e temporários, sem análise crítica prévia, e justificando tais atos como “ordens da matriz, pois a crise é sem precedentes”. Porém, dois meses depois faltou carro no mercado e foi necessário recontratar pessoal! A crise era crise, mas não era &lt;em&gt;crise&lt;/em&gt;. Parecia até que poderia ser mesmo chamada de uma “marolinha”. A ideia da crise, ao fim e ao cabo, não havia colado em terras &lt;em&gt;tupiniquins&lt;/em&gt;. Pelo menos não como queriam os meios de comunicação.&lt;br /&gt;A gripe suína, por seu turno, não é algo de responsabilidade mexicana, mas de grandes companhias alimentícias estadunidenses que, seguindo a praxe do capitalismo tardio, transferiu a &lt;em&gt;parte suja&lt;/em&gt; do movimento para a &lt;em&gt;periferia do capital&lt;/em&gt;, recebendo apenas os lucros da empreitada. A doença e os riscos todos ficam mesmo com o México, fortalecendo a lógica capitalista selvagem da &lt;em&gt;precarização das condições de trabalho&lt;/em&gt; na periferia do processo, para favorecer a manutenção dos ganhos, que são direcionados para o financiamento dos custos sociais apenas nos países centrais dessa lógica maquiavélica de mercado. Só que as pessoas viajam, é claro. E os mexicanos viajaram. E quem esteve pelo México também teria de voltar para casa.&lt;br /&gt;Parece coincidência, mas ao mesmo tempo em que os noticiários fazem grande alarde sobre os oito casos (já tratados!) da tal gripe no Brasil, os grandes laboratórios têm suas ações nas bolsas catapultadas às nuvens. A crise, para alguns, começa, pois, a se &lt;em&gt;resolver&lt;/em&gt;. Bastou &lt;em&gt;inventar&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;convencer&lt;/em&gt; com aquilo que quero chamar de uma “boa doença”. Grande e sinistra ideia.&lt;br /&gt;O grande problema é que, ao mesmo tempo, 40 casos de morte por dengue, somente no estado da Bahia, não conseguiram chamar a atenção, como foi possível com os oito casos já medicados e solucionados da tal “gripe do porco”.&lt;br /&gt;No final das contas, só posso dizer: a crise econômica chegou aqui, sim, mas, por causa do descaso das nossas autoridades, morreu logo na chegada, ainda na Bahia. E, é claro, de dengue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8304890513418750480?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8304890513418750480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8304890513418750480' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8304890513418750480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8304890513418750480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/05/crise-e-gripe-midiaticamente-inventadas.html' title='“A crise e a gripe midiaticamente inventadas”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2580014842448277817</id><published>2009-05-05T06:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T09:56:33.048-07:00</updated><title type='text'>"Instalações poéticas"</title><content type='html'>&lt;em&gt;Bonitinha on the rocks&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude de ir ao cinema é contratempo, quase sempre um problema&lt;br /&gt;Adolescente enche o saco e rouba o tempo que você não tem&lt;br /&gt;Mas à tarde, até que vale a pena, sobretudo se do lado tem pequena&lt;br /&gt;Olho pra tela, olho pra ela, e é amável esse vai-vem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim que aparece o motivo da prece&lt;br /&gt;Trocam telefone, melhor se conhecem&lt;br /&gt;Essa mulher já leu de tudo e isso eu nunca vi&lt;br /&gt;É fonte de inspiração, toque no coração&lt;br /&gt;Nova promessa, vida em comunhão&lt;br /&gt;Sem elogios, pra vaidade da cabeça dela não subir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficando dias sem ligar; inventou “fui viajar”, um recadinho só pra consolar&lt;br /&gt;Mas de otário, eu lhe garanto, a bonitinha não me vai fazer&lt;br /&gt;Não disputo em relação, também não brigo, não&lt;br /&gt;Mas impropérios lançarei em sua direção&lt;br /&gt;Não quero amor, agora é ódio; saca só, aqui vai seu cachê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A verdade é que a gente não te quer&lt;br /&gt;Não vem iludindo, com esse jeito de mulher&lt;br /&gt;Fiz faculdade e pra grupo, como otário, não me levas, não&lt;br /&gt;Pois, malandro é malandro e mané é mané&lt;br /&gt;Pra seu governo, eu vim lá de São José *&lt;br /&gt;E vendo Kubrick** aprendi como fugir dessa situação&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Você pensa que sabe tudo, então&lt;br /&gt;Eu vou provar que tudo isso é ilusão&lt;br /&gt;Já leu o Poe, os &lt;em&gt;Beatnicks&lt;/em&gt;, Ettore Scola no cinema vê&lt;br /&gt;Mas isso tudo não emociona a mim&lt;br /&gt;Verborragia de intelecto sem fim&lt;br /&gt;Não valorizo e quase sempre eu escarro&lt;br /&gt;Só pra me entreter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim é que eu sigo; que eu paro, que eu brigo&lt;br /&gt;Mesmo desprovido, não temo o perigo&lt;br /&gt;Me moldo pra um dia eu ter um real valor&lt;br /&gt;“Mas se isso não te interessa, pra quê tanta pressa?&lt;br /&gt;Não enxergue em mim uma nova promessa&lt;br /&gt;Namore com outra, ou com outro, seja o que for”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil tudo é assim; não sobrou nada pra mim&lt;br /&gt;É ditadura do PU***, televisão do início ao fim&lt;br /&gt;Nas bibliotecas já tem teia de aranha para o &lt;em&gt;Guinness Book&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não há canção que dê mais jeito; não surtem mais efeito&lt;br /&gt;Autoridade indiferente, gente chula, novo pleito&lt;br /&gt;Até o dia em que deixar de ser Brasil esse país do truque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E a verdade é que a gente não te quer&lt;br /&gt;Não vem iludindo, com esse jeito de mulher&lt;br /&gt;Fiz faculdade e pra grupo, como otário, não me levas, não&lt;br /&gt;Pois, malandro é malandro e mané é mané&lt;br /&gt;Pra seu governo, eu vim lá de São José&lt;br /&gt;E vendo Kubrick aprendi como fugir dessa situação&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Você pega o carro do papai&lt;br /&gt;Não interessa, você não diz pra onde vai&lt;br /&gt;“Vidro fumê, não uso cinto e a 200 ninguém vai pegar&lt;br /&gt;E, se pega, não dá complicação&lt;br /&gt;Tenho direito de andar na contramão&lt;br /&gt;Papai juiz, manda chofer, três empregados só pra me livrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim que tem de ser, não sei se vou crescer&lt;br /&gt;Não enche o saco, não se mete; essa vida não é pra você&lt;br /&gt;Fica na sua e desse jeito eu sei que o bicho não lhe vai pegar&lt;br /&gt;Quando o cara é vacilão, não anda comigo, não&lt;br /&gt;Fica pra trás e eu sigo logo, mudando de direção&lt;br /&gt;Ouvindo Zeppelin, com um &lt;em&gt;beck&lt;/em&gt; bem daqueles, só pra relaxar”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas a verdade é que a gente não te quer&lt;br /&gt;Não vem iludindo, com esse jeito de mulher&lt;br /&gt;Fiz faculdade e pra grupo, como otário, não me levas, não&lt;br /&gt;Pois, malandro é malandro e mané é mané&lt;br /&gt;Pra seu governo, eu vim lá de São José&lt;br /&gt;E vendo Kubrick aprendi como fugir dessa situação&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, cidade de minha infância e adolescência.&lt;br /&gt;** Stanley Kubrick, genial cineasta estadunidense.&lt;br /&gt;*** Pensamento único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Instalação poética&lt;/em&gt; composta em homenagem a Flávia Paes Barreto, uma amiga muito inteligente, produtora cultural, que sumiu e nunca mais deu as caras. Essa é a história, &lt;em&gt;poetizada&lt;/em&gt;, de como nos conhecemos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2580014842448277817?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2580014842448277817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2580014842448277817' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2580014842448277817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2580014842448277817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/05/instalacoes-poeticas.html' title='&quot;Instalações poéticas&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2329247315641687199</id><published>2009-04-20T10:28:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T17:06:54.274-07:00</updated><title type='text'>“Uma década de tiros em Columbine”</title><content type='html'>Há exatos dez anos, no dia 20 de abril de 1999, na Escola Columbine, em Litleton (Colorado), dois adolescentes fortemente armados de pistolas, rifles e muita munição mataram doze colegas e mais uma professora, dando, em seguida, cabo de suas próprias vidas. O cineasta estadunidense Michael Moore fez um excelente filme-documentário a respeito do massacre que chocou o mundo, marcando tristemente aquele abril sangrento.&lt;br /&gt;Ao contrário do que quis outro fantástico diretor de cinema, o também estadunidense Gus Van Sant, com o maravilhoso “Elefante”, também sobre o mesmo massacre de Columbine, esse texto não pretende tratar da questão psicológica dos garotos assassinos, mas discutir a (in)segurança nossa de todos os dias e o porte extremamente facilidade de armas, nos Estados Unidos, que muitos entendem como solução para episódios como o lembrado aqui. Relembrar, já no título desse texto, a película “Tiros em Columbine”, de Moore, não é, pois, um expediente gratuito.&lt;br /&gt;De lá para cá, vinte e oito novos massacres aconteceram nos EUA e a discussão que nos dias atuais se coloca é sobre &lt;em&gt;a quem interessa o debate sobre o porte de armas&lt;/em&gt;. Fora os dois maravilhosos filmes – obrigatórios nas boas aulas de Sociologia – uma reflexão acerca do tema se faz extremamente pertinente.&lt;br /&gt;O discurso, do qual faço parte, de que &lt;em&gt;violência gera violência&lt;/em&gt; parece não fazer a cabeça de um sem número de cidadãos dos Estados Unidos, que se acham detentores de um &lt;em&gt;direito divino&lt;/em&gt; (você não leu errado, eu disse &lt;em&gt;divino&lt;/em&gt;!) de possuir uma arma de fogo e se “proteger”.&lt;br /&gt;Larry Pratt, diretor da &lt;em&gt;Gun Owners of America&lt;/em&gt; (Donos de Armas da América, em inglês), organização fundada em 1975 para defender o direito dos estadunidenses de adquirir e portar armas defende: “&lt;em&gt;Nos EUA, nós temos a Segunda Emenda, que protege nosso direito, dado por Deus, de nos proteger com uma arma de fogo. Historicamente, a posse de arma de fogo foi exigida de todo homem livre, em todo nosso período colonial. Por 150 anos, na América, sob a Coroa Britânica, tivemos leis segundo as quais, se você era um homem livre, tinha que possuir um rifle e ir a uma milícia praticar. Quando a Constituição foi escrita, era isso que ela dizia. Que todos os indivíduos têm direito a rifles militares ou eles seriam multados. Havia punições para quem não tivesse armas&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Justificando uma saída para os vinte e oito massacres desde Columbine, Pratt diz que “&lt;em&gt;se alguém tivesse uma arma nesses locais, não haveria massacre, pois era só atirar e matar o possível assassino, antes que ele o fizesse com outros (...) violência resolve problemas&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;É sabido que a indústria de armamentos é extremamente lucrativa e não vai deixar de se impor num debate como esse. Todavia, é preciso concentrar esforços nos &lt;em&gt;argumentos&lt;/em&gt; de cada lado, uma vez que, &lt;em&gt;se Deus está do lado de lá, nós já perdemos do lado de cá&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Porém, é bom que saibamos que o conceito de &lt;em&gt;liberdade&lt;/em&gt;, por mais amplo que possa parecer, não diz respeito a poder se armar, mas justamente não precisar de tal postura para se sentir seguro e liberto. Se a Constituição estadunidense defende &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt; a liberdade de outro modo, é preciso que uma revisão conceitual se dê, pois os tempos e as mentalidades mudaram. Tanto assim é, que ninguém vai ser multado hoje por não ter um rifle!&lt;br /&gt;Para serem mais honestos, pois, os defensores do &lt;em&gt;argumento armado&lt;/em&gt; deveriam, pelo menos, mudar a argumentação, afinal, o que está em jogo não é o construto &lt;em&gt;liberdade&lt;/em&gt;, mas a ganância da maior e mais lucrativa indústria do mundo capitalista. Quanto ao próximo massacre, que infelizmente virá logo, seguindo-se as estatísticas, eles que se virem por lá. Até porque, já temos muita corrupção, miséria, Daniel Dantas, José e Roseana Sarney, Fernando Collor e Gilmar Mendes para nos preocupar por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2329247315641687199?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2329247315641687199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2329247315641687199' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2329247315641687199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2329247315641687199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/04/uma-decada-de-tiros-em-columbine.html' title='“Uma década de tiros em Columbine”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-5814102815928311764</id><published>2009-04-14T07:07:00.000-07:00</published><updated>2010-09-05T15:10:30.739-07:00</updated><title type='text'>“O novo império de Adriano na favela”</title><content type='html'>É difícil entender como uma pessoa que alcançou tudo na vida, morando em Milão e tendo todo o dinheiro e vantagens que um europeu bem sucedido possui, poderia trocar tudo isso por uma vida simples, andando de bermuda e descalço numa favela carioca.&lt;br /&gt;Parece não ter a menor coerência a decisão do jogador de futebol Adriano, ídolo da Inter de Milão e da seleção brasileira, de “parar por tempo indeterminado”, por pura falta de motivação e por estar vivendo &lt;em&gt;uma vida que não é a sua&lt;/em&gt;. Na cabeça de todos os que somos frutos de uma sociedade capitalista, que preza mais pelo &lt;em&gt;ter&lt;/em&gt; do que pelo &lt;em&gt;ser&lt;/em&gt;, isso é “coisa de maluco”. Todavia, não é tanta maluquice assim o que o jovem jogador apregoa para si.&lt;br /&gt;O francês Émile Durkheim, um dos pais da Sociologia, cunhou o conceito de &lt;em&gt;anomia&lt;/em&gt;. Anomia é o estado em que uma pessoa fica quando dos momentos de perda de referenciais; perda das regras sociais que o faziam sentir-se &lt;em&gt;pertencente&lt;/em&gt; a um determinado grupo, concordando com este em suas práticas sociais. A anomia é, pensando na etimologia da palavra, a falta do &lt;em&gt;nomos&lt;/em&gt; – palavra grega que pode ser traduzida por &lt;em&gt;normas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;regras&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;referências&lt;/em&gt; – uma vez que a partícula “a”, que vem jungida no início, tem a função de expressar negação. O indivíduo anômico é aquele que perdeu tais referenciais, portanto. Isso não é raro de acontecer com crianças, quando dos momentos de separação conjugal dos pais, por exemplo.&lt;br /&gt;Adriano disse que saiu muito cedo do Brasil. Foi “retirado”, pois, daquilo que &lt;em&gt;fazia sentido&lt;/em&gt; para ele. Foi “separado” de um grupo com o qual concordava desde sempre e enviado a um país onde a visão de mundo é completamente diferente. Entrou em contato com o &lt;em&gt;estranho&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Perder “de forma proposital” tudo o que conquistou, em termos materiais, seria para muitos, um “suicídio econômico” da parte do jovem e ainda promissor jogador, e foi justamente numa obra chamada &lt;em&gt;O suicídio&lt;/em&gt; que Durkheim conceituou estados psíquicos parecidos com esse que agora estamos tentando pensar.&lt;br /&gt;Lançando mão de recursos estatísticos, o sociólogo francês percebeu que a taxa de suicídios na Europa do século XIX era muito maior entre pessoas solteiras, protestantes e não pertencentes a um grupo social determinado por regras fortes. Assim, chegou à conclusão de que a igreja católica romana, por ter regras bem determinadas de controle social, fazia com que o&lt;em&gt; sentimento de pertença &lt;/em&gt;fosse mais forte do que no movimento protestante daquele momento, onde se apregoava justamente uma &lt;em&gt;liberdade absoluta&lt;/em&gt; em relação ao antigo e dominador clero da cúria romana. O vínculo, ou a falta dele, em outras instituições sociais como a família, o serviço militar ou os clubes sociais de interesse também foram pensados como detentores de uma capacidade de gerar ou não anomia nos indivíduos.&lt;br /&gt;Voltando à atitude do jogador, que é nosso &lt;em&gt;objeto&lt;/em&gt; &lt;em&gt;de análise&lt;/em&gt;, podemos pensar que o “suicídio” de Adriano – o &lt;em&gt;econômico&lt;/em&gt;, claro, pois ele está, graças a Deus, vivo – nada mais faz do que corroborar a tese de Durkheim, uma vez que o jogador diz que “perdeu todas as certezas que tinha na vida”. Segundo suas próprias palavras: “a única certeza que sobra é a de que não deixarei de estar todos os dias na favela, andando de bermudas e soltando pipas descalço”.&lt;br /&gt;Adriano é solteiro, pelo que consta não faz parte de nenhum grupo religioso ou clube social de interesse, acaba de perder um relacionamento no qual estava emocionalmente muito envolvido e tinha como único grupo social um clube num país distante e com pessoas de &lt;em&gt;cosmovisão&lt;/em&gt; completamente diferente dos sonhos de um menino apaixonado por pipas e bailes &lt;em&gt;funk&lt;/em&gt; de favelas. O argumento de Durkheim, portanto, se justifica e ajuda a explicar o evento.&lt;br /&gt;E é por isso que não se deve ficar indignado, mas, ao contrário, respeitar atitudes como a do jogador brasileiro. Mais do que nunca, é hora de dizer, e sem demagogia: viva Durkheim e viva Adriano, o imperador da favela da Vila Cruzeiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-5814102815928311764?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/5814102815928311764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=5814102815928311764' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5814102815928311764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5814102815928311764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/04/o-novo-imperio-de-adriano-na-favela.html' title='“O novo império de Adriano na favela”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8602706840896950805</id><published>2009-04-04T18:02:00.000-07:00</published><updated>2009-04-04T18:13:04.618-07:00</updated><title type='text'>"Instalações poéticas"</title><content type='html'>&lt;em&gt;Tempo de descobertas&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Tempo de descobertas&lt;br /&gt;O tempo. As descobertas&lt;br /&gt;As descobertas do tempo&lt;br /&gt;As descobertas no tempo&lt;br /&gt;O tempo descoberto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, se descobre&lt;br /&gt;E descobre-se no tempo&lt;br /&gt;De tempos em tempos...&lt;br /&gt;De descoberta em descoberta...&lt;br /&gt;Pode-se descobrir as descobertas dos outros!&lt;br /&gt;O que os descobridores descobriram!&lt;br /&gt;O que estava coberto; encoberto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, descobrindo-se, mostra-se em tempo&lt;br /&gt;Pois, a tempo, tira-se a cobertura&lt;br /&gt;Ainda em tempo, descobre-se-lhe&lt;br /&gt;E tira-se o que encobria; a máscara&lt;br /&gt;E mostra-se, permitindo descobrir-se&lt;br /&gt;Num tempo onde nada fica encoberto&lt;br /&gt;Descubra-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Instalação poética&lt;/em&gt; escrita em homenagem aos 101 anos do Colégio Batista Shepard, no Rio de Janeiro, onde sou professor de Filosofia e Sociologia. O tema geral do Colégio Batista para 2009 é &lt;em&gt;Tempo de descobertas&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8602706840896950805?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8602706840896950805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8602706840896950805' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8602706840896950805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8602706840896950805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/04/instalacoes-poeticas.html' title='&quot;Instalações poéticas&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-401846393187874227</id><published>2009-03-16T07:57:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T05:06:27.361-07:00</updated><title type='text'>“Estupro, aborto e excomunhão católica”</title><content type='html'>“&lt;em&gt;E então, pastor, qual é a sua posição?&lt;/em&gt;”. Essa é a frase que está a me martelar os ouvidos, a mente e o coração nos dias últimos. As pessoas, de dentro e de fora da igreja, querem saber o que um líder religioso protestante pensa acerca do episódio da menina pernambucana, estuprada pelo padrasto no sertão católico brasileiro. Li muitos escritos a respeito e decidi, depois de muito esforço emocional (aqui o esforço intelectual não conta), dizer o que penso de tudo isso. Talvez eu seja excomungado.&lt;br /&gt;“Se há aborto, sou contra”. Poderia ser essa a minha frase-resposta. Mas não é. Depois de muito tempo e muita reflexão acerca da temática, tenho de dizer que não sou mais o mesmo. Sim, no caso da menina pernambucana, estuprada pelo padrasto, e engravidada de gêmeos aos 9 anos de idade, eu sou favorável ao aborto. O pastor é a favor. Pronto, falei.&lt;br /&gt;Depois do episódio pior, o estupro, seguiu-se a posição médica, o aborto necessário para preservar a vida da menina. Depois veio o imbróglio; o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, declarou que os que estivessem envolvidos na interrupção da gravidez da menina (a mãe, os médicos, os enfermeiros) fossem excomungados. Mas o padrasto-estuprador, não, pois teria cometido um crime “mais leve”. Para o bispo, é essa a “lei de Deus” e pronto.&lt;br /&gt;Mas, lhes digo, Deus e igreja são coisas bastante diferentes. Deus e dogma são coisas até antagônicas, diria esse jovem pastor, à porta da excomunhão. Mas você me perguntaria: “O bispo errou?”. Não; segundo o pensamento católico ele está &lt;em&gt;dentro da normalidade&lt;/em&gt;. Dentro do &lt;em&gt;pensamento dogmático católico&lt;/em&gt;, deixemos claro. Assim, o arcebispo de Olinda e Recife não cometeu nenhum disparate, apenas obedeceu ao Código Penal do Direito Canônico: o cânon 1398 prescreve a excomunhão automática em caso de abortamento. Mas a sociedade brasileira, ainda que de maioria católica, estarreceu-se. E todo mundo gritou um tanto.&lt;br /&gt;Para Gilberto Dimenstein, do jornal &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;, a excomunhão da mãe é pior, no sertão nordestino, do que o próprio estupro (a CNBB voltou atrás, dias depois, e isentou a mãe do veredicto). Para o médico Dráuzio Varella é uma questão mais política do que qualquer outra coisa, pois “&lt;em&gt;Os políticos não ousam afrontar a igreja. O poder dos religiosos não é consequência do conforto espiritual oferecido a seus rebanhos nem de filosofias transcendentais sobre os desígnios do céu e da terra, ele deriva da coação exercida sobre os políticos. Quando a igreja condena a camisinha, o aborto, a pílula, as pesquisas com células-tronco ou o divórcio, não se limita a aconselhar os católicos a segui-la, instituição autoritária que é, mobiliza sua força política desproporcional para impor proibições a todos nós&lt;/em&gt;”. O presidente Lula fez coro com Varella, mas o bispo o calou, dizendo que “ele é um católico &lt;em&gt;mais ou menos&lt;/em&gt; e não entende nada de Teologia; precisa freqüentar as cadeiras teológicas ou pedir consultoria a um especialista”. Sou teólogo; um "especialista" e, por isso, digo: o presidente não precisa se tornar teólogo, pois não se trata de Teologia, mas de &lt;em&gt;dogmatismo católico-romano&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Sim, a Bíblia diz que &lt;em&gt;Deus já nos conhecia substância ainda informe no ventre de nossa mãe&lt;/em&gt;. Sim, o meu Livro Sagrado defende o “não matarás”. Sim, a Palavra de Deus entende como gente o &lt;em&gt;zigoto&lt;/em&gt; que ainda não tem formação. Mas as Escrituras Sagradas não podem, e não devem, ser lidas sem uma prévia compreensão do seu contexto. Não podem ser acessadas sem uma árdua busca exegética (pelo menos não para a construção de dogmas). Se assim não for, deveremos voltar a contabilizar as mulheres como animais, pois a personalização da mulher foi tema ulterior (para mim, um &lt;em&gt;tema paulino&lt;/em&gt;, após gestos jesuânicos, mas isso não vem ao caso nesse momento).