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Graduado em Artes Cênicas, Teologia e Ciências Sociais. Mestre em Sociologia e Direito pela UFF e Doutor em Sociologia pelo IESP-UERJ. Pesquisador de Relações Raciais no Brasil, Sociologia da Religião e Teoria Sociológica. Professor de Sociologia e Metodologia Científica do IFES - Instituto Federal do Espírito Santo.

quarta-feira, 26 de março de 2008

"Instalações poéticas"

Depois de horas

Depois de horas, não percebo os efeitos
Posologias mais que arcaicas junto ao leito
De outras visitas, estolas sacerdotais
Tentam ludibriar: "tenho a verdade e muito mais"
Em quem devo acreditar? Por qual caminho vós pretendeis me levar?
Eu sempre tive mais medo do escuro
Se encontrar a chave, dê a luz; me deixe ver
Cante a canção com a qual outrora eu dormia
Visite as trancas e olhe se embaixo da cama
Alguém que não foi convidado veio ouvir histórias
E expulsa; manda longe. Longe
És o caminho, a verdade e a vida
Mas será que pra seguir tem de sangrar nova ferida?

liberdade, beleza e Graça...

sábado, 8 de março de 2008

"Instalações poéticas"

Conversa com o Infinito Particular; Deus.

Com o tempo os sonhos mudam.
A ingenuidade de criança de esvai.
As crenças já não infundem o mesmo valor.
Obrigatório, dizem, é confiar na primeira idade. Só ali.
Na autonomia de quem pensa - ou, na de quem pensa que pensa - tornaram-te obsoleto.
Ou pensaram que o fizeram.
As ciências não te conseguiram provar ou comprovar.
Melhor a negação. A acadêmica negação.
Só que existes. Ao menos para a negação de alguns, tens de existir.
A tua solidariedade, para que te neguem a existência, faz com que existas mesmo, num paradoxo inexplicável.
E, confesso, te preciso assim; independentemente de existires.
Tua existência não é para que te provem, mas para que eu mesmo seja.
Para que eu possa ganhar existência.
Para que eu possa te agradecer por mais essa estrada trilhada.
Sei que não existes; isso é coisa de ingênuos.
Tu não existes, na verdade. Tu és.
E essa conquista é por causa tua, Particularidade Infinita.
Porque tudo vem de ti, existindo o Senhor ou não.
Por conta de tudo isso, meu coração é extremamente grato.

(Escrito quando da formatura como sociólogo. Lido na cerimônia oficial)

liberdade, beleza e Graça...