&lt;br /&gt;Pelo viés artístico, o poeta paraibano de cordel, radicado em Brasília, Miguezim da Princesa, escreveu o melhor texto que li até agora sobre a temática. Vale a pena dar uma procurada na &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; e conferir “A excomunhão da vítima”.&lt;br /&gt;Eu, por meu lado, digo que os avanços do Concílio Vaticano II, quando se foi possível estabelecer mais diálogo acerca das temáticas que nos rodeiam, inserindo o pensamento das mais variadas correntes religiosas em edificantes debates, estão sendo derrubados por um conjunto de bispos ávidos por um “retorno às trevas”. Joseph Ratzinger, o Bento XVI, é o líder dessa “volta dos que não foram”. Infelizmente, um retrógrado.&lt;br /&gt;Mesmo sendo excomungado também, não consigo pensar como a igreja católica, no caso dessa criança de 9 anos de idade. Estuprada pelo padrasto, grávida de gêmeos e sem pernas para suportar o peso, sem ventre para segurar a força mortífera dos meses finais da gestação (nesse caso, certamente seriam meses mortíferos), e sem cabeça para conviver com tal evento-fantasmagórico a lhe assombrar os sonhos e a vida. Penso que um bom trabalho psicológico deve ser feito agora e que o aborto, nesse caso, foi um acerto.&lt;br /&gt;De resto, é orar pela menina, pela mãe, pelos médicos, pelo padrasto (uma mente bastante enferma e carente) e, principalmente, pela igreja e pelo bispo. Afinal, eles são os responsáveis pela polvorosa que nos estuprou, engravidou e nos fez abortar, permitindo-nos dar à luz textos como esse que vos incomoda os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-401846393187874227?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/401846393187874227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=401846393187874227' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/401846393187874227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/401846393187874227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/03/estupro-aborto-e-excomunhao-catolica.html' title='“Estupro, aborto e excomunhão católica”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8685128310318136341</id><published>2009-03-11T08:36:00.000-07:00</published><updated>2009-03-13T08:47:35.684-07:00</updated><title type='text'>“Caminhos da espiritualidade”</title><content type='html'>No evangelho de Lucas, um episódio curioso toma a parte dos versículos de 36 a 50, do capítulo 7. Trata-se de um convite feito por um fariseu chamado Simão para que Jesus fosse à sua casa para uma refeição e um momento agradável entre pessoas amigas.&lt;br /&gt;O texto diz que, estando eles à mesa, apareceu uma mulher “de má fama” e começou a lavar os pés de Jesus com um perfume muito caro e a chorar, enxugando os pés do mestre com os próprios cabelos. O detalhe do texto nos faz perceber que essa mulher se achega por trás e nem se deixa ver ao certo, pois já chega se curvando e ungindo Jesus.&lt;br /&gt;O fariseu, ao ver esse ato, pensa consigo; “se esse homem fosse realmente um profeta, saberia quem é essa mulher e a fama que ela tem pela redondeza”. Jesus percebe o olhar daquele homem e pergunta: &lt;em&gt;“Simão, quando uma pessoa deve 50 dinheiros e outra, 500, sendo as duas perdoadas pelo credor, qual será a mais grata?”&lt;/em&gt;. O fariseu responde que seria “aquela que devia mais”, e Jesus o aprova na resposta. Ao olhar para a mulher, o mestre completa: &lt;em&gt;“Está vendo essa mulher? Desde que cheguei ela não cansa de molhar meus pés com as próprias lágrimas e a enxuga-los com seus cabelos, mas você não me ofereceu nem água para lavar os pés &lt;/em&gt;(era tradição oferecer água para lavagem dos pés aos convidados, uma vez que se andava de sandálias por ruas de terra). &lt;em&gt;Você não me ungiu a cabeça com óleo perfumado&lt;/em&gt; (tradição dos ricos para com seus convidados ilustres)&lt;em&gt; e ela gastou seu perfume nos meus pés&lt;/em&gt; (mostrando que ela se propunha a gastar até mesmo nos pés o que era para a cabeça!). &lt;em&gt;Você não me beijou ao entrar&lt;/em&gt; (outra tradição para com convidados ao momento de maior intimidade que um judeu pode oferecer – chamar para uma refeição)&lt;em&gt;, mas ela não cansa de beijar os meus pés, depois de os enxugar de suas lágrimas sinceras de arrependimento por sua vida. Para quem foi muito perdoado, Simão, é normal mostrar mais amor, por isso essa mulher teve todos os pecados perdoados, uma vez que mostra que sabe amar sinceramente uma pessoa”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Em dias como os de hoje, onde se tem “muita intimidade” com Jesus, chamando-o das maneiras mais variadas; em que se ouve CDs gospel aos borbotões; em que se tem simpatia pelo movimento evangélico ou se vai vez por outra a um culto, é natural vermos pessoas que têm “grande intimidade” com Jesus, mas que &lt;em&gt;não o conhecem&lt;/em&gt; de fato. Essa era a situação de Simão; convidou o mestre para o momento de maior intimidade na vida de um judeu, mas não sabia nem se o convidado era profeta ou não! Nem conhecia de fato quem estava se achegando à sua mesa.&lt;br /&gt;Tinha intimidade – ou a provocava – com alguém que não se deu ao luxo de saber quem realmente era, ao fim e ao cabo. Penso, por tudo isso, que ser “íntimo” das coisas de Deus, não faz de alguém verdadeiramente conhecedor do mesmo.&lt;br /&gt;Os atos esquecidos por Simão foram os mais básicos de uma relação de proximidade: água para os pés, beijo de boas-vindas e perfume para mostrar honra. É muito natural vermos pessoas que têm Jesus como algo muito precioso, mas que se esquecem dos atos mais básicos de uma verdadeira espiritualidade. Vemos crentes praticamente “voando” nos cultos pseudo-evangélicos, mas os vemos fechando os vidros de seus carrões, para não ter de dividir a “bênção que Deus deu” com os mais “pobres e sujos” da igreja. Mas a prova da salvação está justamente nisso; na capacidade de exercitar fé e de amar, lembrando dos atos mais básicos que uma verdadeira espiritualidade oferece.&lt;br /&gt;O texto diz que a fé salvou a mulher de má fama. A independer de sua vida, aquela mulher conhecia Jesus e por isso fez o que fez. Não faria se não tivesse a absoluta certeza de que se derramava diante de um profeta. Ou melhor, &lt;em&gt;do&lt;/em&gt; profeta; aquele que pode perdoar a salvar.&lt;br /&gt;E é por isso que digo sempre; não é difícil saber se alguém é salvo. Basta ver a capacidade de exercitar fé e de amar; quem, com fé, ama muito, foi muito perdoado e, por fim, salvo. Quem não exercita fé e ama pouco, foi pouco perdoado e não foi salvo. Simples assim. Você foi salvo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8685128310318136341?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8685128310318136341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8685128310318136341' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8685128310318136341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8685128310318136341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/03/caminhos-da-espiritualidade.html' title='“Caminhos da espiritualidade”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2173407554912082488</id><published>2009-02-13T02:38:00.000-08:00</published><updated>2009-02-14T10:32:29.914-08:00</updated><title type='text'>"Quem vai prender o Gilmar Mendes?"</title><content type='html'>Uma das melhores leituras dos últimos dias foi a entrevista dada pelo delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz à sempre excelente revista &lt;em&gt;Caros Amigos&lt;/em&gt; (edição de dezembro de 2008). Sempre indico essa revista aos meus alunos, dizendo que ela é “uma ótima opção para saber mais e ficar mais triste”. O conhecimento das coisas dessa nossa história traz sempre consigo uma boa dose de tristeza. É uma &lt;em&gt;escolha de Sophia&lt;/em&gt; essa de saber e se entristecer, ou se alienar, conseguindo assim ser menos triste. É uma sinuca de bico mesmo.&lt;br /&gt;O delegado Protógenes é um daqueles homens raros hoje em dia. Daqueles que parecem ter lido a &lt;em&gt;Bíblia Sagrada&lt;/em&gt; e entendido o que é agradar a Deus, refutando a corrupção.&lt;br /&gt;Acreditando em coisas que podem não ser mais valiosas hoje em dia, Queiroz deixou a função de advogado, com a qual estava já ganhando um bom dinheiro, e fez concurso para a Polícia Federal, visando trabalhar em um campo deveras minado; investigar caixa-dois, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e uma série enorme de outros “crimes de colarinho branco”.&lt;br /&gt;Começando pelo Acre, e dando de frente com o ex-deputado Hildebrando Pascoal (o do massacre da serra elétrica, lembra?), e chegando aos criminosos chamados “peixes grandes” no sul e sudeste do país, Protógenes Queiroz investiu numa busca inédita.&lt;br /&gt;O delegado prendeu nada menos do que o contrabandista Law Kim Chong, o Paulo Maluf, o Celso Pitta, o Naji Nahas e muitos outros “acima da lei”, como, finalmente, e com a &lt;em&gt;Operação&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Satiagraha&lt;/em&gt;, o banqueiro Daniel Dantas.&lt;br /&gt;Mas, apesar dessa maravilhosa empreitada em torno de “peixes grandes”, o delegado é que acabou sendo afastado do cargo, acusado de “usar de artifícios ilegais” pelos que defendem o bando acima citado. Protógenes foi afastado do cargo, mas, como descobriram que estava tudo dentro da legalidade, não o puderam expulsar, recolocando-o, numa transferência para um cargo apenas burocrático dentro da PF.&lt;br /&gt;Dentre os mais escabrosos assuntos desse corajoso delegado, aparecem informações que de fato não teriam como não entristecer a qualquer alma viva. A narração do envolvimento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na ratificação da &lt;em&gt;invenção da dívida &lt;/em&gt;externa brasileira, para beneficiar amigos corruptos, foi de arrepiar os pelos dos ouvidos daqueles que ainda são crédulos em alguma coisa nesse país.&lt;br /&gt;Mas o pior mesmo foi saber que o Daniel Dantas não ficará preso por ter vários “tubarões” nas mãos. Isso, sim, assusta e tira o último fio de esperança de que esse país possa um dia dar certo. Tudo porque o Gilmar Mendes (presidente do Supremo Tribunal Federal), aquele que sempre manda soltar o senhor Dantas (e não sabíamos por que razões até dia desses), também está envolvido até o pescoço em atos de corrupção.&lt;br /&gt;Gilmar Mendes nada mais é do que um empresário que faturou entre os anos de 2000 e 2008 a bagatela de 2 milhões e meio de reais em serviços prestados a órgãos federais, sendo que as contratações foram feitas sem licitação! Isso deu na também excelente revista &lt;em&gt;Carta Capital&lt;/em&gt;. O presidente do STF é irmão de Francisco Mendes, o ex-prefeito de Diamantino, cidade próxima a Cuiabá, no Mato Grosso, que ganhou a ajuda do irmão mais velho (o nosso Gilmar) para usar a máquina pública e suas autoridades para a manutenção no poder de uma oligarquia nascida à sombra da ditadura militar. A tal oligarquia Mendes tem, como todas elas, assassinatos e corrupção de toda natureza em seu “currículo”, só que o “mais velho” é simplesmente o presidente do órgão jurídico máximo dessa &lt;em&gt;República de Bruzundangas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Caros Amigos&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Carta Capital&lt;/em&gt; me abriram mais os olhos e contribuíram ainda mais para o entristecimento da vida minha. Mas prefiro assim; ser triste, mas saber. Embora confesse que para uma pergunta não encontrarei resposta jamais: "Quem vai prender o Gilmar Mendes?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2173407554912082488?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2173407554912082488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2173407554912082488' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2173407554912082488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2173407554912082488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/02/quero-ser-protogenes-queiroz-ou-quem.html' title='&quot;Quem vai prender o Gilmar Mendes?&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-7191479527708753909</id><published>2009-01-19T09:42:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T10:46:18.187-08:00</updated><title type='text'>“A crise econômica e um neokeynesianismo possível”</title><content type='html'>A crise econômica que atualmente abala todo o mundo, após ter surgido nos Estados Unidos, está sendo comparada à grande crise surgida em 1929. Guardadas as devidas proporções, elas realmente se identificam. Porém, é preciso diferenciá-las onde isso é evidente e buscar saídas como as que funcionaram na década de 1930.&lt;br /&gt;A grande diferenciação diz respeito à natureza das duas crises. Em 1929, a crise foi por excesso de oferta. A atual crise, começada em 2008, é uma crise de confiança na capacidade de pagamentos, restringindo posteriormente o crédito.&lt;br /&gt;O economista John Maynard Keynes foi o grande pensador da crise naquele contexto depressivo nos anos 1930. Keynes contrariou a &lt;em&gt;Lei de Say&lt;/em&gt; (“a oferta gera a sua própria demanda”), estabelecendo a &lt;em&gt;demanda&lt;/em&gt; como geradora de oferta.&lt;br /&gt;Para corroborar sua tese, Keynes apresentou um fator não levado em consideração até então; a expectativa dos atores econômicos. Por tal pensar, foi possível verificar que as “profecias”, em se tratando de expectativas econômicas, sempre se auto-cumprirão. Desse modo, ao se pensar que a situação será pior no futuro, e se externar tal crença e expectativa, a situação realmente piora, tendo em vista o fato de os demandantes não consumirem o suficiente, gerando com isso um ciclo recessivo, com demissões e menor produção.&lt;br /&gt;A tendência à recessão tomou a todos, mas não atingiu a URSS daqueles anos. Observando isso, Keynes propôs uma intervenção estatal – negando a lógica &lt;em&gt;smithiana&lt;/em&gt; e clássica de mercado onipotente e livre para tudo –, e defendendo que se o Estado interviesse, controlando o mercado e passando a gastar mais, os empresários produziriam para dar conta de tal demanda, admitiriam mais funcionários, voltando esses trabalhadores a consumir, ratificando o que foi chamado de “multiplicador keynesiano".&lt;br /&gt;É sabido por muitos que o Estado interveio, universalizando (estatizando!) muitos serviços e, de fato, tirando os Estados Unidos daquela terrível crise, instituindo posteriormente os que vieram a ser chamados de "anos de ouro".&lt;br /&gt;Porém, tal postura intervencionista - contrária ao liberalismo vigente na época -, com o tempo, mostrou-se também esgotada, pois o Estado ficou "inchado" e "pesado", oferecendo serviços de qualidade cada vez pior, e admitindo também grande margem para a corrupção. Mesmo assim, conseguiu responder positivamente em um momento de grave crise, além de ter possibilitado ganhos para os trabalhadores, através de um corpo de leis trabalhistas bastante relevante e uma política muito importante na área do bem-estar social, conhecida como &lt;em&gt;welfare state&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;No atual sistema econômico, depois de as instituições terem feito e acontecido numa política neoliberal tipo &lt;em&gt;laissez-faire&lt;/em&gt; ("o mercado pode tudo"), que acabou por gerar verdadeiros cassinos irresponsáveis na economia mundial, parece ser a hora de uma nova intervenção estatal séria; um possível &lt;em&gt;neokeynesianismo&lt;/em&gt;. A palavra &lt;em&gt;estatização&lt;/em&gt;, tida como proibida por muito tempo, pois remetia ao "fantasma comunista", parece que voltará à moda com força e apoio. E, é certo, ninguém vai reclamar, pois todo mundo está querendo uma "doaçãozinha" dos governos. Quem diria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-7191479527708753909?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/7191479527708753909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=7191479527708753909' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7191479527708753909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7191479527708753909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/01/crise-econmica-e-um-neokeynesianismo.html' title='“A crise econômica e um neokeynesianismo possível”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-1655318268333177715</id><published>2009-01-09T07:09:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T07:51:16.148-08:00</updated><title type='text'>“Weber e a militarização da sociedade civil”</title><content type='html'>Uma das maiores contribuições de Max Weber à Sociologia diz respeito à análise da militarização da sociedade civil, feita por ele quando da unificação da Alemanha, no final do século XIX. Percebendo a eficiência do exército prussiano – que fora considerado superior aos exércitos francês e britânico em termos de coesão – Weber percebe uma lógica mais rigorosa nas obrigações de cada patente na cadeia de comando.&lt;br /&gt;Esse modelo eficiente de gestão passa a permear a lógica das empresas e instituições da sociedade civil alemã, gerando – em nome da paz, segundo Bismarck – uma sociedade pronta para viver sem grandes conflitos e prevenindo-se da revolução.&lt;br /&gt;A tal lógica militar tinha tudo para ser considerada “dura demais”, porém, Weber notou que ao perceberem que ocupavam uma &lt;em&gt;posição clara e bem estabelecida&lt;/em&gt; na sociedade, dificilmente os trabalhadores se propunham a se revoltar contra o sistema e contra os donos do poder. Como num campo de batalha, esses “soldados” têm de obedecer mesmo sabendo que vão morrer. O &lt;em&gt;pacto social&lt;/em&gt;, tal como no exército, tem de ser absoluto. Às vezes, o superior não tem razão, mas tem de ser obedecido. É a lógica.&lt;br /&gt;O sociólogo Joseph Schumpeter defendeu que esse modelo militarizado dava mesmo lucro, pois cedeu lugar para que os investidores passassem a trabalhar com resultados mais previsíveis em longo prazo, já que não contariam com nenhuma grande insurreição da parte dos trabalhadores. O lucro não ficou para segundo plano, mas cedeu lugar a um &lt;em&gt;cálculo prospectivo&lt;/em&gt;, muito mais lógico em um momento de investimentos em infraestrutura como a construção de ferrovias e de sistemas de transporte urbano.&lt;br /&gt;É claro que podemos pensar “mas onde entra o trabalhador corroborando essa lógica?”. Não é tão difícil aceitar isso, visto que a busca de sindicatos e associações de trabalhadores era a &lt;em&gt;estabilidade dos empregos&lt;/em&gt;, garantindo a &lt;em&gt;posição&lt;/em&gt; dos trabalhadores.&lt;br /&gt;Segundo a análise do sociólogo Richard Sennett, acerca da percepção de Weber; “O trabalhador passa a perceber sua vida como uma narrativa. Tornou-se possível definir como deveriam ser as etapas de uma carreira, relacionando um longo percurso de prestação de serviços numa empresa a passos específicos de acumulação de riquezas”. Enfim, muitos trabalhadores braçais eram então capazes de planejar a construção de suas casas, por exemplo. Em uma análise em economia política, então, Weber sustentava que o exército constitui um modelo mais lógico da modernidade que o próprio mercado!&lt;br /&gt;A busca desenfreada de um emprego público – que fez surgir uma bolha de cursinhos preparatórios extremamente lucrativos em todo o país –, intentando &lt;em&gt;estabilidade&lt;/em&gt; e manutenção de uma &lt;em&gt;posição&lt;/em&gt; é um sintoma dessa lógica militar. A seguir-se esse modelo, continuaremos a ter uma sociedade militarizada e com indivíduos mais preocupados em &lt;em&gt;manter seu posto&lt;/em&gt; e as ordens recebidas, sem nenhuma contestação ao estado de coisas imposto. Instituiremos o &lt;em&gt;primado da voz sem vez&lt;/em&gt;. Seremos a “sociedade militarizada da paz”. Só que da paz sem voz. &lt;em&gt;Mas&lt;/em&gt; &lt;em&gt;paz sem voz não é paz, é medo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-1655318268333177715?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/1655318268333177715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=1655318268333177715' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1655318268333177715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1655318268333177715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2009/01/weber-e-militarizao-da-sociedade-civil.html' title='“Weber e a militarização da sociedade civil”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-6115939913370533380</id><published>2008-12-15T12:22:00.001-08:00</published><updated>2008-12-16T05:42:48.946-08:00</updated><title type='text'>"A Capitu de Luiz Fernando Carvalho"</title><content type='html'>Tinha tudo para ser a obra do ano em termos de teledramaturgia. Tudo parecia impagável e extremamente inovador. A leitura de tão imponente obra machadiana merecia mesmo essa enorme dose de ousadia cênica. A minissérie dirigida por Luiz Fernando Carvalho beirou a perfeição, não chegando lá apenas por pecados muito ínfimos; pequenos momentos de infelicidade para um maravilhoso achado televisivo.&lt;br /&gt;Os pontos positivos felizmente foram em maior número, o que é mesmo muito bom. A aposta em Michel Melamed foi o primeiro grande acerto. A capacidade ímpar de olhar nos olhos – coisa que Melamed sempre fez com maestria em seu programa na Tevê Educativa – fez desse artista uma das escolhas mais acertadas dessa produção de elenco. Melamed conseguiu ser chapliniano e machadiano ao mesmo tempo. O corpo, a voz e o expressionismo impostos pelo ator catapultaram a narração de &lt;em&gt;Dom Casmurro&lt;/em&gt; à condição de antológica. A interpretação de Melamed só foi superada pelo brilhantismo de Antonio Karnewale que, na pele do mordomo José Dias, mostrou que existem atores que a mídia ainda não conseguirá pagar. O trabalho de Karnewale dispensa comentários, pois os adjetivos certamente faltariam. Simplesmente perfeito; disparado, o melhor presente que a minissérie &lt;em&gt;Capitu&lt;/em&gt; nos trouxe. O trabalho de Eliane Giardini, embora muito &lt;em&gt;naturalista&lt;/em&gt; e até "novelístico", não comprometeu o resultado final, ficando com a nota “deu pro gasto”. Fernanda Persiles, a estreante que teve a dura tarefa de interpretar a meninice de Capitolina, conseguiu passar a segurança necessária pedida pelo papel, sendo meiga e dissimulada, como exigia o texto de Machado de Assis. Não seria maldade dizer que a estreante não conseguiu ser ao menos equiparada pela atuação bastante fraca de Maria Fernanda Cândido, substituta na fase adulta da musa do &lt;em&gt;bruxo do Cosme Velho&lt;/em&gt;. A escolha do Escobar, por outro lado, também foi um tiro certeiro, pois Pierre Bartelli conseguiu fazer o mistério do adultério ficar ainda sem qualquer solução, vivendo um misto de anjo e demônio, numa interpretação magistral. A interpretação da meninice de Bentinho não passou também do “dá para o gasto”, sem tampouco comprometer o resultado final da obra de Carvalho.&lt;br /&gt;O restante do elenco, a direção de arte, o figurino, a cenografia e a música-tema de Bentinho e Capitu simplesmente embasbacaram a iniciados e a leigos. Mas o pecado, infelizmente, ainda persegue a obra de arte &lt;em&gt;tupiniquim&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Depois de apostar com muita felicidade em uma espécie de &lt;em&gt;ópera-rock expressionista&lt;/em&gt;, num cenário lúdico, que transportava o telespectador diretamente ao universo machadiano; depois de abusar da inovação, com sombras, luzes e um mar cenográfico de fazer inveja às mais caras produções estadunidenses, Luiz Fernando Carvalho “naturalizou o &lt;em&gt;inaturalizável&lt;/em&gt;”. Não se sabe o porquê, mas a direção optou por mostrar no penúltimo capítulo um Rio de Janeiro contemporâneo, gratuitamente permeado pela música de Marcelo D2. Resolveu também “inovar” colocando &lt;em&gt;headfone&lt;/em&gt; nos ouvidos das personagens em danças de dois séculos atrás. Menos absurdo, mas também desnecessário, foi o telefone celular colocado em cena – o que, porém, não comprometeu tanto, visto que foi nas mãos de um narrador que se quer atemporal. Se essa “naturalização” fosse minimamente cabível, seria sinal claro de que a construção da personagem Prima Justina, feita pela excelente Rita Elmôr, estaria fora do lugar, o que não aconteceu em momento algum.&lt;br /&gt;Com tudo o que foi dito em elogios, essa crítica não merecia ter o parágrafo anterior. Pela beleza e sensibilidade apresentadas por Carvalho em todos os capítulos, tais “delitos” se fizeram demasiado dispensáveis. Não precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-6115939913370533380?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/6115939913370533380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=6115939913370533380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/6115939913370533380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/6115939913370533380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/12/capitu-de-luiz-fernando-carvalho.html' title='&quot;A Capitu de Luiz Fernando Carvalho&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3469168682692540338</id><published>2008-11-05T12:01:00.001-08:00</published><updated>2008-12-16T05:38:23.779-08:00</updated><title type='text'>"Barack Obama: a esperança venceu o medo"</title><content type='html'>Aconteceu o que não parecia possível. Depois de muitos anos de Brasil imitando o que “funcionava” nos Estados Unidos, eis que o povo estadunidense se propôs a imitar a postura &lt;em&gt;tupiniquim&lt;/em&gt;. Não se sabe se os &lt;em&gt;marqueteiros&lt;/em&gt; de lá entraram em contato com os de cá, mas uma mesma frase serviu para que as duas nações suplantassem antigas pré-noções e preconceitos, aceitando o “inaceitável”; um bóia-fria cá e um negro lá, à luz da sentença &lt;em&gt;a esperança venceu o medo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Uma memória minimamente saudável se lembrará que a atriz Regina Duarte apareceu no programa eleitoral gratuito se dizendo “com medo do que poderia acontecer se Luis Inácio Lula da Silva se tornasse presidente da República Federativa do Brasil”. O mesmo terrorismo eleitoral tomou conta dos Estados Unidos, uma vez que por lá surgiram insinuações de que Barack Obama seria “simpatizante de grupos terroristas mundo afora e governaria apenas para vingar o que fizeram aos negros”. Para lá e para cá, portanto, nenhuma frase seria tão forte quanto uma que mostrasse que o medo incutido nas mentes deveria ser vencido pela esperança de real mudança do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Depois de tudo o que aconteceu no governo Lula, com seus números e avanços, é de se esperar uma nova entrevista da referida atriz global. Afinal, a pergunta que não quer calar é: estaria Regina Duarte ainda tomada pelo medo aterrorizante que a acometia? Só a “namoradinha do Brasil” poderia nos responder a tal intrigante questão.&lt;br /&gt;A grande verdade é que não é mais apenas com uma &lt;em&gt;minoria&lt;/em&gt; gritando por revolução que se vai mudar o estado de coisas vigente - embora isso contribua em demasia; o que muda de fato algo na &lt;em&gt;estrutura social&lt;/em&gt; hoje é a concessão que a &lt;em&gt;maioria&lt;/em&gt; está disposta a fazer. Os pobres não conseguiriam eleger Lula sem o apoio dos ricos e dos donos do poder, assim como os negros não conseguiriam eleger Obama sem o apoio dos brancos e dos donos do poder.&lt;br /&gt;A aposta dos donos do poder deu certo por aqui. Pelo menos é assim que pensam 70% da população brasileira, segundo pesquisa do &lt;em&gt;Datafolha&lt;/em&gt;. A esperança é que a aposta dos estadunidenses também seja acertada, pois somos – muito infelizmente – (in)diretamente governados por eles, sendo, por causa dessa mesma lógica, a &lt;em&gt;política da boa vizinhança&lt;/em&gt; fundamental para a seqüência do que de bom nos tem acontecido até aqui.&lt;br /&gt;Sim, somos muito parecidos agora; aceitamos um pobre torneiro mecânico, oriundo do território nordestino, bem distante dos centros do poder. Eles, por sua vez, aceitaram um negro de nome deveras estranho, oriundo do Hawaí, também bem distante dos centros do poder, e até fora do seu território contínuo.&lt;br /&gt;A nossa vantagem em relação a eles é que tivemos apenas de aceitar um &lt;em&gt;da Silva&lt;/em&gt;, o que já conclama a maioria, tendo, por isso mesmo, a facilidade da identificação. Na América de lá a coisa é bem mais complicada; eles têm de aceitar um Barack (nome árabe!) Hussein (sobrenome daquele que foi o inimigo número 1 dos Estados Unidos por anos e anos!) Obama (que rima com Osama, nome do inimigo número 2 dos estadunidenses!). Seria trágico se não fosse cômico, não?&lt;br /&gt;Então, retifico: não temos vantagem. A vantagem volta a ser deles, pois é preciso menos peito para aceitar um Luis Inácio Lula da Silva do que para ser governando por um “queniano” de nome Barack Hussein Obama! &lt;em&gt;Vive la différence!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3469168682692540338?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3469168682692540338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3469168682692540338' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3469168682692540338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3469168682692540338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/11/dia-da-cultura-e-do-cinema-brasileiro.html' title='&quot;Barack Obama: a esperança venceu o medo&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-5346021412213880475</id><published>2008-10-10T15:49:00.000-07:00</published><updated>2009-02-15T07:35:36.657-08:00</updated><title type='text'>"A propósito das eleições, a política como vocação"</title><content type='html'>O período de eleições sempre traz uma série de dúvidas aos que têm a obrigação (ainda é obrigatório!) de escolher apenas um dentre os vários candidatos que, em pouco - ou em nada - se diferenciam uns dos outros. É difícil votar e, sendo isso um dever, eleger alguém torna-se uma tarefa ainda mais hercúlea.&lt;br /&gt;Tomando as eleições municipais no Rio de Janeiro como lugar para essa reflexão, percebe-se que os eleitores têm a opção de votar na "mudança" proposta por Eduardo Paes ou na "mudança" proposta por Fernando Gabeira.&lt;br /&gt;A "mudança" de um intenta dar prosseguimento a uma ordem já instituída (seguir a rota já traçada pelo Cabral Filho no governo estadual). A "mudança" do outro, por sua vez, nada mais faz do que dar prosseguimento à essa mesma ordem instituída, visto que uma aliança entre o PV e o PSDB/DEM não seria pensada - e nem aceita - pelo próprio Gabeira pouquíssimo tempo atrás.&lt;br /&gt;Sendo assim, parece que o povo carioca votará por uma "mudança que não muda nada". Ou muda bem pouco, se optar-se por uma postura mais otimista.&lt;br /&gt;É, pois, chegada a hora de pensar esse fato à luz de pensamentos de outrora. O sociólogo Max Weber, em um dos seus clássicos - &lt;em&gt;A política como vocação&lt;/em&gt; -, propõe o que seria um político e uma política verdadeiramente vocacionados.&lt;br /&gt;Para Weber, o político por vocação seria aquele que vivesse &lt;em&gt;para&lt;/em&gt; a política e não &lt;em&gt;da&lt;/em&gt; política. Um outro critério weberiano para um político por vocação seria o fato de o indivíduo ter &lt;em&gt;cálculo prospectivo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;senso de responsabilidade&lt;/em&gt;. Traduzindo em miúdos, Weber defende que um político por vocação deve tomar suas decisões pensando não apenas em seu mandato, mas em um momento em que não estaria mais nos postos de governo, inclusive responsabilizando-se pelas implicações futuras de seus atos presentes. Além disso, o político deve ter em mente um projeto que consiga ver problemas futuros e, prospectivamente, propor - já no seu mandato - as soluções mais cabíveis.&lt;br /&gt;Portanto, é possível escolher o próximo prefeito do Rio, sem precisar aceitar apenas "promessas de campanha" ou "musiquinhas bonitas" de uma classe artística bem representada. A escolha, se quiser passar pelos critérios weberianos, deve levar em conta os planos de governo, a vida de cada um dos dois candidatos, o que fizeram até aqui, e o &lt;em&gt;fator mentira&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Quando dizem que em pesquisa popular pelas ruas não se encontrou alguém que dissesse que o Gabeira é desonesto, lembro que também não se encontrou alguém que dissesse algo diferente acerca do Paes. Nesse critério, portanto, não os consigo diferenciar. Quanto a viver &lt;em&gt;para&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;da&lt;/em&gt; política, parece-me que ambos vivem dela; novo empate. (Será que é por isso que está tão empatada a fatura?).&lt;br /&gt;As propostas de Fernando Gabeira - mesmo que sem a fundamental clareza acerca de sua execução - parecem mesmo ser &lt;em&gt;prospectivamente calculadas&lt;/em&gt;, uma vez que ele diz que seu projeto "visa preparar o Rio para os próximos 20 anos". As de Eduardo Paes não ficam longe da &lt;em&gt;prospecção &lt;/em&gt;aqui defendida, pois falam de obras que não se poderiam fazer em um ou dois mandatos, tais como uma série de ações que envolvem a participação estadual, como o acordo acerca das novas linhas do metrô.&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;senso de responsabilidade&lt;/em&gt; parece também fazer parte dos dois planos de governo, uma vez que os dois candidatos defendem que poderão ser cobrados no futuro por ações que estão sendo propostas agora.&lt;br /&gt;Defendo que votar no Gabeira é uma boa por um lado; já imaginou, meu caro leitor, que decepção seria um governo ruim para uma classe artística que está colocando sua cabeça a prêmio por uma pessoa que nunca ganhou uma eleição majoritária? Já imaginou como seria encarar a opinião pública após terem defendido uma criatura que não conseguiu entender a diferença entre o legislativo e o executivo? Pouca gente se arriscaria tanto, não é fato? É de se pensar, pois.&lt;br /&gt;O lado ruim desse voto é a aliança que o Gabeira fez com o PSDB. Ele não pode dizer que não haverá "leilão de cargos", pois os cargos já estão comprometidos com a aliança mantenedora do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Votar no Paes é uma boa por um lado; já imaginou, meu caro leitor, que desastre seria para as ambições de Lula - que intenta uma aliança Dilma/PMDB (Cabralzinho?) para sua sucessão em 2010 -, se o governo Paes "pisasse na bola"? O "terceiro mandato" estaria ameaçado, não?&lt;br /&gt;O lado ruim desse voto é saber que, enquanto se louvam o poder das &lt;em&gt;UPAs&lt;/em&gt;, os médicos são, para o mesmo governador que as exalta, "um bando de vagabundos"!&lt;br /&gt;No final das contas, temos razões para votar e não votar nos dois candidatos. Deixei, no entanto, o &lt;em&gt;fator mentira&lt;/em&gt; para o final dessa reflexão. Porém, Max Weber não teorizou nada nesse sentido. É preciso, então, que mandemos os dois candidatos ao &lt;em&gt;Programa Silvio Santos&lt;/em&gt;, para passarem pelo "mentirômetro". Quem conseguir enganar mais a máquina, leva a fatura. Façam as suas apostas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-5346021412213880475?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/5346021412213880475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=5346021412213880475' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5346021412213880475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5346021412213880475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/10/propsito-das-eleies-o-poltico-por-vocao.html' title='&quot;A propósito das eleições, a política como vocação&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2707455695982993527</id><published>2008-09-01T08:16:00.001-07:00</published><updated>2008-09-05T06:38:14.226-07:00</updated><title type='text'>"Da percepção da desigualdade"</title><content type='html'>A partir de um convênio entre o IUPERJ e a FAPERJ, uma relevante pesquisa de opinião popular acerca da temática da desigualdade social no Brasil foi apresentada àqueles que se mostram interessados neste que é um dos maiores problemas da nação.&lt;br /&gt;Na pesquisa, percebeu-se que a mobilidade social brasileira sempre foi marcada por movimentos de curta distância, sendo a percepção desse fenômeno bastante clara para a população &lt;em&gt;tupiniquim&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Tanto assim é, que a maioria dos entrevistados entende que a &lt;em&gt;sorte&lt;/em&gt; é a principal razão pela qual as pessoas são recompensadas e ascendem socialmente. Quase 50% dos que foram ouvidos pensam assim, sendo a amostra da pesquisa bastante relevante e contempladora de todos os estados brasileiros. Apenas 25% dos entrevistados consideram que a &lt;em&gt;inteligência&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;qualificação&lt;/em&gt; contam mais, e só 20% acham que os &lt;em&gt;esforços pessoais&lt;/em&gt; têm responsabilidade maior na ascensão social dos brasileiros.&lt;br /&gt;Muito curioso é que a mesma pesquisa aponta que &lt;em&gt;conhecer alguém bem posicionado&lt;/em&gt; é mais importante até mesmo do que nascer em uma família rica! Pode-se, com isso, apontar que a sociedade brasileira não é percebida como &lt;em&gt;meritocrática&lt;/em&gt;, mas como um espaço onde o &lt;em&gt;compadrio&lt;/em&gt;, o "jeitinho" e a &lt;em&gt;indicação&lt;/em&gt; de um "peixe grande" valem muito mais para se crescer.&lt;br /&gt;Apenas 4% dos ouvidos apontaram que a solução para a sociedade brasileira se tornar mais igualitária depende de um esforço que pode começar em si mesmo, isto é, na própria figura do entrevistado. A contrapartida é que 67% acreditam que a &lt;em&gt;ação coletiva&lt;/em&gt; teria um papel importante para diminuir a desigualdade, mas, num paradoxo quase inexplicável, esses mesmos entrevistados não se entendem como &lt;em&gt;atores sociais relevantes&lt;/em&gt; para uma real mudança na estrutura de nossa sociedade. É mais ou menos a apresentação do imbróglio "a união faz a força, mas mesmo que eu me una, não contará muita coisa".&lt;br /&gt;Assim, o que fica muito claro, ao se estudar a percepção que os brasileiros têm da desigualdade social, é que vigora o que o sociólogo Albert Hirschman chama de "efeito túnel"; um indivíduo preso em um túnel congestionado de carros, percebendo que a fila ao lado começa a andar, se tranqüiliza e se enche de esperança, pois, "se os outros estão progredindo, é sinal de que lá na frente a coisa está melhorando e logo as outras filas também andarão". Para se fiar no "efeito túnel", basta que o cidadão brasileiro conheça um "sortudo que subiu rapidamente", seja com corrupção, seja com nepotismo, seja com jogos de azar.&lt;br /&gt;Num país de 180 milhões de habitantes, basta que &lt;em&gt;apenas um&lt;/em&gt; deles tire o premiado bilhete da &lt;em&gt;mega-sena&lt;/em&gt;; isso já será razão para que o esforço pessoal, a qualificação profissional e a inteligência do cidadão de bem percam espaço para a "grande sorte" do motorista da fila ao lado. No "efeito túnel", a hora de todo mundo vai chegar, sem muito esforço! Triste país esse nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2707455695982993527?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2707455695982993527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2707455695982993527' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2707455695982993527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2707455695982993527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/09/da-percepo-da-desigualdade.html' title='&quot;Da percepção da desigualdade&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8882670253474792356</id><published>2008-08-15T09:09:00.000-07:00</published><updated>2009-01-15T08:02:12.784-08:00</updated><title type='text'>"Algemas, fichas-sujas e Estado Democrático de Direito"</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Foram motivos de escândalo para muitos brasileiros as decisões que foram o centro dos assuntos nos últimos dias, e que foram tomadas pela instância máxima da justiça de nosso país, o Supremo Tribunal Federal. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;As duas decisões últimas do STF coibem o uso indiscriminado de algemas em criminosos e liberam os candidatos "fichas-sujas" para participarem das próximas eleições, já que - em sua quase totalidade - tais indivíduos não foram condenados em todas as instâncias possíveis da lei brasileira.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Não foi difícil ouvir da boca de muitos cidadãos indignados: "Para o pobre trabalhador, nada; para a bandidagem rica, tudo!". Até a conceituadíssima economista Míriam Leitão despejou sua indignação, na coluna que ocupa semanalmente em um importante jornal do país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Apesar de - à primeira vista - parecer que toda razão deva ser dada aos revoltados eleitores e pessoas de bem de nossa nação, é preciso que uma reflexão mais aprofundada ganhe lugar aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É sabido, lançando mão da Ciência Política, que a radicalização do princípio da igualdade colocou o Direito como foco da política e da vida social. Porém, apesar de o Direito ter invadido a esfera pública do mundo social, o mundo contemporâneo o reduziu - bem como as suas instituições - à mera função de controle social. O Direito passou, então, a ser o "lugar dos deveres".&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Para que se entenda a razão de tal acontecimento, é preciso refletir sobre aquilo que foi a base para a elaboração de uma série de construtos que hoje são dados como "muito naturais" e frutos de uma "evolução no pensar".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Percebendo a extremada hostilidade do mundo, tanto levando em conta a sua relação com a natureza como a relação com seus semelhantes, o homem buscou técnicas de sobrevivência e de defesa em um mundo &lt;em&gt;hobbesiano&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;homo homini lupus&lt;/em&gt; (o homem é o lobo do homem). Para fugir disso, seria necessário um conjunto de regras que reduzissem os impulsos agressivos da humanidade, trazendo penas aos "desobedientes" e prêmios aos "enquadrados".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Outros pensadores contribuíram para ratificar a hipótese de Thomas Hobbes. Para Lucrécio, por exemplo, no estado de natureza os homens viviam &lt;em&gt;more ferarum&lt;/em&gt; (como animais). Para Cícero, &lt;em&gt;in agris bestiarum modo vagabantur&lt;/em&gt; (vagavam pelos campos como animais); em luta uns contra os outros, como queria Hobbes.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;A tese de John Locke, para quem "todos se encontravam em perfeita liberdade para dispor de suas posses&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;sem pedir permissão a quem quer que seja", parece servir só mesmo para quem realmente &lt;em&gt;tem&lt;/em&gt; as tais posses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Num embate Hobbes/Locke, a sociedade brasileira se dividiu entre os &lt;em&gt;subintegrados&lt;/em&gt; - para quem a justiça só serve para trazer os deveres a serem cumpridos e os &lt;em&gt;sobreintegrados&lt;/em&gt; - para quem as instituições jurídicas só trazem direitos a serem usufruidos, já que esse grupo parece estar sempre &lt;em&gt;acima&lt;/em&gt; dos deveres. É importante dizer, porém, que ambos os grupos estão vivendo a desigualdade social, carentes de uma das dimensões da justiça. Um não tem direito aos deveres e outro não alcança os favores dos direitos. Estão, pois, ambos, desenquadrados; desintegrados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sendo uma forte base para a confecção da justiça o que a hipótese &lt;em&gt;hobbesiana&lt;/em&gt; defende, não deve ser motivo de indignação o fato de o cidadão ter agora conquistado o direito de não ser algemado, bem como o de não ser inelegível sem que todas as instâncias jurídicas sejam visitadas. Outros direitos ainda mais difusos como o de viver em um lugar sem a presença de emissão de gases poluentes ou o direito ao consumo já estão saindo da esfera da reinvindicação e, aos poucos, tornando-se direitos inalienáveis. A verdade é que a atual fase da modernidade clama por uma arena pública que traga mais direitos do que deveres, visto que Hobbes, Lucrécio e Cícero estão cada vez mais cedendo lugar a Locke, Rousseau e aos outros adeptos do homem como "bom desde o estado de natureza" e, portanto, merecedor dos mais variados direitos. A esfera pública deve, porém, estar cada vez mais atenta, pois tudo isso deve servir para todos; do Daniel Dantas ao José da Silva. É chegada, pois, a Era dos Direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8882670253474792356?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8882670253474792356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8882670253474792356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8882670253474792356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8882670253474792356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/08/o-neopentecostalismo-e-o-efeito-tnel.html' title='&quot;Algemas, fichas-sujas e Estado Democrático de Direito&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3204258529207978688</id><published>2008-07-30T10:55:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T10:22:43.556-07:00</updated><title type='text'>"O que fazer com os falsos profetas?"</title><content type='html'>Não é de hoje que as declarações bombásticas tiram o sono da gente de bem. Tendo vivido infância, adolescência e juventude (atualmente) nos anos 1980, 1990 e 2000, respectivamente, sempre tive os tímpanos de menino invadidos por frases de efeito que, quase sempre, beiraram o terror. Nos tempos passados, tais declarações sempre conseguiam me convencer, sem que eu pensasse em refutá-las. Mas, pudera, um menino vai refutar o quê nesse mundo cão? Todavia, a idade vem chegando e o benefício da dúvida vem sendo trazido aos poucos. O grande Fukuyama declarou que a história acabara e eu embarquei, sem titubeio, lendo sua tese; os estadunidenses disseram que foram à lua e eu nem pisquei os olhos, acreditando de pronto; outros disseram que o petróleo acabaria em 15 anos (eu era um molecote à época) e começamos a pensar em como solucionar o problema, plantando cana-de-açúcar aos borbotões. Mais recentemente, confesso que minha postura tornou-se cética; não acreditei que o Iraque tinha armas químicas e nem como fazer a bomba de hidrogênio. Deixei de acreditar em tudo "à primeira contada"! Perdi a ingenuidade, acho. E a culpa, reconheço, é da minha falecida avó.&lt;br /&gt;Dona Jacionira Rezende morreu há dois anos - contando 92 primaveras -, jurando de pé junto que "o homem nunca foi à lua, e foi tudo armação!". Por causa da postura da vózinha - como eu carinhosamente a chamava - passei a não acreditar mais em qualquer coisa sem uma prévia análise crítica. Hoje, sem medo de ser feliz, afirmo: não acredito que o homem tenha pisado em solo lunar; não acredito no fim da história; não acredito em uma só palavra do velho e do novo Bush; e, pasmem, acho que a água não vai acabar jamais! Se Adam Smith tinha razão ao dizer que havia uma "mão invisível" que comandava a economia mundial, creio que há uma "sombra especulativa" que nos quer aterrorizar com declarações que nunca serão provadas.&lt;br /&gt;Pelas leis bíblicas, se uma profecia não se realizasse, o profeta teria de ser apedrejado! Portanto, é hora de correr atrás dos "profetas", pois o petróleo é descoberto a cada novo dia, a história não acabou, o Iraque não tinha armas químicas - e nem capacidade para a bombra da infâmia -, e não me convencem mais - e não apenas a mim - de que se pisou no satélite dos românticos.&lt;br /&gt;Então, homens e mulheres de senso crítico, às pedras! Ops, esqueci-me de que sou pastor! Deixemos as pedras, pois. O texto vira, assim, uma homenagem à vózinha, que me ensinou a duvidar. Jacionira Rezende vive!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3204258529207978688?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3204258529207978688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3204258529207978688' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3204258529207978688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3204258529207978688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/07/o-estraga-prazeres.html' title='&quot;O que fazer com os falsos profetas?&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2048781839024027768</id><published>2008-06-30T10:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T09:08:17.616-07:00</updated><title type='text'>"Os novos movimentos religiosos e a volta triunfal do maniqueísmo"</title><content type='html'>A doutrina dualista do profeta persa Manes ou Mani (séc. III AD) influenciou religiosos do Ocidente e do Oriente durante muitos anos. Até o santo Agostinho de Hipona deixou-se contagiar pela crença de que o mundo divide-se em duas instâncias, ministradas por duas entidades que duelam entre si, e em pé de igualdade; a luta entre o bem e o mal, liderada por Deus e o diabo, um de cada lado. Embora o dualismo tenha caído no esquecimento durante séculos, eis que os novos movimentos religiosos o conseguiram fazer ressuscitar, e com grande força. Mesmo sem conseguir conceituar suas práticas, ligando-as ao profeta persa dualista, os pentecostais de terceira onda (neopentecostais), adeptos da doutrina G12 - também chamada de "visão dos 12" - assumiram o dualismo maniqueísta com todo vigor e vontade.&lt;br /&gt;A "vantagem" de tal postura se dá pelo fato de que o modelo de governo neopentecostal não admite a democracia; o povo não tem autonomia para votar e escolher o que fazer ou seguir, tendo o líder, extremamente carismático - no sentido weberiano -, todo o poder para decidir pelas ovelhas (nunca o termo ovelha foi tão adequado!). Se o mundo está dividido em duas esferas e uma é a do bem e a outra do mal, não há como encontrar uma postura outra; uma opção outra; "não há neutralidade", como eles mesmo gostam de afirmar.&lt;br /&gt;Os pastores que proclamam tal visão, não podem jamais ser retirados de seus postos de poder, uma vez que qualquer pessoa que ousar dizer que eles estão errados, estará defendendo a causa do lado oposto, isto é, a causa do mal, do diabo. Como nenhum crente gostaria de ser reconhecido como sendo "do outro lado"...&lt;br /&gt;Dia após dia vê-se pessoas massacradas por líderes carismáticos que, não querendo perder o muito dinheiro e poder que têm, expulsam todos aqueles que não aceitam as muitas manifestações de intolerância e maldade de suas práticas.&lt;br /&gt;Com isso, a igreja cristã está padecendo. As ovelhas estão sem pastor, e o que se ouve nos púlpitos são mensagens prontas de auto-ajuda emocionalista, vazias de verdade bíblica.&lt;br /&gt;Alguém perguntaria; "como saber se o meu pastor e igreja estão embarcando em tal doutrina herética?". A resposta não é tão difícil; basta que aquele que está preocupado com o futuro de sua comunidade de fé atente para os modelos de crescimento (eu diria "inchamento") de igreja que seu pastor resolveu adotar por conta de não ver a igreja crescer "só pregando a Bíblia". Geralmente esses modelos vêm dos Estados Unidos, depois de já terem feito um bom estrago em comunidades cristãs por lá. Os métodos estadunidenses de "crescimento de igrejas" são, em quase todos os casos, o início do fim.&lt;br /&gt;Portanto, quando as leituras e as indicações de leitura do teu pastor fizerem surgir autores como Watchman Nee, Neusa Itioka, Rebbeca Brown, Benny Hinn e outros de mesma linha, fique esperto, o buraco está mais próximo do que você imagina. É entrar na "visão" e ficar ceguinho da silva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2048781839024027768?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2048781839024027768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2048781839024027768' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2048781839024027768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2048781839024027768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/06/o-maniquesmo-e-os-novos-movimentos.html' title='&quot;Os novos movimentos religiosos e a volta triunfal do maniqueísmo&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-562577173460984416</id><published>2008-05-31T11:08:00.001-07:00</published><updated>2008-07-02T09:46:57.195-07:00</updated><title type='text'>"Dos novos pecados capitais"</title><content type='html'>O Vaticano apresentou à sua comunidade religiosa uma lista que aumenta para 11 os anteriormente famosos "7 pecados capitais". Penso ser bastante sugestiva a mudança, pois o número 7 significa perfeição, sendo que, admitamos, perfeição é tudo o que o pecado não é.&lt;br /&gt;A razão para acrescentar outros 4 pecados ao grupo que era composto por &lt;em&gt;gula&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;avareza&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;inveja&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;soberba&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;luxúria&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;preguiça&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;ira&lt;/em&gt; é que, segundo a cúria romana, "esses pecados são individuais demais para um mundo tão globalizado e plural". Assim, o que o Vaticano pretendeu com essa mudança foi trazer à tona o que ele chamou de "pecados sociais".&lt;br /&gt;Na nova lista estão o erros humanos que afetariam a humanidade como um todo e não apenas o dono do erro capital. Então, entraram na crista da onda a &lt;em&gt;poluição do meio ambiente&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;uso de drogas ilícitas&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;provocar a pobreza&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;ficar extremamente rico&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Confesso que os dois últimos bem que poderiam ser resumidos num só, pois, sabido é, um chama o outro, mas respeito a vontade do Papa e de seus aliados católicos.&lt;br /&gt;Pela leitura que faço dos ditos de Jesus, não há diferença entre pecados; pecar é "errar o alvo", e isso não é mensurado como maior ou menor, a depender da distância que se fica do alvo a ser acertado. Porém, não posso negar que a Bíblia traz também aqueles atos que seriam "abomináveis aos olhos do Senhor". Nesse particular, a &lt;em&gt;fofoca&lt;/em&gt; é que deveria ocupar o lugar de &lt;em&gt;pecado-mor&lt;/em&gt;, pois, em sua Palavra, Deus diz que "aquele que levanta intrigas entre irmãos, não controlando a sua língua, é anátema", maldito mesmo. Portanto, fica aqui o meu voto para a &lt;em&gt;fofoca&lt;/em&gt; como pecado capital, na "próxima eleição" do Vaticano.&lt;br /&gt;Outro erro grave (será que foi pecado?!), foi a ausência da &lt;em&gt;corrupção&lt;/em&gt;. Como não falar dela em um mundo globalizado como esse em que vivemos? Afinal, foi por conta dessa tal globalização que os 4 novos pecados chegaram à condição de "capitais".&lt;br /&gt;Na minha modesta opinião, ficaria então completa a lista dos "pecados capitais do Vaticano". Ou melhor, &lt;em&gt;para&lt;/em&gt; o Vaticano. Afinal, é difícil imaginar um pecado do Joseph Ratzinguer.&lt;br /&gt;Agora, enfim, teríamos, com a minha pequena contribuição, &lt;em&gt;13 pecados capitais&lt;/em&gt;. E, vamos, venhamos, convenhamos e admitamos, em se tratando de pecado, querer 7 é &lt;em&gt;até pecado&lt;/em&gt;, 11 é muito sem graça, e 13 é tudo de bom (ou melhor, é tudo de ruim!). Ficam 13, pois. Afinal, que outro número representaria melhor os mais famosos "erros capitais da humanidade?". Sei que essa tese não agradaria ao Zagallo, mas trabalho com a &lt;em&gt;moda&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-562577173460984416?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/562577173460984416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=562577173460984416' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/562577173460984416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/562577173460984416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/05/dos-novos-pecados-capitais.html' title='&quot;Dos novos pecados capitais&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-9191500165078553946</id><published>2008-04-30T10:26:00.001-07:00</published><updated>2008-06-03T07:13:21.000-07:00</updated><title type='text'>"Aborto: questão religiosa, jurídica ou de debate público?"</title><content type='html'>Na semana última, uma pesquisa feita pela parceria UNB/UFRJ revelou um fato que seria, noutros tempos, chamado de estarrecedor: as católicas - já mães, com idade entre 20 e 30 anos e com a vida financeira já estabilizada - são as mulheres que mais praticam abortos.&lt;br /&gt;O foco na opção religiosa é proposital, pois há tempos essa temática não consegue justa discussão e flexibilização da parte do Vaticano. Mais difícil parece ser agora, quando a cúria papal está sob a égide do híper-conservador Joseph Ratzinger, o Bento XVI.&lt;br /&gt;A discussão acerca da interrupção de uma gestação é uma das mais carentes de um debate aberto. Como se sabe, no Brasil a prática do aborto é crime e manda para a cadeia, sem titubeio, qualquer mulher que ousar "tirar a vida de um inocente indefeso", nas palavras das associações e organizações contrárias à prática aqui discutida.&lt;br /&gt;O Vaticano, por sua vez, é taxativo: "o aborto é um pecado gravíssimo e dos mais abomináveis que se pode cometer". Mesmo com palavras tão afirmativamente duras, as católicas abortam.&lt;br /&gt;O que se pode concluir disso é que a &lt;em&gt;coerção social&lt;/em&gt;, exercida pela religião, enquanto &lt;em&gt;fato social&lt;/em&gt;, perde força a cada dia, visto estarmos vivendo a era que o escritor Rubem Amorese chama de "era da &lt;em&gt;individualização&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;privatização"&lt;/em&gt;. Pela tese desse autor, a vida privada passou a falar tão alto que as pessoas, a independer até mesmo de suas opções religiosas, passam a dizer: "A vida é minha e eu faço o que eu quero, dá licença?!".&lt;br /&gt;Se a religião não tem mais o poder de mexer com as estruturas e com a &lt;em&gt;cosmovisão&lt;/em&gt; católica, radicalmente modificadas, tampouco pode fazê-lo a lei brasileira. Prova disso é que existem pelo menos 3,5 milhões de "criminosas" soltas pelo país. E, para piorar, são mulheres bastante independentes, bem formadas e informadas e detentoras de uma crítica bastante relevante. Além de pagadoras de impostos, claro. Portanto, o debate se faz bastante pertinente.&lt;br /&gt;Assim, deixando de lado o viés religioso e a questão &lt;em&gt;forense&lt;/em&gt; - compreensivelmente obsoletos para o tratamento do tema aqui proposto -, a discussão que clama por atenção diz respeito ao tipo de política pública - nas áreas da educação e da saúde - que deverá ser implantado para que se trabalhe a temática do aborto com o máximo de vontade política.&lt;br /&gt;Penso que, assim como a temática das drogas não-legalizadas, o tema do aborto merece a mortificação da demagogia para que, ouvindo-se o já bem considerável grupo de milhares de mulheres brasileiras "ilegais", se consiga encontrar idéias que valorizem a vida humana em todos os seus momentos - inclusive na gestação -, levando-se em conta também os direitos outros do ser humano. Lembrando que o problema não é mais a morte de adolescentes nas mesas de clínicas e parteiras ilegais. O novo aborto tem se mostrado uma postura bem pensada e escolhida. É necessário, pois, que se descriminalize o ato e se chame as maiores interessadas no tema para o debate.&lt;br /&gt;Só a educação e o diálogo aberto e tolerante poderão trazer as respostas que a lei e a religião deixaram de oferecer. Porém, é importantíssimo que se coloque em pauta nesse diálogo as motivações dessas mulheres entrevistadas. É curioso que as justificativas das mesmas estejam sempre ligadas à primeira pessoa; o "eu" aparece o tempo todo: "Abortei porque a criança atrapalharia os &lt;em&gt;meus&lt;/em&gt; planos de viagem ao exterior"; "Abortei, pois uma gestação atrapalharia &lt;em&gt;meu&lt;/em&gt; sonho de mestrado"; "Abortei, pois percebi que não era o que &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; queria"; "&lt;em&gt;Eu&lt;/em&gt; achei que não era hora e meu marido concordou". Frases como essas só vêm corroborar a tese de Amorese acerca da &lt;em&gt;privatização&lt;/em&gt; e do &lt;em&gt;individualismo&lt;/em&gt;, pois o outro não é lembrado em tempo algum. E olha que esse outro pode estar tão próximo que chega a estar dentro! Será que não se pode pensar antes?!&lt;br /&gt;É por essas e outras que - e não apenas por ser pastor - em se tratando de aborto, vou continuar dizendo NÃO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-9191500165078553946?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/9191500165078553946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=9191500165078553946' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/9191500165078553946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/9191500165078553946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/04/o-estraga-prazeres-e-o-caso-isabella.html' title='&quot;Aborto: questão religiosa, jurídica ou de debate público?&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3897967522622638120</id><published>2008-03-26T09:09:00.000-07:00</published><updated>2008-03-26T09:15:38.664-07:00</updated><title type='text'>"Instalações poéticas"</title><content type='html'>&lt;em&gt;Depois de horas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de horas, não percebo os efeitos&lt;br /&gt;Posologias mais que arcaicas junto ao leito&lt;br /&gt;De outras visitas, estolas sacerdotais&lt;br /&gt;Tentam ludibriar: "tenho a verdade e muito mais"&lt;br /&gt;Em quem devo acreditar? Por qual caminho vós pretendeis me levar?&lt;br /&gt;Eu sempre tive mais medo do escuro&lt;br /&gt;Se encontrar a chave, dê a luz; me deixe ver&lt;br /&gt;Cante a canção com a qual outrora eu dormia&lt;br /&gt;Visite as trancas e olhe se embaixo da cama&lt;br /&gt;Alguém que não foi convidado veio ouvir histórias&lt;br /&gt;E expulsa; manda longe. Longe&lt;br /&gt;És o caminho, a verdade e a vida&lt;br /&gt;Mas será que pra seguir tem de sangrar nova ferida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3897967522622638120?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3897967522622638120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3897967522622638120' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3897967522622638120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3897967522622638120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/03/instalaes-poticas.html' title='&quot;Instalações poéticas&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-5175522118220046367</id><published>2008-03-08T06:38:00.000-08:00</published><updated>2008-03-25T08:13:20.076-07:00</updated><title type='text'>"Instalações poéticas"</title><content type='html'>&lt;em&gt;Conversa com o Infinito Particular; Deus&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo os sonhos mudam.&lt;br /&gt;A ingenuidade de criança de esvai.&lt;br /&gt;As crenças já não infundem o mesmo valor.&lt;br /&gt;Obrigatório, dizem, é confiar na primeira idade. Só ali.&lt;br /&gt;Na autonomia de quem pensa - ou, na de quem pensa que pensa - tornaram-te obsoleto.&lt;br /&gt;Ou pensaram que o fizeram.&lt;br /&gt;As ciências não te conseguiram provar ou comprovar.&lt;br /&gt;Melhor a negação. A acadêmica negação.&lt;br /&gt;Só que existes. Ao menos para a negação de alguns, tens de existir.&lt;br /&gt;A tua solidariedade, para que te neguem a existência, faz com que existas mesmo, num paradoxo inexplicável.&lt;br /&gt;E, confesso, te preciso assim; independentemente de existires.&lt;br /&gt;Tua existência não é para que te provem, mas para que eu mesmo seja.&lt;br /&gt;Para que &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; possa ganhar existência.&lt;br /&gt;Para que eu possa te agradecer por mais essa estrada trilhada.&lt;br /&gt;Sei que não existes; isso é coisa de ingênuos.&lt;br /&gt;Tu não existes, na verdade. Tu és.&lt;br /&gt;E essa conquista é por causa tua, &lt;em&gt;Particularidade Infinita&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Porque tudo vem de ti, existindo o Senhor ou não.&lt;br /&gt;Por conta de tudo isso, meu coração é extremamente grato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Escrito quando da formatura como sociólogo. Lido na cerimônia oficial)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-5175522118220046367?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/5175522118220046367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=5175522118220046367' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5175522118220046367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5175522118220046367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/03/instalaes-poticas-falando-com-deus.html' title='&quot;Instalações poéticas&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8009247304840749463</id><published>2008-02-21T06:12:00.000-08:00</published><updated>2008-02-28T08:21:18.173-08:00</updated><title type='text'>"Lugar de negro é na igreja"</title><content type='html'>Sei que o título dessa reflexão poderá gerar alguma polêmica. Porém, inicio a mesma apresentando-me como membro de uma sociedade &lt;em&gt;estruturalmente racista&lt;/em&gt;, e também como fruto do amor de um negro jungido à paixão quase religiosa de uma branca. Sou, portanto, um mestiço. Não vou dizer que não sou racista, pois acredito que no nosso país - claro que muito erroneamente - pensa-se que "o racista é sempre o outro". Assim, confesso que participo de uma estrutura racista em alto grau. Não defendo, então, que o racismo está apenas fora de mim, no outro. Digo que está na estrutura social, conseguindo afetar a todos em maior ou menor grau.&lt;br /&gt;Contudo, já se pode afirmar - e com boa base empírica - que a negritude não se pode medir mais apenas pela distância maior ou menor "da cozinha". Se outrora foi quase um crime dizer que alguém tinha um pé naquele cômodo da casa, hoje pode-se dizer - ao se falar em racismo e negritude - que se tem um pé (na verdade, os dois e o corpo todo) na igreja.&lt;br /&gt;Após uma breve leitura da pesquisa do antropólogo estadunidense John Burdick, sobre os negros e o pentecostalismo, é possível crer que uma alternativa bastante válida para a questão racial no Brasil se apresentou.&lt;br /&gt;Em seu estudo, Burdick entrevistou uma quantidade considerável de homens e mulheres de pele escura - na cidade do Rio de Janeiro e em outras metrópoles brasileiras -, retirando das percepções desses indivíduos respostas bastante relevantes para o debate acerca do preconceito de cor.&lt;br /&gt;No "novo cômodo" utilizado, o negro e a negra conseguiram perceber aquilo que a "democracia racial" teimava em esconder: &lt;em&gt;o Brasil é um país extremamente racista&lt;/em&gt;. O brasileiro é racista até não querer mais, confessa isso o tempo todo, mas insiste em afirmar que a máxima sartreana &lt;em&gt;o inferno é o outro&lt;/em&gt; também serve para a questão do racismo do povo &lt;em&gt;tupiniquim&lt;/em&gt;, já que raramente é possível encontrar alguém que assuma para si uma condição tão socialmente ultrajante e &lt;em&gt;politicamente incorreta&lt;/em&gt;. Mas eles existem. Sim, os racistas existem. E, na verdade, não são "eles", somos "nós". Nós existimos.&lt;br /&gt;O novo "espaço do negro", porém, mostrou que há a possibilidade de se solucionar, pelo menos em parte, a questão. A pesquisa de Burdick sobre os negros que aderem às igrejas pentecostais mostra o &lt;em&gt;poder de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;sociação&lt;/em&gt; dessas igrejas, ratificado em frases como: "só depois que entrei para a igreja é que percebi que eu sofria racismo lá fora, no mundo"; "aqui dentro as pessoas não olham para a cor da gente e uma mulher negra arruma casamento fácil com um homem branco"; "a gente tem que olhar para o que a pessoa é e não para a cor da pele dela"; "na igreja eu percebi que não preciso passar &lt;em&gt;henê&lt;/em&gt; no cabelo, pois Deus me fez assim e eu sou bonita assim como ele me fez".&lt;br /&gt;Podem parecer frases simples demais, mas, verdade seja dita, tais afirmativas refletem uma cosmovisão que precisa atingir a todos os campos da existência humana. Uma visão de mundo mais humana, menos individualista e segregadora, e muito mais includente.&lt;br /&gt;Todavia, enquanto isso não acontece, não há como negar que só existem duas alternativas para a questão racial no Brasil: ou os negros e negras se dirigem à igreja ou, tristemente, ainda à cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8009247304840749463?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8009247304840749463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8009247304840749463' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8009247304840749463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8009247304840749463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2008/02/lugar-de-negro-na-igreja.html' title='&quot;Lugar de negro é na igreja&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3010079181010796392</id><published>2007-12-24T10:24:00.000-08:00</published><updated>2009-04-04T18:14:55.844-07:00</updated><title type='text'>“Instalações poéticas”</title><content type='html'>&lt;em&gt;Nomes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Rolando Ladeira&lt;br /&gt;Caio de Oliveira&lt;br /&gt;Anabella Mercedes&lt;br /&gt;Augusto Pomar&lt;br /&gt;Maria do Bairro Villas-Boas&lt;br /&gt;Marco Pessoa&lt;br /&gt;Régia Conceição&lt;br /&gt;Maria José de Jesus&lt;br /&gt;João Marques Calvo Penteado&lt;br /&gt;Maria da Glória Botafogo Damatta&lt;br /&gt;Armando Nascimento de Jesus&lt;br /&gt;Paulo de Tarso Faria&lt;br /&gt;Ali Saddam Morriel&lt;br /&gt;Aires Maristerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Crítica"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prometido...&lt;br /&gt;profetizado...&lt;br /&gt;não tecer quaisquer ilações acerca de...&lt;br /&gt;às vezes, mentira toma...&lt;br /&gt;mata o mortificado que estava em sombra...&lt;br /&gt;dói...doe...quem dá elimina dor...&lt;br /&gt;e engravida...&lt;br /&gt;critico: se colocares tudo do avesso, fica bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Jogo de palavras"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;– “Vituperada”.&lt;br /&gt;– Essa eu não sei.&lt;br /&gt;– Não, não é o jogo. Esqueceu que troco o “L” pelo “R”?&lt;br /&gt;– Ah, é mesmo. E...você me achou gostosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Meia"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;ela era meia nervosa&lt;br /&gt;meia irritadiça&lt;br /&gt;meia crítica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se sentia meia enganada&lt;br /&gt;meia culpada&lt;br /&gt;meia incompreendida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chegou meia atrasada&lt;br /&gt;meia esbaforida&lt;br /&gt;meia ofegante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meia sem graça&lt;br /&gt;meia se desculpando&lt;br /&gt;perguntou&lt;br /&gt;meia envergonhada&lt;br /&gt;minha boca está suja?&lt;br /&gt;sim&lt;br /&gt;muito?&lt;br /&gt;não; meia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3010079181010796392?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3010079181010796392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3010079181010796392' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3010079181010796392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3010079181010796392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/12/instalaes-poticas-por-conta-do-natal.html' title='“Instalações poéticas”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2661187909303529256</id><published>2007-11-26T07:17:00.000-08:00</published><updated>2007-11-26T19:07:40.534-08:00</updated><title type='text'>"O Haiti não é aqui, mas o Pará é"</title><content type='html'>A situação no Haiti é, como se sabe há tempos, de fome, miséria e guerras internas constantes. O exército brasileiro, elogiado por toda a comunidade internacional, ajuda no processo de pacificação daquele país.&lt;br /&gt;Ao pensar naquele pedaço de chão, também feito por Deus, um poeta da música brasileira comparou os dois povos, dizendo: "reze pelo Haiti, chore pelo Haiti; o Haiti é aqui, o Haiti não é aqui". Perturbadora e paradoxal, essa sentença.&lt;br /&gt;Pensei, enquanto teólogo, sociólogo e pastor, e me aliviei deveras pelo fato de o Haiti não ser mesmo aqui. Porém, tive de me machucar muito mais fortemente do que se aqui fosse mesmo aquele país. Percebi que o Haiti pode até não ser aqui - mesmo com as licenças poéticas que pedem o contrário - mas o Pará, infelizmente, é. E, para dizer a verdade, e à luz dos últimos acontecimentos naquele estado brasileiro, seria melhor que o &lt;em&gt;Haiti&lt;/em&gt; fosse aqui.&lt;br /&gt;A adolescente L., de 15 anos, acusada de roubo, foi encarcerada numa cela com outros 25 homens durante 20 dias. Foi estuprada, queimada com cigarro, enquanto negou sexo, e teve seus cabelos cortados a facão "para se parecer com homem e não dar muitas chances para perceberem" (que havia uma mulher, ou melhor, uma criança, naquele local de horror). Durante todo esse tempo, a menina não recebeu comida. Se quisesse comer, tinha de se tornar escrava sexual dos detentos. Por que não recebia comida e quem são os responsáveis por isso são questões que &lt;em&gt;lá&lt;/em&gt; não encontram respostas, embora &lt;em&gt;cá&lt;/em&gt; possam ser facilmente respondidas.&lt;br /&gt;Pela lei, L. não poderia ser presa, não poderia ser colocada em uma cela como aquela e não poderia deixar de ter alimento, mesmo que fosse em uma cela outra.&lt;br /&gt;O caso poderia, num país sério, gerar prisão perpétua para os responsáveis, mas no Pará (e no Brasil como um todo, pois aconteceu o mesmo já em pelo menos outros 5 estados, segundo um relatório internacional pelos direitos da mulher), o fato não gerou mais do que a triste confirmação: "não é a primeira vez que acontece. Isso sempre aconteceu aqui na região" (palavras de testemunhas e da própria governadora do estado, Ana Carepa, do PT).&lt;br /&gt;Fico, portanto, com a frase atribuída ao General De Gaulle, que diz que "o Brasil não é um país sério", pois sei que nada de relevante irá acontecer &lt;em&gt;de fato&lt;/em&gt; à governadora, aos responsáveis pela prisão (embora estejam já naquela "afastadinha temporária") e aos "coronéis" da região.&lt;br /&gt;A governadora prometeu, "energicamente", apurar o caso e se disse "envergonhada".&lt;br /&gt;A pergunta que se faz é: Por que mesmo com quase todos os moradores da cidade sabendo da prisão da menina, não se ouviu o grito de denúncia da população? Segundo palavras ouvidas pela &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;: "Medo de morrer. Aqui todo mundo tem medo", disse a tia de um dos presos transferidos. "Se a delegada põe uma menina na cela com os homens, e a juíza mantém ela lá, quem sou eu pra denunciar. Aliás, denunciar para quem?"&lt;br /&gt;A delegada a que se refere a mulher é Flávia Verônica Pereira, responsável pela prisão em flagrante de L. A juíza é Clarice Maria de Andrade. A delegada já está "afastada" e a juíza está "sob investigação", ainda! Meu Deus, isso não pode dar em nada!&lt;br /&gt;Pensei nesse caso essa semana e cogitei até a possibilidade de dar uma nova chance ao Jáder Barbalho. Afinal, perto de tudo isso até que ele me parecia um "santo paraense".&lt;br /&gt;Mas não, não vou terminar o texto assim. O Jáder é a ratificação disso tudo, pois "manda no Pará". É canalha também. Hoje não tem perdão; não quero que aquele estado seja aqui. O Pará &lt;em&gt;não é&lt;/em&gt; aqui. Ou é, mas como um protótipo do inferno. Com esse &lt;em&gt;Pará eu quero Parar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Perguntaram-me dia desses se, sendo um teólogo liberal, acredito no inferno. Sim, acredito. Vivo pertinho dele até. Quanto ao diabo, está mais distante, pois desconfio que seja o Bush. Tenho quase certeza. O demônio-mór, acho que é o Chaves (o venezuelano, não o outro), embora ele e o George W finjam brigar. Já o ministro das relações exteriores, é o Jáder. Só pode ser. Quanto a mim; eu deveria ter nascido pé de laranja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2661187909303529256?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2661187909303529256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2661187909303529256' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2661187909303529256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2661187909303529256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/11/o-haiti-no-aqui-mas-o-par.html' title='&quot;O Haiti não é aqui, mas o Pará é&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-109101417410410278</id><published>2007-11-05T14:06:00.000-08:00</published><updated>2007-11-10T04:04:16.650-08:00</updated><title type='text'>"O caminho de Emaús"</title><content type='html'>Poucos textos bíblicos são tão enigmáticos quanto o do Evangelho de Lucas, no capítulo 24. No texto que vai do versículo 13 ao 35, Lucas narra a volta de dois discípulos de Jesus para a cidade de Emaús, após terem vivenciado o martírio de seu mestre, em Jerusalém. Jesus havia morrido e uma sensação depressiva tomava conta de seus muitos discípulos e não apenas de seus doze apóstolos. Cada um fugiu como pôde da presença das autoridades que queriam incriminar a todos os que seguiram aquele que agora estava morto, por conta deste ter levantado tanta insurreição e contradição em Jerusalém e circunvizinhanças.&lt;br /&gt;O enigma do texto está no fato de, após percorrerem uma parte do árido caminho, os dois discípulos não reconhecerem a pessoa que passara a lhes fazer companhia na triste viagem. Diz o texto que o próprio Jesus caminhava ao lado dos dois tristes amigos. Já ressuscitado, o mestre perguntava aos dois acerca do motivo da tristeza que lhes tomava. É mesmo de se duvidar que uma pessoa – no caso dessa narrativa, duas – não reconheça alguém com o qual compartilhou importantes momentos da vida durante três longos anos. Não é possível que se esqueça da voz, do jeito, do vocabulário, dos maneirismos, etc. Ainda assim, o texto diz que os dois não reconheceram Jesus naquele momento da árida caminhada. Fica mesmo difícil de crer em tal passagem à primeira lida. Todavia, e em primeiro lugar, cabe lembrar que eram discípulos, mas não eram dos apóstolos, que acompanharam Jesus o tempo todo. Portanto, não conheciam o mestre &lt;em&gt;tão bem&lt;/em&gt; assim. É importante que se lembre também que, em momentos de depressão e decepção intensa, o que é desconhecido pode vir a ficar claro e o que é já há muito cotidiano pode passar a sofrer um grande estranhamento. Tem coisas que só a depressão explica. Quando não explica, é porque em estado depressivo não se pretende mesmo explicar nada. E, já que só ela, a depressão, poderia explicar, fica tudo sem explicação.&lt;br /&gt;É importantíssimo que se saiba ainda que os dois discípulos estavam totalmente inteirados dos fatos que os cercavam, mas não entendiam &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;nada&lt;/span&gt; acerca da angústia que lhes tomava o interior. Era como se Jesus fosse &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;o único que de nada sabia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Nos dias de hoje a coisa não está tão diferente; agimos como se o Senhor Jesus se tivesse tornado algo de totalmente obsoleto, de “tão desinformado" que parece estar. É como se o &lt;em&gt;Verbo Divino&lt;/em&gt; não tivesse mais ciência do que se passa ao redor dos homens e mulheres pelos quais se propôs a morrer. Os indivíduos precisam "informá-lo dos fatos".&lt;br /&gt;Aqueles dois discípulos sabiam de tudo. Tinham todas as últimas informações sobre a vida e a morte de uma pessoa conhecida deles. Mas não sabiam – ou não reconheciam – que aquele que a eles se dirigia – e que outrora estivera morto – era agora vivo e a própria fonte de toda vida; o único capaz de tirar-lhes daquele estado de profunda angústia.&lt;br /&gt;Sabia-se e sabe-se de tudo, mas desconhece-se, ainda, o que o Senhor pode fazer, pois ele é uma resposta que não mais agrada a uma &lt;em&gt;sociedade encantada&lt;/em&gt; por tudo o que aprendeu e sabe fazer e ter. E, quando a tese do sociólogo Max Weber fala acerca do &lt;em&gt;desencantamento do mundo&lt;/em&gt;, muitos não sabem e nem querem mesmo saber do que se trata.&lt;br /&gt;Na seqüência do texto, Jesus faz menção de ir embora, mas os dois o convidam a repousar na cidade deles, já que a hora avançara bem. Jesus aceita o convite e compartilha com eles do pão. É reconhecido neste instante, mas desaparece do meio dos dois, segundo o texto.&lt;br /&gt;Comentando o estranho episódio, um deles diz: “por acaso não ardia o peito dentro em nós enquanto ele nos falava aquelas coisas?”.&lt;br /&gt;Jesus pode até parecer fora de moda e obsoleto para uma sociedade que parece já ter tudo. Mas, quando ele fala com alguém – e ele sempre fala com aquele ou aquela que abre o coração para isso – uma sensação diferente toma conta do interior da pessoa. Ciência alguma explica isso. Eu também não. Nem tento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-109101417410410278?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/109101417410410278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=109101417410410278' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/109101417410410278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/109101417410410278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/11/o-caminho-de-emas.html' title='&quot;O caminho de Emaús&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-6538964817903294731</id><published>2007-10-07T19:22:00.000-07:00</published><updated>2007-10-08T17:07:18.278-07:00</updated><title type='text'>“O caso Renan e as retóricas reacionárias”</title><content type='html'>Poucos conseguem entender o fato de, depois de tudo o que aconteceu no país e no Senado Federal, Renan Calheiros continuar a sentar-se na cadeira de presidente de uma das mais importantes instituições desta República Federativa.&lt;br /&gt;As declarações do senador chegam mesmo a assustar, uma vez que trazem à tona construtos como “foi uma vitória da democracia” ou “o povo brasileiro sabe que eu sou inocente”.&lt;br /&gt;Uma boa teorização se faz necessária para que se consiga entender, pelo menos em parte, o indigesto "caso Renan". Uma boa possibilidade é lançar mão das idéias do sociólogo Albert Hirschman, com suas "retóricas reacionárias".&lt;br /&gt;O caso Renan faz com que se tenha a absoluta certeza de que o Brasil é um país reacionário ao extremo. Hirschman, ao pensar as “retóricas” acima citadas, buscou entender porque a massa não reage quando existe extremada necessidade de tal acontecimento. Para defender sua tese, o autor apresenta o século XVIII como o século em que se buscou lutar pelos direitos civis; o século XIX como o momento da luta pelos direitos políticos e o século XX como aquele da busca pelos direitos sociais.&lt;br /&gt;No afã de mudar o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; que lhes oprimia, os grupos de reação aos governos autoritários dos três séculos estudados por Hirschman encontraram retóricas reacionárias que sempre intentaram dissuadi-los da luta por seus direitos.&lt;br /&gt;À primeira das retóricas, usada quando dos momentos das lutas por direitos civis, no século XVIII, Albert Hirschman chama de “retórica da perversidade”. O grupo hegemônico, ao perceber que o povo está chegando perto de tirar-lhe os privilégios, lança mão de uma postura perversa, convencendo as massas de que “isso pode ter um efeito contrário e tudo ficar pior do que já está”. O povo, amedrontando-se frente ao novo, se cala.&lt;br /&gt;O segundo efeito é o chamado de “retórica da futilidade” e foi muito visto no século XIX, quando das lutas por direitos políticos. Por esse pensar, os grupos que detêm o poder político lançam mão da construção “por que fazer tanto barulho, se não vai dar em nada?!”. As massas são convencidas de que sua revolta não vale tanto esforço e novamente se cala.&lt;br /&gt;O terceiro efeito apresentado por Hirschman é o da “retórica da ameaça” e está muito presente nas lutas por direitos sociais no século XX. Pela lógica da ameaça, os hegemônicos ameaçam as massas afirmando que “lutar por seus direitos ameaçará até os poucos direitos já conquistados”. O povo, temendo perder até o básico do básico que tem, novamente se cala e não luta.&lt;br /&gt;Pensar o país e o caso Renan à luz da teoria de Albert Hirschman tem, portanto, sua relevância, uma vez que as três retóricas parecem ser &lt;em&gt;fantasmas assombrando o povo brasileiro&lt;/em&gt;. No caso da perversidade, vai que tirar o Renan tenha um &lt;em&gt;efeito perverso&lt;/em&gt; e traga de volta o Jader Barbalho! Pensando-se no &lt;em&gt;efeito da futilidade&lt;/em&gt;, que diferença faz ter ou não o Renan Calheiros no comando de uma casa na qual os brasileiros nem acreditam mais? E, finalmente, focando-se o &lt;em&gt;efeito da ameaça&lt;/em&gt;, ficar pensando em Renan poderia estar "ameaçando nossa paz", tirando-nos o tempo e os finais de semana de descanso frente à tevê, vendo Faustãos, Gugus ou Campeonatos Brasileiros! Melhor, portanto, não perder tempo com isso. Assim, fica tudo como está; a elite se &lt;em&gt;cansa&lt;/em&gt; e o povo &lt;em&gt;descansa&lt;/em&gt;. E dá uma tristeza que o peito chega a ficar dorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-6538964817903294731?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/6538964817903294731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=6538964817903294731' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/6538964817903294731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/6538964817903294731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/10/o-caso-renan-e-as-retricas-reacionrias.html' title='“O caso Renan e as retóricas reacionárias”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-4347683064491390251</id><published>2007-09-07T20:18:00.000-07:00</published><updated>2007-10-06T20:18:04.013-07:00</updated><title type='text'>“Tropa de elite: osso duro de roer”</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Tropa de elite dois é dez! Eu falei dez reais, tropa de elite dois!!".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Parecia mentira. Ao ouvir os gritos entusiasmados dos ambulantes da &lt;em&gt;Rua Uruguaiana&lt;/em&gt;, não era possível outra coisa a não ser duvidar do anúncio. Como poderia um filme que não foi nem lançado em circuito de cinema estar já na "versão dois" em um &lt;em&gt;camelódromo&lt;/em&gt; do centro da cidade do Rio de Janeiro?&lt;br /&gt;É sabido que a pirataria movimenta uma grande rede de relações e corrupções neste país, mas já terem lançado a "segunda versão", sem que nem mesmo a primeira tenha chegado aos cinemas, era demais.&lt;br /&gt;Na verdade, não era uma outra versão, mas apenas a primeira – que já havia vazado para a indústria da pirataria – só que com algumas modificações, tendo em vista a dificuldade que o filme passou a enfrentar, já antes da estréia, por conta de imagens que, segundo Rogério Roca, advogado da polícia militar, "causam danos à corporação e enxovalham a &lt;em&gt;PM&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;BOPE&lt;/em&gt; e os policiais". E quando não for isso (os "piratas" têm muitas facetas), se tratará do documentário "Notícias de uma guerra particular" - também sobre o &lt;em&gt;BOPE &lt;/em&gt;-, que é um outro material que tem também circulado como se fosse o "número dois" do filme ainda por lançar.&lt;br /&gt;Como é possível perceber, a película de José Padilha (diretor também do estupendo &lt;em&gt;Ônibus 174&lt;/em&gt;), antes mesmo de ser lançada, já dá motivos para que reflexões, as mais diversas, aconteçam e edifiquem. O material pode ceder espaço para que se pense acerca da pirataria, da censura, da violência urbana por parte dos traficantes e da polícia, etc.&lt;br /&gt;Todavia, é ainda sobre outra questão que esta reflexão pretende se estabelecer. O filme traz como mote a discussão já muito abordada sobre o financiamento do tráfico. Quem seria, ao fim e ao cabo, o responsável pelo estrago que a droga faz nas cidades e nas famílias?&lt;br /&gt;O filme de Padilha defende que a culpa é da classe média que, hipócrita nas suas "caminhadas pela paz", acaba por ser a grande consumidora das "sementes do mal", vendidas pelos traficantes que ocupam os morros e favelas dos grandes centros urbanos.&lt;br /&gt;A classe média (representada por grandes levas de adolescentes e jovens que assistem à versão pirata do filme) se defende em debates &lt;em&gt;pós-sessão&lt;/em&gt;, dizendo que "essa visão é reducionista demais, pois os grandes vilões não são os consumidores, mas os "criminalizadores" do consumo de uma &lt;em&gt;erva natural&lt;/em&gt;, pois, não a liberando, ganham muito com o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; vivido por todos hoje, tendo em vista o fato de serem os verdadeiros donos da droga e do poder".&lt;br /&gt;Buscando ser o mais justo possível, ao entrar no debate, é sábio não criminalizar o usuário (nome menos ofensivo e mais aceito do que &lt;em&gt;viciado&lt;/em&gt;), mas não há também como negar que é difícil falar sobre políticas públicas antiviolência com um grupo de futuros antropólogos, historiadores, literatos, internacionalistas, cientistas políticos e sociólogos que, de vez em quando, se desfaz para que uma parte possa "fumar unzinho".&lt;br /&gt;É claro que tem "peixe grande" na história do tráfico de drogas e armas. Todo mundo diz isso.&lt;br /&gt;Mas, infelizmente, ninguém consegue provar nada. Não se prende um político ou membro de ministério, que são os que muitos dizem que "participam mais fortemente do jogo". O que se pode provar, por enquanto, é que a classe média vive subindo o morro para deixar alguns reais e descer com uma quantidade de maconha e cocaína. Isso é fato. Nas universidades isso é cotidiano.&lt;br /&gt;O que se pode provar é que a droga faz mal, sim, à saúde do usuário. Mesmo sendo uma &lt;em&gt;erva natural&lt;/em&gt;, como no caso da &lt;em&gt;cannabis sativa&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Todavia, e enquanto sociólogo, não há como fugir do debate sobre a descriminalização do uso de algumas drogas. Mas é importantíssimo que se admita que tal liberalização atenderá a uma parte bem pequena da população e, mais uma vez, será aquela interessada em si e no que pode e quer consumir. Claro que existem também interesses medicinais - e ainda outros mais - na utilização da &lt;em&gt;cannabis&lt;/em&gt;, mas, admitamos, boa parte dos que clamam por isso só ganha existência quando dos momentos de pleitos eleitorais.&lt;br /&gt;Mais um vez, terei de defender a tese que não quer calar; o brasileiro é extremamente conservador e, politicamente, &lt;em&gt;de centro.&lt;/em&gt; Assim sendo, temas como aborto, união civil de homossexuais e a até aqui discutida liberalização das drogas terão de esperar a mudança do &lt;em&gt;fato social&lt;/em&gt; para conseguirem se estabelecer. Até que isso aconteça, terão de se contentar com a denominação &lt;em&gt;outsider&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;No final das contas, então, o que se pode dizer é que todas as partes têm culpa; usuários, traficantes, polícia, governos, etc.&lt;br /&gt;Acontece que várias dessas personagens estão fora do alcance de nossa "fome de mudança". Mas, a começar em nós, classe média universitária, bem que a coisa poderia começar a melhorar. Afinal, a gente só consegue mudar o mundo se conseguirmos mudar a nós mesmos. E não é tão difícil assim; é só parar de consumir, ganhando noção da rede cruel que o "unzinho" tem criado, ou fumar e cheirar menos, o que já ajuda bastante.&lt;br /&gt;Agora, o que resolve &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt; o problema do Brasil é seguir a Elisa Lucinda, "só de sacanagem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-4347683064491390251?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/4347683064491390251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=4347683064491390251' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4347683064491390251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4347683064491390251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/09/tropa-de-elite-osso-duro-de-roer.html' title='“Tropa de elite: osso duro de roer”'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-2759222137927840446</id><published>2007-08-25T08:27:00.000-07:00</published><updated>2007-08-27T14:09:21.910-07:00</updated><title type='text'>"Parapan ou pára Pan?"</title><content type='html'>Muito mais relevantes do que os &lt;em&gt;Jogos Pan-americanos&lt;/em&gt; foram os &lt;em&gt;Jogos Parapan-americanos&lt;/em&gt;. É óbvio que uma sentença como essa sempre terá o tradicional efeito do &lt;em&gt;politicamente correto&lt;/em&gt;. Acontece que, ao contrário do que se possa pensar neste sentido, tal afirmativa não quer ser o discurso de um teólogo ou sociólogo “bonzinho”. Ao contrário, a máxima que abre esta reflexão tem outras justificativas.&lt;br /&gt;Sobre o &lt;em&gt;Pan&lt;/em&gt; e a sua catastrófica (des)organização e gestão, sobretudo no quesito finanças, outro texto – também neste espaço – foi já escrito. Porém, o &lt;em&gt;Parapan&lt;/em&gt; deu motivos para uma nova análise da sociedade singular em que vivemos.&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Pan&lt;/em&gt; acabou e, logo no dia seguinte ao seu término, quatro ônibus foram queimados por um grupo de bandidos no Rio de Janeiro. Foi possível, portanto, sentir-se novamente “em casa”.&lt;br /&gt;O sonho havia, de fato, acabado. Sonho em tese, claro, pois um amigo, fazendo uma “varredura” nos principais jornais das Américas, percebeu algo curioso; só notinhas de rodapé e nada além de poucas lembranças acerca de uma série de jogos que pareciam “estar movimentando o mundo inteiro”. Na verdade, as redes de tevê brasileiras nos fizeram crer que o mundo girava ao nosso redor. Mas o mundo nem sabia de nós. Ou sabia pouco. Bem pouco. Quase nada. Como quase sempre.&lt;br /&gt;Os &lt;em&gt;Jogos Parapan-americanos&lt;/em&gt;, de outro modo, conseguiram fazer por essa nação algo que o &lt;em&gt;Pan&lt;/em&gt; ou os &lt;em&gt;Jogos Olímpicos&lt;/em&gt; nunca conseguirão; mostrar &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt; quem somos nós.&lt;br /&gt;Se ninguém &lt;em&gt;de fora&lt;/em&gt; deu tanta importância para o primeiro grupo de jogos, que nos envolviam e nos faziam crer que éramos “o centro do universo”, o &lt;em&gt;Parapan&lt;/em&gt;, por seu turno, mostrou uma nação completamente desinteressada. Os &lt;em&gt;de dentro&lt;/em&gt; não estavam dando a mínima. Se se reclamou muito dos preços dos ingressos no &lt;em&gt;Pan&lt;/em&gt;, não se poderia criticar o valor das entradas no segundo grupo de jogos. O &lt;em&gt;Parapan&lt;/em&gt; era de graça, entrava quem quisesse. Mas quase ninguém quis. Ainda assim – e defendendo a tese dessa reflexão –, esses jogos contribuíram muito mais do que o próprio “&lt;em&gt;Pan&lt;/em&gt; do Rio”.&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Parapan&lt;/em&gt; teve quebra de recordes, lições de vida, superações de toda sorte, e o primeiro lugar para o Brasil no quadro de medalhas. Já voltando ao &lt;em&gt;Pan&lt;/em&gt;, é importante ressaltar que os índices técnicos de tais jogos não passariam – nas palavras do comentarista Milton Neves – de “uma oitava divisão dos &lt;em&gt;Jogos Olímpicos&lt;/em&gt;”. Não se aproveita quase nada. Quase para ser gentil, claro.&lt;br /&gt;Mas, verdade seja dita, o brasileiro se identificou em demasia com esses jogos e simplesmente ignorou o segundo grupo. Ninguém parece querer se identificar com um &lt;em&gt;para-atleta&lt;/em&gt;. O que se viu no &lt;em&gt;Pan&lt;/em&gt; foi a busca do “perfeito”. Corpos no maior e melhor estado de potência e beleza. É com isso que o brasileiro quer se parecer e se identificar.&lt;br /&gt;Os &lt;em&gt;Jogos Parapan-americanos&lt;/em&gt;, em contrapartida, mostraram um Brasil &lt;em&gt;amputado&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;deficiente&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;especial&lt;/em&gt;. Mas um Brasil que dá certo. Um Brasil vencedor; recordista.&lt;br /&gt;Acontece que os patrocinadores simplesmente sumiram. Só o governo federal permaneceu no apoio. O público não quis ver e a cobertura das mais variadas mídias cedeu ao &lt;em&gt;Parapan&lt;/em&gt; o que os jornais das Américas deram ao &lt;em&gt;Pan&lt;/em&gt;; notas de rodapé. Ainda assim, esse é o Brasil que vence. O Brasil que reconhece suas limitações e se supera a cada nova dificuldade.&lt;br /&gt;O Brasil do &lt;em&gt;Pan&lt;/em&gt; é um país inchado. Um país inalcançável, idealizado, e longe demais da realidade do seu povo. Mas é também o país que o povo &lt;em&gt;acha&lt;/em&gt; que é.&lt;br /&gt;Sabido é, porém, que o verdadeiro Brasil – esse que vence – está &lt;em&gt;amputado&lt;/em&gt; pelas mais variadas formas de corrupção em todas as esferas do poder. Está &lt;em&gt;surdo&lt;/em&gt; para o clamor de uma massa de indigentes marginalizados e crianças prostituídas. E, para piorar, está &lt;em&gt;cego&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;corcunda&lt;/em&gt;, pois não enxerga um palmo à frente do nariz e, quando enxerga, de tão torto só consegue ver o próprio umbigo. É preciso muito vigor para mudar esse triste estado de coisas, mas, ao que tudo indica, não haverá mudança alguma, pois o brasileiro “cansou”. Que tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-2759222137927840446?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/2759222137927840446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=2759222137927840446' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2759222137927840446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/2759222137927840446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/08/parapan-ou-pra-pan.html' title='&quot;Parapan ou pára Pan?&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8829114724480486002</id><published>2007-08-07T19:27:00.000-07:00</published><updated>2007-12-01T15:40:36.896-08:00</updated><title type='text'>"Da popularidade inabalável do presidente Lula"</title><content type='html'>A classe intelectual brasileira, sobretudo a de oposição ao governo, não entendeu nada. Depois de toda a situação de corrupção na política nacional, da falta de crescimento econômico e da grave crise aérea, que culminou no pior desastre aéreo da história do Brasil, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue inabalável, segundo pesquisa do &lt;em&gt;Instituto Datafolha&lt;/em&gt;, do jornal &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Não adiantaram propagandas contrárias, arroubos oratórios do Arnaldo Jabor e discursos de &lt;em&gt;cunho&lt;/em&gt; &lt;em&gt;ético&lt;/em&gt; e de toda sorte, pois o presidente, apesar de tudo, segue intacto. E parece que ninguém sabe; ninguém viu; ninguém consegue explicar os porquês. É bem verdade que uma resposta, por mais bem embasada que seja, será sempre insuficiente para a explicação de tal fenômeno. Todavia, é imprescindível que ao menos se tente buscar algumas razões. A Sociologia talvez consiga dar um caminho para o início de uma boa reflexão a respeito.&lt;br /&gt;O problema do Brasil é a falta de conflito. Por mais radical que esta sentença pareça, à primeira vista, o pensamento &lt;em&gt;marxista&lt;/em&gt;, ratificado pelo sociólogo brasileiro Florestan Fernandes, tem grande relevância para explicar aquilo que o Jabor e a sua turma não entendem. O país não entra em conflito por nada. Disfarça seu racismo, seu clientelismo, seu coronelismo, seu elitismo e sua extremada desigualdade atrás de um discurso falso de “nação solidária e de iguais”. A elite grita de um lado e o povo de outro. Mas tudo a uma &lt;em&gt;distância que impede o conflito&lt;/em&gt;, que seria o que, de fato, traria a tão sonhada mudança social – por incrível que pareça –, necessária a todas as classes.&lt;br /&gt;O conflito aqui defendido nada tem a ver com uma apologia à guerra ou à violência. Trata-se, porém, de uma oportunidade de se &lt;em&gt;falar a verdade&lt;/em&gt;. A mudança &lt;em&gt;de dentro para fora da estrutura&lt;/em&gt;, apregoada por Marx e Florestan, não seria mais do que admitir que essa "solidariedade" com “aceitação total” do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; nada tem de real, e que se vive, em verdade, um racismo, um individualismo e uma série de outros &lt;em&gt;ismos&lt;/em&gt; extremamente violentos em um dos países mais desiguais do mundo.&lt;br /&gt;Ao contrário do que se pensa, o conflito dessas classes – a elite brasileira e a população mais pobre – não faria mais do que expor duas visões de mundo completamente diferentes, mas carentes, ambas, de uma &lt;em&gt;dialética&lt;/em&gt; que proporcionaria uma &lt;em&gt;síntese&lt;/em&gt; que pudesse ser um &lt;em&gt;meio termo &lt;/em&gt;do que as duas classes têm como solicitação. Mas o conflito é recusado. E a popularidade do presidente não se abala. E a classe "superior" continua a não entender nada.&lt;br /&gt;Acontece que o que vigora em uma nação é a vontade de uma sociedade inteira. Uma sociedade composta de vontades variadas, mas com algumas similaridades. É lógico que o que é similar no rico e no pobre é algo que os dois têm, e nisso, &lt;em&gt;todos são iguais&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Por mais que existam alguns cérebros destacados em uma nação, o que vigora, segundo o pensamento do sociólogo alemão Georg Simmel, é &lt;em&gt;aquilo que todos têm em comum&lt;/em&gt;. Portanto, o que caracteriza uma nação e uma vontade popular – no caso, a escolha e a popularidade de um presidente – é algo que está em um &lt;em&gt;nível que todos alcançam&lt;/em&gt;. Seria o chamado “nivelamento por baixo”.&lt;br /&gt;Partindo-se do pressuposto de que a elite não se (in)dignaria a “baixar o nível”, o conflito é evitado e &lt;em&gt;fica tudo como está; s&lt;/em&gt;em conflito e sem mudanças, uma vez que essas só viriam com o confronto de idéias e com a renúncia de parte a parte. Mas, no nível em que isso poderia ocorrer só uma parte &lt;em&gt;deseja&lt;/em&gt; estar.&lt;br /&gt;Lula está onde está e &lt;em&gt;como&lt;/em&gt; está por conta de uma vontade que transcende o pensamento intelectual de uma minoria. Para que de lá saia ou caia é preciso que um &lt;em&gt;grito consensual&lt;/em&gt; aconteça. Mas o consenso, seguindo-se a tese dessa reflexão, está em um nível freqüentado apenas por uma parte. A maior parte, claro, mas, ainda assim, &lt;em&gt;apenas&lt;/em&gt; uma parte.&lt;br /&gt;Sem que a elite “baixe o nível” e faça uníssono com a classe “inferior”, abrindo espaço para o conflito benéfico e gerador de novas idéias, não haverá a tão esperada mudança da &lt;em&gt;cosmovisão&lt;/em&gt; nacional e o &lt;em&gt;barbudo do Planalto&lt;/em&gt;, feliz ou infelizmente, continuará inabalável e imbatível. E pouco adiantará a elite dizer "cansei". Coisas do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8829114724480486002?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8829114724480486002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8829114724480486002' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8829114724480486002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8829114724480486002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/08/da-popularidade-inabalvel-do-presidente.html' title='&quot;Da popularidade inabalável do presidente Lula&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-4498081228800847117</id><published>2007-07-27T18:13:00.000-07:00</published><updated>2007-08-01T17:24:02.456-07:00</updated><title type='text'>"Do direito e da coragem de ser"</title><content type='html'>Tramita no Congresso Nacional o projeto de lei nº 5.003, de 2001, da deputada federal Iara Bernardi (PT-SP), que &lt;em&gt;"&lt;/em&gt;determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das pessoas". É o conhecido projeto contra a &lt;em&gt;homofobia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Como justificativa, o projeto defende que &lt;em&gt;"a orientação sexual é direito personalíssimo, atributo inerente e inegável à pessoa humana. E como direito fundamental, surge o prolongamento dos direitos da personalidade, como direitos imprescindíveis para a construção de uma sociedade que se quer livre, justa e igualitária. Não trata-se aqui de defender o que é certo ou errado. Trata-se de respeitar as diferenças e assegurar a todos o direito de cidadania.Temos como responsabilidade a elaboração de leis que levem em conta a diversidade da população brasileira. Nossa principal função como parlamentares é assegurar direitos, independentemente de nossas escolhas ou valores pessoais. Temos que discutir e assegurar direitos humanos sem hierarquizá-los. Homens, mulheres, portadores de deficiência, homossexuais, negros/negras, crianças e adolescente são sujeitos sociais, portanto sujeitos de direitos".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É fundamental, para o enriquecimento do debate, que se volte um tanto no tempo para que, chegando-se à Revolução Francesa, se consiga acessar a tentativa de aplicação do &lt;em&gt;tripé&lt;/em&gt; do pensar dos filósofos da política, chamados de &lt;em&gt;contratualistas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Pensadores como Thomas Hobbes, John Locke e Jean Jacques Rousseau contribuíram em demasia para a instauração do sonho revolucionário da &lt;em&gt;liberdade&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;igualdade&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;fraternidade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A fraternidade, sabido é, é o mais distante dos sonhos, sobretudo em uma sociedade individualista, desigual e corrupta como a brasileira. Ser fraterno, na verdade, tornou-se um expediente obsoleto; tornou-se notícia de jornal ou é coisa para apenas uma semana no ano; a semana da &lt;em&gt;Campanha da Fraternidade&lt;/em&gt;, da CNBB.&lt;br /&gt;É melhor, portanto, que esse texto fique atrelado apenas à controvérsia entre liberdade e igualdade, já que é disso que, em última análise, se trata o tal projeto de lei, tema da discussão que se pretende estabelecer aqui.&lt;br /&gt;Muito grande é a discussão em Ciência Política sobre até onde a igualdade interfere na questão da liberdade dos indivíduos. Sempre foi uma grande preocupação dos “amantes da democracia” a forma como a igualdade nos países comunistas, como Cuba, por exemplo, acaba por cercear a liberdade individual. Não se poderia ter e ser o que se quer, pois é preciso que todos sejam &lt;em&gt;iguais&lt;/em&gt;, tendo &lt;em&gt;direitos iguais&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O projeto de Iara Bernardi, portanto, lança forte luz sobre uma discussão que parecia “sem importância”, mas que é fundamental para que se pense a formação da sociedade brasileira.&lt;br /&gt;É legítima a defesa de direitos iguais para todos. Todavia, é imprescindível que a igualdade de direitos não afete a liberdade de pensamento e escolha.&lt;br /&gt;A liberdade dos gays, lésbicas, &lt;em&gt;trans&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;pans&lt;/em&gt; sexuais não pode, em hipótese alguma, cercear o direito das pessoas que pensam de forma diferente e que gostariam de ter a liberdade de continuar a pregar o que a Bíblia diz, por exemplo, no particular dos evangélicos, grandes “vilões” na história que se estabeleceu desde a criação do projeto de lei da deputada petista.&lt;br /&gt;O tema é delicado demais, mas, à luz dos dizeres de um desses movimentos gays, o argumento de que &lt;em&gt;"até algum tempo atrás, para encontrar amigos e namorar sem serem molestados, gays e lésbicas confinavam-se em um trecho de praia ou em pequenos bares, saunas ou cinemas localizados nos centros das grandes cidades brasileiras. Tais lugares sempre funcionaram para os homossexuais como espaços de proteção contra a homofobia",&lt;/em&gt; mostra que o que se pretende é o direito da &lt;em&gt;manifestação pública&lt;/em&gt; da opção sexual.&lt;br /&gt;É importantíssimo que se diga que o que impede a manifestação de amor de pessoas de tais movimentos não é uma lei qualquer, mas uma &lt;em&gt;coercitividade &lt;/em&gt;de mais um &lt;em&gt;fato social&lt;/em&gt;. Na verdade, em alguns locais, como o bairro de Ipanema, por exemplo, tal &lt;em&gt;fato social&lt;/em&gt; não tem esse poder de coerção, uma vez que, por lá, o &lt;em&gt;fato&lt;/em&gt; já é outro.&lt;br /&gt;O melhor, portanto - e na opinião particular deste autor, claro -, é esperar que o tempo traga a mudança do &lt;em&gt;fato social&lt;/em&gt; que tem impedido tais manifestações, pois, se a “barra for forçada” antes que a sociedade absorva o novo &lt;em&gt;fato&lt;/em&gt; - que logo virá, é óbvio -, um grande retrocesso se dará em uma sociedade que não é a melhor do mundo, mas tem conseguido absorver, aos poucos, as suas grandes diferenças.&lt;br /&gt;Lembrando, é claro, que, uma vez que a busca é pela &lt;em&gt;manifestação pública&lt;/em&gt; de um pensamento diferente, é bom que se comece a pensar no “direito de manifestação pública” também dos nazistas, racistas e outros que, pensando de formas bastante diferentes, têm também - seguindo-se a lógica do pensamento apresentado até aqui - o direito de ser e de se &lt;em&gt;manifestar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-4498081228800847117?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/4498081228800847117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=4498081228800847117' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4498081228800847117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4498081228800847117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/07/do-direito-e-da-coragem-de-ser.html' title='&quot;Do direito e da coragem de ser&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3349960196361755716</id><published>2007-07-19T16:15:00.000-07:00</published><updated>2007-07-24T05:17:54.557-07:00</updated><title type='text'>"A velocidade; no vôo e no Pan"</title><content type='html'>Os &lt;em&gt;Jogos Pan-Americanos&lt;/em&gt; e o acidente com o vôo 3054 da &lt;em&gt;Tam&lt;/em&gt; conseguiram, em um mesmo momento, contrapor glória e tragédia, dando significados bastante diferentes para uma mesma palavra; velocidade. As disputas que acontecem no Rio de Janeiro e a tragédia ocorrida em São Paulo fizeram com que as duas maiores cidades do país buscassem por respostas antagônicas em um mesmo conceito. A velocidade deveria ter sido menor em São Paulo e sempre poderá ser maior, nesses dias de jogos, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Por ter sido alta demais, perderam-se muito e muitos na maior cidade brasileira. Por conta de ser baixa demais, a velocidade sempre ratificará a recusa da melhor medalha, na atual capital esportiva da nação.&lt;br /&gt;Entre uma e outra, é claro que, por conta dessa tal velocidade, a dor sempre será maior para aqueles que não terão mais a oportunidade de encontrar a calmaria e o remanso dos braços da família. O outro lado, por conta das novas oportunidades que a vida sempre dá, terá outras grandes chances de ser mais rápido e eficiente.&lt;br /&gt;O mais difícil, ao se lutar contra o relógio, é que não se tem o &lt;em&gt;direito&lt;/em&gt; de curtir a dor, pois o mundo pede agilidade no esquecimento das tragédias, além de grande poder de superação, apesar de toda dificuldade que esses momentos impõem. A luta das duas cidades é contra o tempo agora. Mas de formas bastante diferentes, claro.&lt;br /&gt;Só que é preciso parar. É necessário que se pare um pouco para pensar no que tem acontecido. É urgente que se pense nas prioridades que a nação tem, pois, sabido é, as melhorias no setor aéreo brasileiro não puderam retirar nenhuma parte dos 3 bilhões de reais que os jogos &lt;em&gt;precisavam&lt;/em&gt; receber. Como se não bastasse, a tragédia fora anunciada por uma outra poucos meses antes. Só que agora, aos olhos do poder público nacional, a tragédia com o vôo 1907 da &lt;em&gt;Gol&lt;/em&gt; parece ter se tornado “apenas a segunda”.&lt;br /&gt;Em São Paulo, uma reforma decente e completa na pista do Aeroporto de Congonhas “daria muito prejuízo”. A melhoria no quadro de funcionários e melhores condições de trabalho e salário para os controladores de vôo também sairiam muito caro.&lt;br /&gt;Em contrapartida, no Rio de Janeiro, segundo denúncia da revista &lt;em&gt;Caros Amigos&lt;/em&gt;, um orçamento de 720 milhões pode chegar aos 3 bilhões sem problemas. A contratação de uma empresa de segurança para os jogos pode ser sem licitação. A empresa organizadora pode pertencer ao presidente do COB, sem dificuldades. Contratar familiares do mesmo Carlos Arthur Nuzman, sem licitação, para o figurino dos atletas, e outros familiares, com um contrato de 720 mil reais, só para &lt;em&gt;dar a idéia&lt;/em&gt; de como seriam as medalhas, também está “dentro da conformidade”. Gastar 22 milhões do dinheiro público em passagens para cartolas dos comitês pan-americanos também é “bastante natural”. Negociar 20% “por fora” com uma empresa de alimentação francesa, pareceu também um “bom negócio”, mas foi melhor &lt;em&gt;não expor tanto&lt;/em&gt; o presidente do COB.&lt;br /&gt;Talvez fosse, por tudo isso, necessário instaurar uma &lt;em&gt;CPI do PAN&lt;/em&gt; e tentar fazê-la andar lado a lado com a &lt;em&gt;CPI do apagão&lt;/em&gt; (da catástrofe e do caos) &lt;em&gt;aéreo&lt;/em&gt;. Mas, se isso ocorresse mesmo, quem garante que tal Comissão Parlamentar de Inquérito não seria presidida pelo Renan Calheiros?&lt;br /&gt;O melhor, enfim, é chorar junto. É respeitar o luto dos que sofrem com a velocidade alta do pouso em Congonhas e extremamente baixa do governo em oferecer respostas. Além disso, é pedir, do Altíssimo, misericórdia, pois, para assuntos como esses, o governo dessa nação parece ser e estar totalmente impotente e desacreditado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3349960196361755716?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3349960196361755716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3349960196361755716' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3349960196361755716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3349960196361755716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/07/velocidade-no-vo-e-no-pan.html' title='&quot;A velocidade; no vôo e no Pan&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-865604680857477010</id><published>2007-07-11T21:09:00.000-07:00</published><updated>2007-07-17T06:27:29.828-07:00</updated><title type='text'>"Sobre as declarações do Vaticano e um pouco de Teologia"</title><content type='html'>A Congregação para a Doutrina da Fé, responsável pela tutela da doutrina e da moral católico-romana, afirmou em documento oficial essa semana que “a igreja católica romana é a única igreja de Cristo”. As outras, fora da égide papal, seriam “apenas comunidades eclesiais”.&lt;br /&gt;Os assuntos teológicos são sempre muito áridos, mas tentarei ser o mais claro e acessível possível, entendendo que esse espaço é feito para leigos em busca de alguma reflexão, e não para especialistas em Teologia ou outra área qualquer.&lt;br /&gt;Lançando mão da língua grega (o Novo Testamento foi escrito nessa língua e em aramaico, e não em latim), trago à luz um dos textos-base para um eventual papado começado em Pedro, o apóstolo. O texto traz Jesus afirmando “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (São Mateus 16:18).&lt;br /&gt;O grande problema é que o catolicismo romano não usa a língua original, mas uma tradução para o latim, feita por um seu adepto, São Jerônimo. Na tradução, Jerônimo não diferencia, no dito de Jesus, a relação entre duas palavras gregas: &lt;em&gt;petrus&lt;/em&gt; (pedregulho) e &lt;em&gt;petra&lt;/em&gt; (rocha). Jesus, ao ouvir de Pedro, no verso anterior, que ele, Jesus, era o Messias, o filho do Deus vivo, responde: “tu és um &lt;em&gt;pedregulho&lt;/em&gt;, e (ou mas) sobre esta &lt;em&gt;rocha&lt;/em&gt; edificarei a minha igreja (...) e te darei as chaves do Reino de Deus...”.&lt;br /&gt;O texto em questão oferece, na tradução direta, pelo menos, três possibilidades. Primeira: Jesus estaria dizendo que sobre a &lt;em&gt;rocha&lt;/em&gt; - que seria a &lt;em&gt;declaração de Pedro&lt;/em&gt; de que Jesus é o Cristo, filho de Deus - ele edificaria a sua Igreja. Assim, a verdadeira Igreja de Cristo seria constituída daqueles que fizessem tal declaração. Segunda: Jesus estaria falando que &lt;em&gt;sobre si&lt;/em&gt; mesmo seria edificada a sua Igreja, uma vez que ele é chamado em todo o texto sagrado de &lt;em&gt;petra&lt;/em&gt;, rocha, e o texto está propondo um antagonismo com &lt;em&gt;petrus&lt;/em&gt;, pedregulho, que seria o substantivo referente ao apóstolo. Terceiro: Jesus estaria dizendo que &lt;em&gt;sobre Pedro&lt;/em&gt; estaria sendo edificada a Igreja, já que tal Igreja seria composta de gente como o apóstolo. Importantíssimo lembrar que é &lt;em&gt;como&lt;/em&gt; o apóstolo e não &lt;em&gt;pelo&lt;/em&gt; apóstolo, que é apenas um &lt;em&gt;petrus&lt;/em&gt;. A edificação seria pela &lt;em&gt;petra&lt;/em&gt;, o próprio Jesus.&lt;br /&gt;Aliado a isso, surge a informação, logo na seqüência do texto, de que as chaves do Reino seriam dadas a Pedro. Tal informação, porém, não reflete apenas a tão difundida idéia de poder, tão querida pelos católicos, mas também a idéia de que Pedro estaria &lt;em&gt;ganhando a salvação&lt;/em&gt;. A chave de entrada no Reino, portanto, lhe estaria sendo dada. Por conta da tal declaração, que reconhecia Jesus como o Messias de Deus, Pedro estaria ganhando a chave para entrar e não a incumbência de “ficar à porta”, julgando quem entra e quem não entra, como quer o exclusivismo católico.&lt;br /&gt;Lembro, ainda, que o catolicismo chegou a ter três grandes bispos ao mesmo tempo e que o exclusivismo da cúria romana só surgiu em definitivo com o cisma, após o século X da era cristã, mas esboçado, na pessoa de Leão I, e ratificado em Gregório I, já nos séculos V e VI, respectivamente.&lt;br /&gt;O papado, como o conhecemos hoje, nada tem a ver, portanto, com uma seqüência cronológica que vigoraria desde Pedro, uma vez que só foi instalado em 1054, quando do cisma com a parte oriental da igreja católica, os ortodoxos.&lt;br /&gt;Após a declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, então, não posso deixar de dizer que houve um grande retrocesso no diálogo que poderia se estabelecer entre os cristãos, e que foi tão incentivado no Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965, quando se estabeleceu a possibilidade da tolerância.&lt;br /&gt;Entendo, por tudo isso, que a verdadeira Igreja de Cristo é aquela composta de gente que &lt;em&gt;declara&lt;/em&gt; Jesus como o filho do Deus vivo; de gente que, após tal declaração, &lt;em&gt;ganha as chaves&lt;/em&gt; do Reino; e daqueles que se entendem &lt;em&gt;meros pedregulhos&lt;/em&gt;, carentes da ação tolerante da &lt;em&gt;Rocha&lt;/em&gt;, que é o próprio Cristo.&lt;br /&gt;Creio que de todos os povos, línguas e nações virão pessoas para a composição de tal Igreja. E, pelos ditos, práticas e caráter de Jesus, creio também que só poderiam ficar de fora aqueles que ratificarem as besteiras infelizes e intolerantes, defendidas pelo Vaticano e pelo meu colega de vocação, Joseph Ratzinger, também conhecido como Bento XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-865604680857477010?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/865604680857477010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=865604680857477010' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/865604680857477010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/865604680857477010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/07/sobre-o-catolicismo-besteiras-ditas-e.html' title='&quot;Sobre as declarações do Vaticano e um pouco de Teologia&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-6981343712306779870</id><published>2007-07-05T15:36:00.000-07:00</published><updated>2007-07-07T06:55:52.385-07:00</updated><title type='text'>"De Renan Ca(na)lheiros e Joaquim Hor(roríz)vel"</title><content type='html'>A Bíblia traz a história de uma mulher pega em adultério. O desfecho de tal episódio é curiosíssimo; Jesus, ao ter a palavra, diz aos homens, já prontos para apedrejar: “Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra”. Conta a Bíblia que, um a um, foram saindo todos os acusadores e a mulher ficou só, à espera da sentença do mestre. Jesus a dispensou em paz, aconselhando-a a não pecar mais, e dizendo, ainda, que, se os outros não a estavam acusando mais, tampouco ele o faria.&lt;br /&gt;Esse texto bíblico me veio à mente nesses dias em que o Senado Federal está em polvorosa com o seu presidente chafurdado em denúncias de corrupção. O que mais chamou a atenção nas reportagens a respeito foram algumas frases antológicas de Renan Calheiros: “Do Senado eu não arredo o pé”; “Renúncia é uma palavra que não existe no meu dicionário”.&lt;br /&gt;Só essas duas frases já seriam suficientes para que se conseguisse enxergar o espírito de &lt;em&gt;coronelismo&lt;/em&gt; que vigora desde sempre na política nacional brasileira. Mas, para piorar, e também para enriquecer o debate, eis que Calheiros - com os olhos fitos nos colegas de Congresso Nacional - diz: “Minhas vísceras estão sendo expostas aqui. Mas &lt;em&gt;eu não permitirei&lt;/em&gt; que as vísceras dos nobres senadores e do Senado Federal dessa República sejam expostas!”.&lt;br /&gt;Embora esse pareça um gesto heróico de um mártir à beira da morte, por trás das palavras do senador as entrelinhas falam alto: “Estou aqui, acusado de &lt;em&gt;adulterar&lt;/em&gt; na minha função nessa República, mas aquele dentre vocês que não tiver pecado, que me atire a primeira pedra”. Tal como no episódio bíblico, um a um, foram saindo todos os acusadores de Renan Calheiros e, logo no dia seguinte, os jornais estampavam manchetes dizendo que &lt;em&gt;os parlamentares não encontraram razões fortes o suficiente para pedirem a renúncia do presidente do Senado&lt;/em&gt;. E, se não falaram “não peques mais”, ao menos disseram “vá, ou melhor, &lt;em&gt;fique &lt;/em&gt;em paz”. Todos parecem, portanto, ter muitos “pecados”.&lt;br /&gt;Outro senador, Joaquim Roriz, que já renunciou, disse que ao negociar 2,2 milhões em um telefonema com outro elemento “do bando”, o fez “apenas comprando um bezerro”. Foi descoberto, portanto, o paradeiro do &lt;em&gt;bezerro de ouro&lt;/em&gt;, adorado como deus, na história do &lt;em&gt;êxodo&lt;/em&gt; do povo de Israel, também encontrada na Bíblia. Os senadores, nesses tempos, me parecem “bastante bíblicos”.&lt;br /&gt;Renan Calheiros é acusado de pagar pensão alimentícia - para sua filha com a ex-amante - e contas pessoais com dinheiro de uma empreiteira que presta serviços para o governo, o que é ilegal. É também acusado de utilizar notas frias para comprovar sua receita de venda de gado em Alagoas, o que também é ilegal. É ainda acusado de enriquecimento ilícito - em 1978 ele declarou suas posses: na época só possuía um fusca. Já nos dias de hoje...&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;P-SOL&lt;/em&gt; promove uma campanha em nível nacional chamada “Fora Renan!”, e o senador, apesar de dizer “estão querendo assassinar a minha honra”, não permite que suas contas sejam vasculhadas para que as provas de todas as acusações sejam ou não encontradas.&lt;br /&gt;Portanto, ou a sociedade civil faz um grande barulho para que as acusações sejam apuradas com rigor e ética, e impõe a palavra &lt;em&gt;renúncia&lt;/em&gt; ao dicionário do presidente do Senado, ou no vocabulário de toda a nação começará a ganhar espaço uma nova palavra: a corrupta, corruptora e infeliz “renância”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-6981343712306779870?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/6981343712306779870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=6981343712306779870' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/6981343712306779870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/6981343712306779870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/07/de-renan-canalheiros-e-joaquim.html' title='&quot;De Renan Ca(na)lheiros e Joaquim Hor(roríz)vel&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-7747819326254985558</id><published>2007-06-27T08:19:00.000-07:00</published><updated>2007-06-30T17:02:04.198-07:00</updated><title type='text'>"Sobre o meu grande amigo Guilherme e sobre a grande tia Zélia"</title><content type='html'>Escrevo esse texto chorando. Coração arrebentado. Inconsolável. Hoje eu não sou nem pastor, pois não tenho como confortar ninguém. E, como no Salmo 77, &lt;em&gt;minha alma recusa consolo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Escrevi sobre o caso João Hélio um dia desses. Na ocasião, defendi que às vezes a situação de violência não nos afeta tanto, pois, como cariocas - e brasileiros como um todo -, temos a nossa &lt;em&gt;sensibilidade mortificada&lt;/em&gt; a cada dia, e só sofremos duramente as mazelas que atingem a nossa sociedade quando o caso é perto de nós.&lt;br /&gt;Essa semana o caso foi perto de mim. Assaltantes entraram na casa de um grande amigo meu; Guilherme, estudante brilhante de História, aluno em minha sala duas vezes por semana. Amigo de longas conversas nos corredores da Universidade - tinha uma curiosidade fascinante por Teologia, o que me deixava por vezes sem almoço, mas feliz, por tentar responder. Guilherme tinha &lt;em&gt;ouvidos dos melhores&lt;/em&gt;. Sabia escutar. Sabia falar. Sabia escrever. Sabia fazer sorrir. Hoje, sem querer, e infelizmente, mostrou que sabe também fazer chorar.&lt;br /&gt;O Guilherme foi assassinado brutalmente no assalto à sua casa, na segunda-feira última. A gente teria aula juntos na terça e na quinta. Não as teremos. Com a presença do Guilherme, não as teremos nunca mais.&lt;br /&gt;Na madrugada de terça, faleceu a tia Zélia; senhora prestativa que sempre ajudou na recepção dos cultos de nossa igreja - durante a semana - e na assistência social da comunidade, enquanto a saúde permitiu. Os dois derrames, a parada cardíaca e a idade de 75 anos, fizeram com que fosse mais fácil aceitarmos tal perda. Fomos perdendo a tia Zélia aos poucos. Aos poucos aceitando o choro. Não teremos mais a tia Zélia, mas sabemos que ela está na portaria do céu, distribuindo folhetos a todos os que chegam para o “Culto do meio-dia celeste”. Conforto.&lt;br /&gt;Quanto ao Guilherme, não há conforto possível. Deus não me tinha preparado previamente. Não havia nenhum sinal.&lt;br /&gt;Penso sempre, em relação aos assaltantes, que não existem motivos para atirar. Era só levar tudo e deixar a paz voltar. O que a gente perde, a gente compra de volta um dia. “Pode levar, moço, pode levar tudo!”.&lt;br /&gt;Meu amigo lia todos os meus textos. Tinha excelentes críticas a respeito. Ponderava sempre. Ajudava demais. Eu mudava os textos por causa dele. Opinião precisa. Sábia. Sábio.&lt;br /&gt;No dia do meu concílio e ordenação ao Ministério Pastoral, um dos mais importantes da minha vida, lá estava o Guilherme, marcando presença em uma data em que muitos dos meus familiares e amigos não compareceram. Foi o primeiro a chegar. Chegou antes de mim até. Ficou, como sempre, ao lado do Luis Carlos, outro grande amigo que chora muito nesse momento de dor incessante.&lt;br /&gt;Um dia mandei-lhe um sermão meu na íntegra. “O mal do século”, baseado no Salmo 77, da Bíblia Sagrada - ele respeitava o fato dela ser sagrada para mim. Acabou por tornar-se sagrada também para ele, uma vez que todos os meus argumentos baseados nela, eram sempre bem aceitos por meu grande e compreensivo amigo.&lt;br /&gt;O Salmo 77 fala sobre um conforto que precisa vir, mas não vem. Fala de uma tristeza infinda. Fala de mim. De nós os que sofremos pela perda do amigo. Hoje o Guilherme não precisa do Salmo, pois Deus o conforta com os próprios braços. Eu preciso do Salmo. Li-o. Novamente o leio. Espero para mim o conforto que o salmista recebeu ao se lembrar dos feitos do Senhor. Sei que a alegria virá. Eu conheço Deus. Eu acredito em Jesus.&lt;br /&gt;Eu escreveria sobre o Renan Calheiros essa semana, mas, perto do Guilherme e da tia Zélia, eu o conheço como &lt;em&gt;nada&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-7747819326254985558?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/7747819326254985558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=7747819326254985558' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7747819326254985558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/7747819326254985558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/sobre-o-meu-grande-amigo-guilherme-e.html' title='&quot;Sobre o meu grande amigo Guilherme e sobre a grande tia Zélia&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8289248358596078198</id><published>2007-06-21T15:21:00.000-07:00</published><updated>2007-06-24T10:37:09.301-07:00</updated><title type='text'>"Sobre a miss universo e sobre o padrão de beleza imposto"</title><content type='html'>A eleição da &lt;em&gt;Miss Universo 2007 &lt;/em&gt;foi mais um desses ricos momentos para se pensar a &lt;em&gt;questão do outro&lt;/em&gt; enquanto “igual” ou “diferente” de nós.&lt;br /&gt;Natália Guimarães, a &lt;em&gt;Miss Brasil&lt;/em&gt;, segunda colocada no concurso no nível mundial, tinha tudo para levar a fatura; é uma linda mulher, tem todo o “padrão de beleza” aceito mundialmente e concorria com uma japonesa, cuja beleza o Ocidente não aprendera ainda a contemplar.&lt;br /&gt;O que parecia um simples concurso de belas mulheres passou a ser material para ricas análises antropológicas, sociológicas e políticas.&lt;br /&gt;Pensando-se em termos antropológicos, a &lt;em&gt;relativização&lt;/em&gt; de padrões e conceitos que antes eram diferenciados e diferenciadores, em uma &lt;em&gt;linha evolutiva&lt;/em&gt;, e que culminavam na cultura ocidental judaico-cristã, passou a ceder espaço para que outras formas de cultura e saber - no caso, a beleza dos orientais - galgassem a posição de &lt;em&gt;padrão mundial&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Pensando-se em termos sociológicos, é curioso perceber como o &lt;em&gt;Mercado&lt;/em&gt; - essa maldita e &lt;em&gt;etérea instituição&lt;/em&gt; - tem ditado regras e concepções que, “politicamente corretas” em suas vontades e pensamentos, conseguem &lt;em&gt;homogeneizar&lt;/em&gt; uma nova maneira de pensar. Afinal, é &lt;em&gt;politicamente correto&lt;/em&gt; votar na japonesa, não porque ela é uma linda mulher, mas porque “é preciso abrir mercado consumidor entre os orientais, que não abrem mercado por quase nada nessa vida”. Assim, a eleição de Riyo Mori para o posto de “mulher mais bonita do mundo” (aspas minhas, afinal, a mais bonita tem de ser a da gente) não deixou de ter sorrisos amarelos e de canto de boca, daqueles que não conseguem enxergar a si mesmos no outro e ratificam o &lt;em&gt;senso comum&lt;/em&gt; que diz: “mas japonês, chinês e coreano é tudo uma coisa só!”. Em termos sociológicos, portanto, parece existir uma força maior do que nós e que nos obriga a seguir novas regras, mesmo que, ao fim e ao cabo, com elas não concordemos.&lt;br /&gt;Pensando-se em termos políticos, enfim, foi demasiado curioso ver a &lt;em&gt;Miss Estados Unidos&lt;/em&gt; ser vaiada o tempo todo, enquanto desfilava - chegando a escorregar na passarela -, por uma platéia que, enquanto nação (o concurso aconteceu no México), não perdeu a oportunidade de mostrar a sua insatisfação em relação à política externa estadunidense, sobretudo em relação ao povo mexicano, seu vizinho fronteiriço.&lt;br /&gt;Talvez seja também por conta de questões antropológicas, sociológicas e políticas que as palavras e o caráter de Jesus - um beduíno dos desertos do Oriente Médio - não surtam tanto efeito em uma sociedade radicalmente monetarizada, individualista, egoísta, mentirosa e cruel, como essa em que vivemos.&lt;br /&gt;Ainda em relação às questões do concurso aqui analisado e concluindo esse pensamento, confesso, sem demagogia, que não se trata, aqui, de se execrar ou duvidar &lt;em&gt;gratuitamente&lt;/em&gt; da intenção daqueles que votaram em Riyo Mori. Trata-se, em verdade, de se buscar as &lt;em&gt;motivações outras&lt;/em&gt; dessa eleição - isso se de fato elas existirem - para que, ao se votar em uma africana em um próximo concurso, isso não seja feito disfarçando-se o &lt;em&gt;racismo estrutural&lt;/em&gt; vigente no mundo, e buscando-se abrir novos mercados, mas, de fato, por conta da beleza de uma negra, que tem, também, tudo para ser aceita como uma &lt;em&gt;beleza mundial&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8289248358596078198?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8289248358596078198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8289248358596078198' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8289248358596078198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8289248358596078198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/sobre-miss-universo-e-sobre-o-padro-de.html' title='&quot;Sobre a miss universo e sobre o padrão de beleza imposto&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8690954229417137544</id><published>2007-06-10T18:55:00.000-07:00</published><updated>2007-06-10T19:01:15.553-07:00</updated><title type='text'>"Da parada e da marcha"</title><content type='html'>Há alguns meses, a prefeitura de São Paulo apresentou projeto de lei que permitiria o uso da Avenida Paulista somente para três grandes eventos a cada ano. A &lt;em&gt;Corrida de São Silvestre&lt;/em&gt; era senso comum, a &lt;em&gt;Maratona de São Paulo&lt;/em&gt; também. Restaria espaço no calendário para mais um evento, só que dois disputavam tal posição; a &lt;em&gt;Marcha para Jesus&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Parada Gay&lt;/em&gt;. Por uma série de motivos, que só o mercado conseguiria explicar, a &lt;em&gt;Parada&lt;/em&gt; ficou com a última vaga. Os evangélicos ficaram, então, proibidos de usar a mais importante avenida, da maior cidade do país, em seu ajuntamento festivo. Como teólogo, pastor e futuro sociólogo, esperei com ansiedade pelos dois eventos que, curiosamente, aconteceram no mesmo final de semana; numa quinta-feira, a &lt;em&gt;Marcha&lt;/em&gt; e no domingo, a &lt;em&gt;Parada&lt;/em&gt;. Espremendo-se entre as ruas menores da cidade no feriado da quinta, a &lt;em&gt;Marcha para Jesus&lt;/em&gt; reuniu 4 milhões de pessoas, segundo os organizadores, e 3,5 milhões, segundo a Polícia Militar (confesso que nunca entendi essa constante diferença). No domingo, a &lt;em&gt;Parada Gay&lt;/em&gt; reuniu 3,5 milhões, segundo os organizadores e, muito curiosamente, não trazia os números da PM, que disse ser “possível contar na Paulista, mas não nas ruas adjacentes”. Confesso que tal informação me chamou demais a atenção. Afinal, os evangélicos não puderam sair das ruelas e mesmo assim &lt;em&gt;puderam&lt;/em&gt; ser contados! Aquilo me “cheirava mal”, mas, ainda assim, continuei a analisar os eventos, tentando ser o mais imparcial possível. Com os 3,5 milhões - segundo a PM - dos evangélicos nas espremidas ruas, apenas 60 incidentes foram registrados (um número considerado muito ínfimo, em se tratando de tantas pessoas em um mesmo espaço). E, ainda assim, esses incidentes diziam respeito, quase sempre, a quedas de pressão arterial dos que não suportavam o intenso calor. Fora isso, nada de errado em um ambiente onde não havia cigarro, bebida alcoólica ou qualquer tipo de droga proibida. A &lt;em&gt;Parada Gay&lt;/em&gt; registrou (tenho todas as matérias jornalísticas em meu computador) assaltos, furtos, brigas, agressões a jornalistas e a autoridades e, pasmem, teve apoio governamental até mesmo na impressão de panfletos que ensinavam a “como cheirar cocaína com segurança”! Felizmente, os panfletos foram considerados “politicamente incorretos”, e proibidos em cima da hora. Não sou &lt;em&gt;homófobo&lt;/em&gt; e sempre tive muitos amigos &lt;em&gt;gays&lt;/em&gt;. Esse não é, portanto, um espaço para a crítica ao movimento deles. Por outro lado, penso que chegou a hora de os evangélicos fazerem o uso legítimo da nomenclatura &lt;em&gt;protestante&lt;/em&gt; e mostrarem que 4 milhões nas ruas não é &lt;em&gt;qualquer coisa&lt;/em&gt;, e que é digno ser &lt;em&gt;crente&lt;/em&gt; e fazer a opção pelo caráter de Cristo, sem ter de ser chamado a todo o momento de alienado ou manipulado. Afinal, manipulados terão de ser os números da PM, para que o &lt;em&gt;Livro dos Recordes&lt;/em&gt; receba a &lt;em&gt;Parada&lt;/em&gt; paulistana como a maior do mundo, superando a si mesma. Entre uma e outra, enfim, fico com a &lt;em&gt;Marcha&lt;/em&gt; e seus quase 4 milhões. Afinal, sou um ser com alguma aversão a &lt;em&gt;paradas&lt;/em&gt; e toda paixão pelos &lt;em&gt;movimentos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8690954229417137544?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8690954229417137544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8690954229417137544' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8690954229417137544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8690954229417137544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/da-parada-e-da-marcha_10.html' title='&quot;Da parada e da marcha&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3366333247505473257</id><published>2007-06-10T16:05:00.000-07:00</published><updated>2007-06-26T18:43:19.733-07:00</updated><title type='text'>"Parem o mundo, eu quero descer!"</title><content type='html'>Os benefícios dos avanços técnico-científicos são inegáveis. Poder falar em tempo real com alguém do outro lado do planeta realmente comove a muitos, senão a todos. Alguns louvam a tecnologia e a responsabilizam por ganhos até mesmo na esfera afetiva - com seus namoros, casamentos e afins. Todavia, a linha bastante tênue que separa o &lt;em&gt;virtual&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;real&lt;/em&gt; clama por alguma atenção e, percebe-se agora, alguns preços teriam mesmo de ser cobrados por tão grandes inovações.&lt;br /&gt;A pergunta que não quer calar é aquela que pretende saber se a pessoa &lt;em&gt;real&lt;/em&gt; é aquela com a qual se convive e que se conhece desde sempre ou a apresentada pelo perfil dos &lt;em&gt;orkuts&lt;/em&gt; da vida. Resposta sem titubeio; a do perfil é, disparada, a mais real.&lt;br /&gt;Quando se começa a desvendar as “máscaras sociais”, percebe-se que o que se vê no &lt;em&gt;ao vivo&lt;/em&gt; está muito mais distante daquilo que a pessoa realmente é do que o que se acessa virtualmente. Nos perfis virtuais a pessoa se permite ser ela mesma; fala dos sonhos, comete todos os pecados que os códigos da &lt;em&gt;realidade&lt;/em&gt; proíbem e constrói um mundo que de fantasioso não tem quase nada.&lt;br /&gt;Já afirmam muitos que as empresas têm usado os perfis virtuais para a contratação de seus funcionários. Afinal, esses poderiam - “mascarados no &lt;em&gt;ao vivo&lt;/em&gt;” - ser mais bem analisados pelas comunidades de que participam e pelas preferências e gostos nas diferentes áreas do que em qualquer entrevista ou dinâmica de grupo.&lt;br /&gt;A parte mais adoecedora do processo é a que apresenta o “novo deprimido”; um indivíduo que, quando dos momentos de abandono e carência, acessa seus &lt;em&gt;scraps&lt;/em&gt; só para ter alguém que diga “você é lindo”; “não há ninguém assim no planeta”; “sem ti o mundo pára”. Lendo essas poucas palavras, o deprimido se vê acarinhado; visitado; cuidado; e não &lt;em&gt;tão&lt;/em&gt; sozinho assim.&lt;br /&gt;Acontece que os computadores são sempre desligados. Mas a vida continua. E a depressão, idem. A linguagem virtual “facilitou” tudo. Por que não trocar um “O que você deseja?” por um “C ké u q?”. Como conseqüência, o desempenho nas universidades. Matéria que mais reprova: Língua Portuguesa. Piadas para o &lt;em&gt;Programa do Jô&lt;/em&gt;. Não poderia ser diferente.&lt;br /&gt;E ainda tem o celular, onde as pessoas te acham em &lt;em&gt;qualquer lugar&lt;/em&gt;. E o melhor; sem precisarem te encontrar!&lt;br /&gt;Mas o mais triste mesmo é o número de “amigos” que a &lt;em&gt;neomodernidade&lt;/em&gt; nos permite ter; alguns têm mais de 500. Outros já alcançaram o “um milhão de amigos”, do Roberto Carlos!&lt;br /&gt;Triste constatação: na hora da angústia não aparece um. São &lt;em&gt;virtuais&lt;/em&gt; demais para serem &lt;em&gt;reais&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A metodologia de Jesus, que não fica ao longe analisando a lepra, mas toca o lazarento; não diz o que fazer ao cego, mas dá-lhe a visão; não indica um mega-tratamento ao surdo, mas canta-lhe uma canção que se faz ouvir; é coisa mesmo um tanto ultrapassada.&lt;br /&gt;Moderno mesmo é viver uma época onde tudo tem de ser &lt;em&gt;super&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;ultra&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;mega&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;plus&lt;/em&gt;. Consome-se de tudo, e da última moda. Assim, talvez se consiga viver &lt;em&gt;um dia super, uma noite super, uma vida super-ficial.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3366333247505473257?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3366333247505473257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3366333247505473257' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3366333247505473257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3366333247505473257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/parem-o-mundo-eu-quero-descer_5419.html' title='&quot;Parem o mundo, eu quero descer!&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-3216675062815591775</id><published>2007-06-10T10:12:00.000-07:00</published><updated>2007-06-10T10:14:00.098-07:00</updated><title type='text'>"O negro no mundo dos brancos"</title><content type='html'>A questão racial no Brasil sempre foi a pedra fundamental das discussões acerca da formação da identidade nacional. Foram várias as mudanças de pontos de vista ocorridas, de sorte que o negro passou “do inferno ao céu” na construção daquilo que se chama sociedade brasileira.&lt;br /&gt;O curioso para nós é que as ratificações para se pensar o negro vêm de longa data e têm até “fundamento bíblico”, uma vez que - para muitos - a maldição de Caim, por ter matado seu irmão, seria “ter o nariz achatado e a pele escura”. Assim também, a maldição de Cam (nomes muito parecidos, não?), por ter “visitado a nudez” do pai, Noé, seria ser escuro e escravo dos demais irmãos seus. Leituras, no mínimo, curiosas da mesma Bíblia que usamos.&lt;br /&gt;Num momento outro - e falando-se de Brasil -, o negro passou a ser alguma coisa de bastante positiva, já que seria “a parte mais forte” no processo de miscigenação, e que faria surgir o que conhecemos hoje como o brasileiro típico, isto é, o moreno, com a sua cultura muitíssimo “rica e misturada”.&lt;br /&gt;Por conta dessa nova leitura, passou-se a pensar no Brasil como um país modelo para os demais, tendo em vista &lt;em&gt;não haver preconceito aqui&lt;/em&gt; e haver, como contrapartida, uma “democracia racial”. Construiu-se, posteriormente, uma visão de que o preconceito e o racismo faziam mais mal para o agente do que para a vítima, e inventou-se o que se chamou de &lt;em&gt;preconceito de ter preconceito&lt;/em&gt;. Assim, “os negros e os brancos não tinham porque tocar no assunto”, uma vez que ter preconceito era totalmente &lt;em&gt;démodé&lt;/em&gt; (fora de moda).&lt;br /&gt;Contudo, ninguém pode negar, sobretudo os negros, que há um preconceito velado em cada um de nós brasileiros. Prova disso é que em qualquer pesquisa que se faça sobre o racismo, mais de 80% das pessoas dizem que o Brasil é um país racista, mas menos de 20% se dizem racistas, já que “o racista, bem como o inferno, é o outro” sempre.&lt;br /&gt;Jesus falou, sentou-se e comeu com todos; judeus, gentios e misturados, isto é, samaritanos. Falou com mulheres - até com as “largadas dos maridos” - e mostrou-nos o que seria de fato uma democracia racial; nada além de entender todas as pessoas como frutos de uma raça só, a raça humana.&lt;br /&gt;O exemplo de Jesus, como sempre, ultrapassa as fronteiras do tempo e do espaço e deveria nos fazer refletir sobre as temporalidades do racismo; aboliu-se a escravidão no &lt;em&gt;tempo curto&lt;/em&gt; (bastou uma canetada da princesa), demorou um pouco mais para que os negros deixassem as senzalas e os troncos, no &lt;em&gt;tempo médio&lt;/em&gt;, mas o preconceito, claro está, é coisa a ser resolvida ainda no &lt;em&gt;tempo longo&lt;/em&gt;. Por isso o vivemos e - infelizmente - o viveremos ainda um tanto. Reflitamos sobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-3216675062815591775?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/3216675062815591775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=3216675062815591775' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3216675062815591775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/3216675062815591775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/o-negro-no-mundo-dos-brancos_10.html' title='&quot;O negro no mundo dos brancos&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8840413578404896723</id><published>2007-06-10T10:09:00.000-07:00</published><updated>2007-06-21T19:49:54.807-07:00</updated><title type='text'>"O baixio das nossas coisas mais bestas"</title><content type='html'>“A Bíblia tem razão; o ser humano está apodrecendo”. Foi com essa frase na cabeça que saí do cinema após ver um dos filmes mais fortes da minha vida; “Baixio das bestas”, do cineasta pernambucano Cláudio Assis. Lembrei-me da Bíblia por conta da situação degradante do ser humano; da situação (ainda) muito humilhante da mulher; e lembrei-me também por causa das palavras e gestos de Jesus em direção à humanidade e, em especial, à mulher, oprimida desde sempre.&lt;br /&gt;Contrapor o filme de Cláudio Assis à postura de Jesus foi a única saída encontrada para que o entendimento de antagonismos tão radicais se desse. No filme, Assis mostra o quanto o ser humano pode ser mau em relação ao seu igual. Na Bíblia, os gestos e as palavras de Jesus apresentam a possibilidade - creio que a mais viável - de os homens serem extremamente bons para com os seus semelhantes.&lt;br /&gt;O filme é forte. Pesado. Ácido, eu diria. Mas é real. Tristemente real. Um trabalho da melhor qualidade feito por Assis, e com uma atuação magistral de Caio Blat, que conseguiu atingir a maturidade artística, em seu melhor trabalho até aqui. Por essas e por muitas outras, a película não merecia sofrer a violência de ser preterida na maioria das salas pelo tão distante de nós “Homem Aranha 3”, apesar do choque e da potência que suas cenas apresentam.&lt;br /&gt;Trata-se de um filme-denúncia. É preciso entender isso. Uma película que se passa na zona da mata pernambucana e que mostra a realidade dos trabalhadores da cana-de-açúcar e dos &lt;em&gt;cantadores&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;dançadores&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;maracatu&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A realidade degradante do ser humano é mostrada em relações de incesto, estupro, abuso de menores, prostituição e violência extremada contra a mulher.&lt;br /&gt;A luta de classes aparece na relação dos latifundiários da cana e os outros “donos do poder” em contraposição aos oprimidos que fazem, com o melhor e o pior de si, a manutenção desse nosso triste estado de coisas.&lt;br /&gt;Pensar a realidade como anacrônica, entendendo que a opressão dos indivíduos do sexo mais dócil é coisa do passado, é sair da sala afirmando que se trata apenas de mais um “filme apelativo”. O que não é uma verdade.&lt;br /&gt;Aquela é a realidade de muitos cantos desse triste país que, não se importando com o sofrimento alheio, diz quase sempre: “Isso é só cinema”. Mas não é &lt;em&gt;só&lt;/em&gt; cinema. É o pior de nós. É o fim do homem. A morte dele.&lt;br /&gt;As palavras de Jesus, em contrapartida, mostram a redenção da mulher, execrada no filme. Essas mesmas palavras também redimem o homem, opressor e oprimido na película. As palavras de Jesus libertam. Libertam o homem do mal. Libertam o homem do mundo. Libertam o homem de si mesmo - que é a libertação mais forte que se pode experimentar.&lt;br /&gt;Para Jesus a mulher é gente. E, por incrível que possa parecer, o homem opressor, apresentado no filme de Assis, também o é. Ambos carentes de um gesto daquele que muda tudo; o &lt;em&gt;Infinito Particular&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Verbo&lt;/em&gt; encarnado.&lt;br /&gt;Esse texto não pretende muita coisa além de incentivar a visita à película de Cláudio Assis. Lembrando, é claro, que para isso três condições serão fundamentais: ter 18 anos, ter um olhar crítico sobre mais essa realidade nacional e ter estômago. Muito estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8840413578404896723?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8840413578404896723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8840413578404896723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8840413578404896723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8840413578404896723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/o-baixio-das-nossas-coisas-mais-bestas_10.html' title='&quot;O baixio das nossas coisas mais bestas&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-8986727689697248034</id><published>2007-06-10T10:05:00.000-07:00</published><updated>2007-06-10T10:07:11.116-07:00</updated><title type='text'>"O papa é pop, mas o Estado é laico"</title><content type='html'>A visita do Papa Bento XVI ao maior país católico do mundo serviu, mais do que qualquer outra coisa, para quebrar uma série de paradigmas e pré-noções de uma boa quantidade de pessoas que não tinham ainda muito o que dizer. Quase tudo o que se pensava acerca do líder-mor do catolicismo romano caiu por terra, quando o velho Joseph Ratzinger desembarcou nessas terras.&lt;br /&gt;Bento XVI, ao contrário do que se pensava antes, esbanjou simpatia, encontrou-se animadamente com jovens, quebrou protocolos para estar mais perto do povo e despistou, inteligentemente, todos aqueles que não queriam fazer mais do que colocá-lo em uma “sinuca de bico”, como diria o ditado popular, com “perguntas difíceis”.&lt;br /&gt;Embora tenha conseguido provar que pode ser tão “pop” quanto o foi Carol Woytila, o falecido João Paulo II, Bento XVI não conseguiu convencer os adeptos de seu sistema religioso de que o seu pensar continua coerente e que, portanto, não precisa de mudanças imediatas - mudanças essas que Lutero já apregoava no século XVI.&lt;br /&gt;O atual Papa entende que uma mulher não pode interromper uma gestação, mesmo quando sua vida corre, com todas as provas médicas, sério risco; entende que qualquer método contraconceptivo é nocivo, mesmo que o contingente populacional esteja à beira do colapso, e provocando cada vez mais uma péssima distribuição de renda; e “ameaçou” os traficantes de drogas, afirmando que “eles terão de se entender com Deus”, isentando - irresponsavelmente - de culpa as autoridades e o Estado brasileiro.&lt;br /&gt;Contudo, os dois pontos mais altos da visita papal ao país dizem respeito ao pedido do líder católico para que o presidente Lula declarasse que o Brasil é um país católico, e à briga entre Rede Globo e Rede Record de televisão em torno da visita do “sucessor de Pedro” (as aspas são de propósito, uma vez que o papado foi instituído muitos séculos depois da morte do simples pescador que acompanhava Jesus).&lt;br /&gt;Ao se pensar em atrelar religião e Estado com tal pedido ao presidente, Bento XVI teve de ouvir, já não com o mesmo sorriso nos lábios, que “o país é de maioria católica, mas é, e continuará a ser, laico”. No segundo ponto alto da visita, a Rede Record nada mais fez do que sensacionalizar o momento, colocando-se ferozmente favorável à questão do aborto, e isso sem qualquer critério ético, visto que o que importava era atacar a Globo. Atacada, essa última respondeu na mesma moeda, fazendo questão de enfatizar o momento em que o Papa chamava os protestantes e os outros não católicos de seitas, algo que é como um xingamento para todos aqueles que pensam de maneira diferente da maioria católica.&lt;br /&gt;De ponto positivo, ficou a possibilidade de se continuar a ter no país um espaço para todos os pontos de vista, já que, graças a Deus, não somos um país dividido entre católicos e protestantes, como querem a Record e a Globo, mas uma nação que é &lt;em&gt;tudo ao mesmo tempo agora&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-8986727689697248034?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/8986727689697248034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=8986727689697248034' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8986727689697248034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/8986727689697248034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/o-papa-pop-mas-o-estado-laico_10.html' title='&quot;O papa é pop, mas o Estado é laico&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-9100849737088786357</id><published>2007-06-10T10:02:00.000-07:00</published><updated>2007-06-26T18:47:36.540-07:00</updated><title type='text'>"O valor estava na Palavra"</title><content type='html'>A prisão do casal Estevam e Sônia Hernandez, líderes fundadores da &lt;em&gt;Igreja Apostólica Renascer em Cristo&lt;/em&gt;, trouxe para nós, os protestantes, um bom momento e motivo para reflexão. Muitos têm falado sobre o escândalo e abordado o episódio com os vieses mais curiosos, embora sempre sem muito oferecerem, além da ferrenha crítica de todos os dias.&lt;br /&gt;Alguns críticos focam suas luzes em ilustres membros daquela igreja, mostrando que, apesar de tudo, até um milionário jogador da seleção brasileira de futebol está jejuando e orando pelo “apóstolo” e pela “bispa” (as aspas são de propósito, já que apóstolo não existe mais, uma vez que essa nomenclatura é para aqueles que tiveram contato direto com Jesus – Paulo aparece como “abortivo” e é outro caso – e “bispa” é simplesmente um crasso erro de português, já que o feminino de bispo é episcopisa).&lt;br /&gt;O foco de outros, como o jornalista José Simão, da &lt;em&gt;Folha de São Paulo&lt;/em&gt;, é o deboche. Ele zomba do evangelho dizendo que “agora, das duas paradas mais faladas do Brasil, a parada gay é a mais confiável, derrubando a marcha para Jesus da “Igreja Evangélica Enriquecer em Cristo””.&lt;br /&gt;O foco que pretendo apresentar está na &lt;em&gt;Palavra&lt;/em&gt;. A Bíblia que, levada pelo casal, continha em seu interior uma boa quantidade dos dólares não declarados pelos líderes da &lt;em&gt;Renascer&lt;/em&gt;. Esse detalhe curioso me fez lembrar de um tempo em que eu guardava o salário dentro de meus livros e dizia de peito cheio – e metido a intelectual – “meu tesouro está nos livros”. E estava mesmo. Só que literalmente.&lt;br /&gt;O tesouro dos líderes da &lt;em&gt;Renascer&lt;/em&gt; também estava no &lt;em&gt;Livro&lt;/em&gt;. Mas, percebe-se, o tesouro deixou de ser o próprio &lt;em&gt;Livro &lt;/em&gt;faz tempo.&lt;br /&gt;É difícil para nós, do mesmo movimento chamado evangélico, recebermos todas as críticas das pessoas que não diferenciam os segmentos religiosos e sempre acabam dizendo que “crente é tudo safado” e que “pastor é tudo ladrão”. Assim, cabe aqui dizer que não podemos compactuar com o discurso de uma igreja que culpa o diabo pela “perseguição” de seus “ungidos”, sendo que esses mesmos “ungidos” têm um patrimônio líquido de 18 milhões de reais, haras para cavalos de raça e mansões na Flórida, mesmo que tendo uma dívida que, só de aluguel de salões para cultos, está em torno de 12 milhões de reais.&lt;br /&gt;Quem está de pé, cuide para que não caia, diz a Bíblia. Portanto, mais do que criticar, essa é uma convocação do povo de Deus para orarmos pelos Hernandez. Orar para que ao abrirem a &lt;em&gt;Palavra&lt;/em&gt; da próxima vez – sobretudo se for na presença de desconhecidos, como aqueles policiais americanos – eles encontrem um tesouro perdido. E não precisa ser em dólar, visto que, em se tratando de Bíblia, só as letrinhas bastam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-9100849737088786357?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/9100849737088786357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=9100849737088786357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/9100849737088786357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/9100849737088786357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/o-valor-estava-na-palavra_10.html' title='&quot;O valor estava na Palavra&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-1971506013117002384</id><published>2007-06-08T15:24:00.000-07:00</published><updated>2007-06-08T15:45:29.473-07:00</updated><title type='text'>"Da arte de falar e fazer"</title><content type='html'>Em todos os lugares e momentos dessa vida é possível encontrar-se pessoas que têm um talento admirável; possuem a arte de falar e fazer. Para a infelicidade nossa de todos os dias, essas pessoas são em menor número do que um outro grupo; aquele composto das pessoas que falam, mas não fazem.&lt;br /&gt;A igreja é uma instituição que não conseguiu - mas deveria - fugir a essa triste regra. Se a constatação entristece, ao menos é possível encontrar-se o diagnóstico: as pessoas gostam de falar para que outras possam fazer. Mas elas mesmo, que deveriam fazer algo, nada fazem.&lt;br /&gt;Após fazer-se tal triste diagnóstico, consegue-se ainda chegar ao sujeito da ação (de falar, e não de fazer, claro). O grande “vencedor” nessa categoria de vida é o saudosista. O saudosista tem saudade do que foi; e do que fez. Invariavelmente, tem saudade do que não é mais e do que não faz mais.&lt;br /&gt;Após tal compreensão, é claro que novos horizontes se abrem. Afinal, se existem pessoas que falam o tempo todo, esperando que outras façam, ao menos se tem um grupo que vê o que precisa ser feito. Alguns existem que fazem, mas apenas se souberem o que se tem para fazer.&lt;br /&gt;Assim, fica-se com dois grupos - separados e estanques - que poderão nunca se encontrar, pois os que falam não fazem e os que fazem não sabem o quê e nem onde.&lt;br /&gt;De lado a lado, não é difícil ouvir-se frases do tipo; “No meu tempo era assim”, “Antigamente tinha isso”, “Noutros tempos já foi melhor”, “Se eu soubesse teria feito” ou - com a contribuição do presidente Lula - “Eu não sabia de nada”.&lt;br /&gt;Grupo bom mesmo é aquele que não fica falando o tempo todo: “Antigamente tínhamos arrastão evangelístico”, mas que, se percebendo inativo, diz: “Que tal um arrastão evangelístico no domingo? Eu estou dentro!”. É gente disposta a ver a realidade que a cerca, e que tem coragem de dizer, e que tem coragem de fazer.&lt;br /&gt;Pode ser - e sinceramente percebo que sim - que tenhamos os três grupos em nosso arraial, embora seja possível perceber que o terceiro grupo é sempre, e em todo lugar, o mais escasso. O grande trabalho de nossas vidas será proporcionar o encontro dos grupos. Para que tenhamos gente que vê, gente que fala e gente que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-1971506013117002384?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/1971506013117002384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=1971506013117002384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1971506013117002384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/1971506013117002384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/da-arte-de-falar-e-fazer.html' title='&quot;Da arte de falar e fazer&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-5885989295796464178</id><published>2007-06-08T15:22:00.001-07:00</published><updated>2007-06-25T20:19:01.928-07:00</updated><title type='text'>"Sobre a crueldade, e sobre a maldita perda da memória"</title><content type='html'>Três episódios. Três grandes perdas. Três momentos estarrecedores na vida de um povo que - por uma série de motivos - desaprendeu a indignação. Ou, antes, até se indigna, mas por um período bem pequeno de tempo. Todos os dias uma série de fatos acontecem e nada mais fazem do que moldar o jeito carioca e, por que não dizer, brasileiro de ser. Só que passam. Os momentos passam. Apenas.&lt;br /&gt;Um espaço bem pequeno de tempo passou e já é possível perguntar: Como era mesmo o nome daquele menino que virou um “bolo de carne” ao ser cruelmente arrastado por sete quilômetros? Quantas eram e quais eram os nomes das mulheres que tiveram suas vidas ceifadas pela queda de uma marquise de um hotel em Copacabana? Quais os nomes e qual a nacionalidade daqueles estrangeiros que foram assassinados por um jovem, adotado por eles, e no qual eles investiram muito durante seus anos de vida e estada no Brasil? O tempo passou e essas pessoas já não são. Não são vivas; não são nomes; não nos são memória.&lt;br /&gt;Descobre-se a cada dia que a razão da existência é ter algo em que acreditar. É fazer parte de um grupo de pressão social e se engajar numa luta que, mesmo tendo tudo para dar errado, só pela possibilidade de dar certo, já faz da vida algo de grande valia.&lt;br /&gt;Verdade é que, ao contrário do que tem acontecido, um episódio como o de João Hélio deveria ser motivo para uma fundação; talvez um “Instituto João Hélio Fernandes para a prevenção da violência contra a criança presa no cinto de segurança”. Ou uma “Associação de moradoras copacabanenses que passam debaixo das marquises acompanhando velhinhas”. Ou ainda, “Grupo de apoio aos franceses que adotam crianças brasileiras, e que são roubados por elas”. É quase piada, mas é sério. Infelizmente.&lt;br /&gt;O grande mal deste século é mesmo a falta de memória, que é o que faz das pessoas indignadas por algo totalmente esquecidas do mesmo em pouco passar de dias.&lt;br /&gt;Para nós, universitários, privilegiados por chegarmos à formação superior (só 3% da população tupiniquim consegue tal feito), as vidas que se perderam são de extremada importância. Não apenas pelo grau maior ou menor de crueldade, como aconteceu com a maioria que gritou durante três dias por João Hélio, e que não se lembrará do menino “Zé” que morreu hoje, de tuberculose, no Souza Aguiar. O simples fato de qualquer pessoa morrer sem ter a oportunidade de conhecer as palavras redentoras do ser, sem conseguirem informação e formação, sem poderem escrever o que pensam e sabem em um espaço plural como esse, nos deveria fazer chorar. Chorar muito.&lt;br /&gt;Somos um grupo de pressão social. Deveríamos fazer mesmo a tal pressão. É o mínimo. Somos do grupo que deve protestar pela audição de palavras que libertam, curam e salvam da crueldade do estado de natureza humano. Por isso, o protesto nosso de cada dia deve ser muito maior, pois morrer esfaqueado pelo filho adotivo; arrastado pelo cinto de segurança; com concreto de marquise de luxo na cabeça; por falta de leito nos hospitais públicos ou em um Iraque injustamente invadido, deveriam nos soar da mesma maneira; quebrando o nosso coração e rachando a nossa cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-5885989295796464178?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/5885989295796464178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=5885989295796464178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5885989295796464178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/5885989295796464178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/sobre-crueldade-e-sobre-maldita-perda.html' title='&quot;Sobre a crueldade, e sobre a maldita perda da memória&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-4154517435509487829</id><published>2007-06-08T15:17:00.000-07:00</published><updated>2007-06-25T20:23:53.528-07:00</updated><title type='text'>"Sobre João Hélio Fernandes e alguns "demônios""</title><content type='html'>É impressionante a maneira como alguns acontecimentos conseguem mudar radicalmente a opinião pública brasileira, fazendo-a - vez por outra - tocar em assuntos tidos já como mortos e enterrados. A barbárie que vitimou o menino João Hélio Fernandes, de apenas seis anos de idade, foi um desses acontecimentos.&lt;br /&gt;São muitas as passeatas, os artigos e os e-mails que tentam dar conta do acontecimento, e que não fazem outra coisa a não ser pedir “justiça”.&lt;br /&gt;A indignação que toma conta do país produz riquezas em expressões e fatos, e consegue ainda fazer produzir análises e espaços para ricos e enriquecedores debates.&lt;br /&gt;Na ânsia de ser o mais politicamente correto possível, alguns profissionais têm colocado seus dotes à disposição da sociedade civil, em busca de uma resposta para fatos como a morte do menino João Hélio. As discussões acerca da pena de morte, da prisão perpétua e da maioridade penal estão, portanto, na crista da onda.&lt;br /&gt;Para um país como o Brasil, onde o cultivo da memória é uma aberração, em pouco tempo se esquecerá a barbárie que hoje nos assola a alma, e se estará pensando novamente em “qual será a chave mais fácil no campeonato brasileiro” ou “quem será o próximo eliminado do &lt;em&gt;Big Brother&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;O pior de tudo o que acontece agora não é, em minha modesta opinião, o fato de uma criança ser arrastada e despedaçada por sete quilômetros, sendo chamada de “o nosso boneco de Judas”, mas o fato de que a sensibilidade nossa de cada dia também passou a ser uma espécie de “sentimento em extinção”.&lt;br /&gt;Quando cheguei ao Rio de Janeiro, vindo do interior de São Paulo, doze anos atrás, passei por uma situação demasiado curiosa; ao ver um corpo esquartejado, na foto de manchete do jornal &lt;em&gt;O povo&lt;/em&gt;, tive vontade de vomitar. Doze anos mais tarde, a mesma foto ou o caso João Hélio não fazem mais efeito em mim. Eu não vomito mais por essas “coisas cotidianas”. Minha sensibilidade morreu. Foi assassinada. Violentada, digo.&lt;br /&gt;O mal do Rio de Janeiro e do Brasil não é a morte de um menino inocente e nem a forma bárbara como ela se dá, mas a perda da sensibilidade, que faz de nós pessoas que não mais vomitam com certas cenas de carnificina e que – consequentemente – são potenciais candidatos a “assassinos do próximo João”. Que virá; é claro, e infelizmente.&lt;br /&gt;Os advogados não vão resolver. Os juízes, tampouco. A justiça terrena não pode fazer muito. Só um grito esganiçado de "piedade, Jesus!" poderá nos valer nessa hora.&lt;br /&gt;Só mesmo pregando Jesus ressurreto será possível ser “o país do futuro” e não apenas o do futebol e do &lt;em&gt;voyeurismo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade, beleza e Graça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-4154517435509487829?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/4154517435509487829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=4154517435509487829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4154517435509487829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4154517435509487829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/sobre-joo-hlio-fernandes-e-alguns_08.html' title='&quot;Sobre João Hélio Fernandes e alguns &quot;demônios&quot;&quot;'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8600785093765908398.post-4492613335434808422</id><published>2007-06-08T14:21:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T01:34:41.033-08:00</updated><title type='text'>Cleinton</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s1600-h/CA678HUB.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073806969181605154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8600785093765908398-4492613335434808422?l=cleintongael.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleintongael.blogspot.com/feeds/4492613335434808422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8600785093765908398&amp;postID=4492613335434808422' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4492613335434808422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8600785093765908398/posts/default/4492613335434808422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleintongael.blogspot.com/2007/06/cleinton.html' title='Cleinton'/><author><name>Cleinton Gael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04039947423365918669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s320/CA678HUB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yolv7uTeZ7s/RmnIjmj4jSI/AAAAAAAAAAM/xo5d3SSW74Q/s72-c/CA678HUB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
